O Minnesota Timberwolves fez um grande movimento ao adquirir LaMelo Ball, visando aumentar a qualidade da equipe. No entanto, Naz Reid foi negociado para viabilizar a chegada de Ball, enquanto Julius Randle foi envolvido em outra troca. As duas saídas representam perdas significativas para o frontcourt de Minnesota e podem gerar um eventual desequilíbrio na rotação.
Apesar da lacuna na rotação, é inegável que a adição de LaMelo Ball agrega potencial a um time que foi bastante regular nas últimas três temporadas, fazendo campanhas de pelo menos 49 vitórias, com cinco séries de playoff vencidas, passando da 1ª rodada nas três ocasiões, chegando duas vezes nas Finais da Conferência Oeste.
Como será o quinteto inicial do Minnesota Timberwolves?

Com Donte DiVincenzo provavelmente fora por toda a temporada, LaMelo Ball deve assumir automaticamente seu lugar na rotação, embora o armador também fosse titular com DiVincenzo saudável. No entanto, quando se considera função, produção e expectativas, faz sentido dizer que Ball chega para substituir Julius Randle.
Mas, independentemente do ponto de vista, ainda haverá uma lacuna na rotação titular do Minnesota Timberwolves. Há vários candidatos no elenco para ocupar a vaga que está em aberto: Ayo Dosunmu, Josh Green, Trey Lyles, Terrence Shannon Jr e Jaylen Clark. Um deles será escolhido para atuar ao lado de LaMelo Ball, Anthony Edwards, Jaden McDaniels e Rudy Gobert.
Ayo Dosunmu talvez seja a escolha mais óbvia neste momento. Ele seria um pontuador efetivo, com capacidade para atuar como ball-handler, o que daria liberdade para LaMelo Ball aparecer em situações off-ball, algo que pode ser bastante benéfico para o ataque de Minnesota.
Josh Green chegou aos Timberwolves juntamente com Ball e pode atuar como um role player, gerando impacto principalmente na defesa, além de ser um eficiente arremessador em situações de catch-and-shoot. Green também pode atuar como ala-pivô em uma formação small ball, sendo outro bom candidato para ocupar a vaga em aberto.
Trey Lyles também poderia ser uma opção que se encaixa muito bem nesta discussão, sendo o único ala-pivô do elenco neste momento. É um jogador que possui boa leitura de jogo e pode distribuir passes ocasionalmente, sem cometer erros de forma constante. Lyles também pode contribuir no espaçamento de quadra de maneira situacional, uma característica que facilita seu encaixe no time, além de ser um sólido reboteiro.
Terrence Shannon Jr já mostrou qualidade como pontuador, mas ainda tem dificuldades para ser consistente, algo que o coloca em desvantagem nessa disputa. Jaylen Clark, por sua vez, é um grande defensor, mas apresenta claras limitações no ataque, o que também reduz suas chances de assumir a titularidade.
Se o foco for puramente o encaixe, Chris Finch deve escolher entre Josh Green e Trey Lyles, com Green sendo um bom defensor e Lyles, um reboteiro confiável. Em contrapartida, Ayo Dosunmu pode ajudar LaMelo Ball a se destacar em jogadas off-ball, mas talvez funcione melhor como o 6º homem dos Timberwolves, mantendo as duas rotações equilibradas do ponto de vista ofensivo.
Como ficará a 2ª unidade do Minnesota Timberwolves?

Há dúvidas pertinentes sobre como ficará a 2ª unidade do Minnesota Timberwolves. O consenso é que Ayo Dosunmu está muito bem credenciado para se tornar o 6º homem da equipe, sendo um jogador de muito valor atualmente, capaz de mudar partidas vindo do banco, especialmente do ponto de vista ofensivo.
Supondo que Josh Green se torne titular dos Timberwolves, os cinco principais jogadores da 2ª unidade serão Ayo Dosunmu, Terrence Shannon Jr, Jaylen Clark, Trey Lyles e Joan Beringer. Isaiah Evans e Bones Hyland completariam os 12 jogadores que devem ter presença mais frequente no elenco.
No entanto, essa é uma unidade que ainda é uma incógnita. Dosunmu certamente jogará pelo menos 25 minutos por partida, mas o mesmo não é possível afirmar sobre os demais. A tendência é que eles tenham uma minutagem bastante variável, que pode mudar conforme o andamento dos jogos.
Terrence Shannon Jr, Jaylen Clark e Trey Lyles deverão entrar em quadra com frequência, mesmo que tenham poucos minutos à disposição em algumas partidas. Joan Beringer, por sua vez, deve ficar na mesma situação de Bones Hyland e Isaiah Evans, com forte tendência a não entrar em quadra na maioria dos jogos.
O técnico Chris Finch possui um elenco com vários jogadores polivalentes, que podem contribuir de diferentes maneiras, tornando o núcleo mais homogêneo. Talvez seja difícil quantificar a qualidade do grupo neste momento, mas haverá peças que, eventualmente, se tornarão importantes para a equipe.
FOTO: Matt Krohn/Imagn Images



