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MLB – A fraternidade laranja está em má fase

Baltimore Orioles, Houston Astros e San Francisco Giants. Os três times da MLB que tem o laranja em suas cores e que compartilham decepções sem fim em 2026.

MLB – O pensamento fora da caixa que não dá frutos

Começando com o mais vencedor dos três desde a década de 2010. O time da baía de San Francisco, que não consegue o sucesso máximo desde 2014, entrou numa espiral de mediocridade. Os principais nomes daquela era de ouro se aposentaram. As apostas feitas não se pagam. E até quando faz uma grande campanha, como foi em 2021, não consegue sustentar.

A chegada de Buster Posey no front office poderia despertar um senso de nostalgia e colocar o time de volta ao caminho da competitividade. A troca por Rafael Devers em 2025 sinalizava uma equipe agressiva para disputar na NL West, mas o que se vê é justamente uma regressão que não parece acabar.

Começando pelo próprio Devers, desde que chegou a Califórnia seus números caíram comparado as médias de carreira. Em 130 jogos, o primeira base/rebatedor designado tem um aproveitamento de 23,5% no bastão, 24 Home Runs e 67 corridas impulsionadas. É pouco pelo que ele jogava em Boston.

Ao todo, apenas três jogadores tem bWAR acima de 1 jogando pelos Giants nessa temporada: o infielder Luis Arraez (1.5), o terceira base Matt Chapman (1.1) e o arremessador canhoto Robbie Ray (1.1). Não é a toa que San Fran tem o pior ataque da MLB (130 corridas – média de 3,25 de corrida por jogo). O pitching com ERA médio de 4.06 está no meio termo, mas sem um ataque que coopere, as conversas sobre trocar Chapman, Devers e outros nomes com contratos caros ganha mais força. E a experiência “Tony Vitello” pode terminar mais cedo do que se imagina.

MLB – Houston, they have a lot of problems

Em Houston, as lesões tem um fator crucial no desempenho pífio do time em campo. A exceção é Yordan Alvarez que, saudável, é um dos melhores rebatedores do planeta. Os Astros tem um ataque top 5 em Home Runs justamente por conta dele, pois se tirar a produção do jogador cubano, o ataque cairia para 20º ficando próximo a San Diego e Detroit.

Com exceção do primeira base Christian Walker, pouco se tem a tirar de um time que caminha para um inevitável rebuild. Jose Altuve, futuro Hall da Fama, ficou viral na última semana por tentar uma rebatida impossível onde se substituísse o bastão por ele mesmo, não acertaria a basebola. Carlos Correa, por mais uma infelicidade do que vinha sendo um ano sólido, está fora da temporada com o rompimento do tendão de aquiles.

E os braços são um capítulo a parte, pois são nada menos do que três pitchers na lista de machucados, entre eles o ace do time, Hunter Brown. Pelo menos a grande aquisição, Tatsuya Imai, voltará a jogar nessa semana. Ele que ficou conhecido por não se adaptar ao estilo de vida americano, terá que corresponder em campo para provar que merece estar na MLB. Afinal, ninguém esperava que nessa altura do campeonato os Astros teriam a mesma campanha do Los Angeles Angels. Abre o olho, Joe Espada.

MLB – A incrível “Geração de Baltimore” vai envelhecer mal

E por fim, Baltimore. Para quem esperava um renascimento de um ataque potente e que a garotada (que não é tão garotada assim) pudesse mostrar todo o seu potencial em 2026 está se frustrando cada vez mais com a falta de resultados em campo. A má fase que vem desde 2025 parece não ter fim.

As apostas para a rotação não engrenam, vide Shane Baz. O ataque, que seria o carro-chefe dos Orioles, não entrega quando mais precisa. O time que seria top 10 em Home Runs, por exemplo, hoje é apenas o 16º no quesito. E com um ataque voltado para a força, está no top 5 em strikeouts sofridos (378).

O que é possível extrair de bom são as performances de Adley Rutschman, voltando ao status de catcher All-Star, a ascensão de Samuel Basallo e do “achado” Rico Garcia. O reliever porto-riquenho cedeu apenas uma rebatida em todo o ano dos 61 rebatedores que enfrentou até aqui em 2026. Nesse ritmo, entra na discussão para All-Star.

Mas isso é pouco para que Mike Elias imaginava de sua construção. Ao menos, Baltimore reserva momentos de galhofa com seu manager se protegendo das foul balls no dugout e até um “chá revelação” no meio do jogo, tudo fruto da rodada do último dia das mães. Afinal, é rir para não chorar quando o assunto é crise.

Ainda tem mais um da fraternidade laranja a ser discutido. Mas no caso do New York Mets, merece um capítulo a parte.

*Números mencionados até o dia 11/5/26