Passados 20% da temporada da MLB, o ano de 2026 começa a ganhar forma. Dos times fortes, das surpresas e decepções, ainda há tempo para quem começou mal evitar o efeito “bola de neve”. Para isso, vamos iniciar o Power Ranking da MLB 2026 na Playmaker Brasil.
Neste texto, o foco é no que cada time vez de positivo. Seja um ou mais jogadores e/ou uma estatística coletiva para mostrar. É o lado “otimista” das 30 equipes da MLB até aqui no ano.
Sem mais delongas, o PR está no ar.
MLB Power Ranking 2026 (campanhas até 5/5)
1) Atlanta Braves (25-11)
O melhor time da MLB ocupa a melhor posição do PR. Com um ataque voando e pitching estável, os Braves mostram que sem lesões o time pode voar. O grande destaque é o primeira base Matt Olson, com seus 12 Home Runs e OPS de 1.047. Menção honrosa a Drake Baldwin, mostrando que seu 2025 não foi um mero acaso.
2) New York Yankees (24-11)
Na Liga Americana, não tem time melhor que o New York Yankees e por uma boa margem. Uma solidez incrível e numa fase em que tudo dá certo, a estratégia de manter o mesmo time está pagando muitos dividendos. Os pratas da casa merecem destaque, com Cam Schilitter (1.52 ERA e líder do time em strikeouts com 53) e Ben Rice (maior OPS do time, 1.214).
3) Chicago Cubs (23-12)
Uma sequência de 10 vitórias seguidas mantém o embalo do time de North Side que está encontrando o seu caminho após um 2025 agridoce. Outro time que aposta no que está formando em casa, com o rebatedor designado, popularmente conhecido como “DH” dando as caras com Moises Ballesteros (30,6% no bastão, OPS de .951 e quase o mesmo número de walks e strikeouts). Começou a caminhada rumo ao tetra da MLB?
4) Tampa Bay Rays (22-12)
Entra ano e sai ano, e de alguma forma os Rays estão nas cabeças. De hipotético lanterna de divisão antes da temporada começar, o time que retornou ao seu lar no Tropicana Field está se aproveitando da boa fase. Yandy Diaz (41% de aproveitamento chegando em base) e Nick Martinez (1.51 ERA) chamam a atenção, mas vale citar outro fato: Tampa Bay tem campanha 5-1 enfrentando times acima de 50% na temporada até aqui.
5) Los Angeles Dodgers (22-13)
A caminhada para o tricampeonato consecutivo não começou com um domínio que se esperava, mas pelos talentos que o time tem em mãos, a campanha está condizente. A bateria do pitcher Shohei Ohtani (ERA 0.60 em 5 jogos) e Dalton Rushing (34% no bastão em apenas 51 at-bats) chama a atenção. Inclusive, Cy Young Ohtani 2026 vem aí?
6) St. Louis Cardinals (21-14)
Outro time que poucos davam valor, mas que inicia 2026 com bastante dignidade. O renascimento de Jordan Walker (10 Home Runs, 30,8% no bastão), o bom começo de JJ Wetherholt (7 Home Runs, 36% chegando em base) e a afirmação de Michael McGreevy (2.52 ERA, 0.92 WHIP) formam uma base interessante. Para nível de informação, STL tem campanha ainda melhor contra times de campanha positiva (7-1).
7) San Diego Padres (20-14)
Não tem como falar de San Diego Padres sem citar o início avassalador de Mason Miller, o closer do time vindo a peso de outro na última trade deadline. Apenas duas corridas cedidas, três walks e impressionantes 32 strikeouts em 16.1 entradas (17.63 K/9). Se tem alguém que pode ganhar o Cy Young como reliever e quebrar uma seca de mais de 20 anos, é Mason Miller.
8) Cincinnati Reds (20-15)
Os Reds chegaram a liderar a divisão nas últimas semanas, muito em conta das boas temporadas de Elly De La Cruz (10 Home Runs e 8 roubos de base) e do calouro sensação Sal Stewart (9 Home Runs e 7 roubos de base). Na ausência de Hunter Greene, Chase Burns está correspondendo a hype do seu tempo de prospecto (ERA de 2.20 e 46 strikeouts). Outra surpresa é o reliever Graham Aschcraft, que possui um ERA menor que Mason Miller (1.02).
9) Pittsburgh Pirates (19-16)
A ascensão é real em Steel City, num time onde os destaques são nomes menos badalados. O atual Cy Young, Paul Skenes, está num ano “abaixo” para os seus padrões, e outros nomes da rotação estão ajudando a carregar o piano como Braxton Ashcraft (ERA de 3.02 e 45 strikeouts). No ataque, a regularidade de Ryan O’Hearn segue subestimada (OPS de .868).

10) Milwaukee Brewers (18-16)
Se alguém falasse que os Brewers estariam na lanterna da NL Central, seria maluquice. Pois bem, esse é o cenário. Sua campanha lideraria a AL Central, por exemplo. Seu “run differential”, que seria literalmente um saldo de corridas da MLB, é de +42 (segundo da divisão). O destaque aqui vai para o pitcher canhoto, Kyle Harrison, que está se saindo um “steal” na negociação realizada na offseason (ERA de 2.12 e 35 strikeouts).
11) Athletics (18-16)
O líder da NL West continua na filosofia de apostar as fichas no ataque. Nesse ponto, os frutos estão sendo colhidos com o líder de Home Runs entre os catchers, Shea Langeliers (10) e a máquina de walks Nick Kurtz (34, 41,2% chegando em base). A grande dúvida que fica: se jogassem em um campo que não fosse de ligas menores, esse time poderia estar melhor? O pitching de MLB iria agradecer muito.
T-12) Cleveland Guardians (18-18)
Os dois times que lideram a AL Central ficaram empatados nesse primeiro PR da MLB. Na parte do Guardians, a aposta nos seus prospectos está dando resultados com um dos candidatos a Calouro do Ano, o outfielder Chase DeLauter (30,4% no bastão com mais walks do que strikeouts) ajudando José Ramirez no ataque. No montinho, a dupla Gavin Williams (ERA de 2.70 e 53 strikeouts) e Parker Messick (ERA de 2.40 e 44 strikeouts) mostra que a água em Cleveland segue boa.
T-12) Detroit Tigers (18-18)
O único time com run differential positivo da divisão, os Tigers ainda não emplacaram com o que tem em mãos. Kevin McGonigle é uma baita revelação (31,5% no bastão) e um gás necessário para um ataque que está abaixo do que pode. No montinho, Tarik Skubal estava numa temporada aquém do que já mostrou, mas o 2x Cy Young ficará fora por 2-3 meses com “loose bodies” no cotovelo esquerdo. Que Casey Mize não perca o ritmo (ERA de 2.90).
14) Chicago White Sox (17-18)
O início parecia ser tenebroso, mas liderados pelo fenômeno japonês, Munetaka Murakami, o Chicago White Sox faz uma temporada bastante competente. Um dos líderes da MLB em Home Runs (14), o investimento está valendo cada centavo e fazendo com que as equipes da liga estejam arrependidas de não ter apostado suas fichas nele. No montinho, Davis Martin está voando com um ERA de 1.64.
15) Seattle Mariners (17-19)
Se recuperou de um início ruim e já reaparece na disputa pela divisão. Esse crescimento se dá por conta dos seus pitchers, em especial Emerson Hancock, que está num ano forte (ERA de 2.59 com 46 strikeouts). A rotação é o pilar dos M’s, pois é o que segura para cobrir um ataque que está devendo.
16) Miami Marlins (16-19)
Uma equipe caracterizada por evitar corridas ao invés de potência pura. Empatado em segundo na NL East, os Marlins contam com três de seus abridores com ERA abaixo de 3.10: Sandy Alcantara (3.04), Janson Junk (2.80) e Max Meyer (2.68). No ataque, a ordem da vez é aproveitamento no bastão com Xavier Edwards (33,3%), Otto Lopez (33,8%) e a grata surpresa, Liam Hicks (29,7% e 7 Home Runs).
17) Arizona Diamondbacks (16-17)
As contribuições de Arizona vem na forma de veterano em ano de carreira (Ildemargo Vargas – 38,2% no bastão), estrelas que tentam reviver seus melhores dias na MLB (Nolan Arenado – 27,5% no bastão) e calouros que vieram para compor elenco (Jose Fernandez – 30,4% no bastão). No montinho, Juan Morillo (ERA de 2.30 em 16 participações vindo do bullpen) está ganhando mais espaço.
18) Washington Nationals (16-19)
O time da capital, sob nova direção, tem como trunfo ser um visitante indigesto. Pois 12 das suas vitórias foram fora de casa, segundo melhor aproveitamento nesse quesito na MLB. Parte disso vem das contribuições de seus dois melhores jogadores de ataque: o outfielder James Wood (10 Home Runs) e do shortstop CJ Abrams (29,7% no bastão).
19) Texas Rangers (17-18)
Jacob deGrom em mais um ano “vintage” (ERA de 2.01 e WHIP de 0.96) lidera uma rotação que pode desempenhar mais. No ataque, o belo início do terceira base Josh Jung (32,5% no bastão) e do outfielder recém-chegado Brandon Nimmo (30% no bastão), ajudam a dar um pouco mais de produção ofensiva, algo que estava em falta em 2025 na MLB.
20) Philadelphia Phillies (15-20)
O choque do novo manager está dando resultados, pois desde que Rob Thomson foi demitido, Philadelphia tem aproveitamento de 85% nos jogos (6-1). Kyle Schwarber e Bryce Harper, com 18 Home Runs combinados, mostra que a força está em dia. Na rotação, Cristopher Sanchez vai entregando o que se espera de um ace em ascensão (ERA de 2.90 com 50 strikeouts).

21) Kansas City Royals (16-19)
Filosofia do small ball segue firme em Kansas City. Parecido com seu colega da Flórida, a aposta é num pitching calibrado (três pitchers de rotação com ERA abaixo de 3.40) e ataque que não depende de Home Runs para se manter nos jogos. Dentre as surpresas, a boa temporada do outfielder Kyle Isbel (28,9% no bastão).
22) Toronto Blue Jays (16-19)
O ano do atual campeão da Liga Americana não começou como se esperava. Mas dos investimentos feitos, os retornos estão sendo bons com o terceira base Kazuma Okamoto liderando o time em Home Runs (9) com o segundo na fila sendo uma aquisição via troca no outfielder Jesus Sanchez (4). Dylan Cease, o pitcher contratado para ser uma das âncoras da rotação, lidera o time em strikeouts (56) com um ERA respeitável (3.05).
23) Minnesota Twins (15-20)
O time de Twin Cities começou bem, mas aos poucos foi sucumbindo as baixas de campo. Em especial, Joe Ryan, que saiu do último jogo com problemas no cotovelo. Dos lançadores, o destro Taj Bradley ganhou bastante espaço e está fazendo uma ótima temporada (ERA de 2.85 com 44 strikeouts). E provando que está saudável, Byron Buxton ainda é uma ameaça no bastão (10 Home Runs).
24) Baltimore Orioles (15-20)
A expectativa era de playoffs, mas o roteiro é semelhante a 2025. De positivo, o renascimento do catcher Adley Rutschman merece ser destacado (28,9% no bastão) além do “rei das duplas” Taylor Ward (13 duplas no ano). No montinho, um reliever pouco lembrado mas com números de gente grande é Rico Garcia, que cedeu apenas uma rebatida em 14.2 entradas.
25) Colorado Rockies (14-22)
O time das montanhas, comparado ao ano passado, está anos-luz melhor. A mudança de comando geral tem mostrado bons sinais de retorno com os relievers Antonio Senzatela e Brennan Bernardino ganhando destaque com ERA abaixo de 2 cada. E a escolha #1 do draft de 2015 da MLB, Mickey Moniak, está aproveitando bastante as vantagens de jogar metade dos jogos na altitude (33,3% no bastão com 11 Home Runs).
26) Houston Astros (14-22)
As lesões estão castigando e muito os braços do time de Houston. A escassez nas opções coloca ainda mais peso para o ataque carregar. Um dos nomes que está respondendo a tarefa com louvor é o cubano Yordan Alvarez (12 Home Runs e OPS de 1.105). Christian Walker também “voltou no tempo” com uma temporada até aqui bem consistente (30,8% no bastão).
27) Los Angeles Angels (13-23)
Como é bom ver Mike Trout de volta a jogar o que sabe na MLB (25% no bastão com 10 Home Runs) e Jose Soriano, mesmo com as últimas partidas abaixo, sendo uma joia lapidada para a rotação (ERA de 1.74 e 54 strikeouts). Os Angels ainda estão longe de competir a médio/longo prazo e uma boa notícia para a torcida seria a saída do GM Perry Minasian. Texto de otimismo.
28) San Francisco Giants (14-21)
A estreia do manager Tony Vitello está longe de ser das melhores. O time da baía de San Francisco ainda conta com contribuições de Casey Schmitt (30,8% no bastão com 5 Home Runs) e Heliot Ramos (27.8% no bastão) no ataque. No montinho, Landen Roupp (ERA de 3.18 e 43 strikeouts) faz companhia a Robbie Ray (ERA de 2.95) e do reliever Caleb Kilian (ERA de 1.13 em 15 jogos).
29) Boston Red Sox (14-21)
Primeiro time a demitir o manager no meio da temporada da MLB de forma chocante, o resultado não tem surtido o efeito que se esperava. Na lanterna da AL East, está se apegando aos jovens braços do time como Jake Bennett (estreou na última sexta-feira), Connerly Early e Payton Tolle para cobrir as lacunas da rotação. No ataque, a dupla latina de Willson Contreras (27% no bastão e 7 Home Runs) e Wilyer Abreu (29,7% no bastão) são os poucos que se salvam de um início ruim.
30) New York Mets (13-22)
Falando em início ruim, ou melhor, tétrico, não tem quem retrate mais o sentimento de frustração do que o time do Queens. Não é a pior campanha da liga, mas no Power Ranking de MLB a avaliação é um pouco diferente. De positivo, Mark Vientos começou a esquentar (4 Home Runs) e Nolan McLean está com a síndrome de Tom Seaver: joga bem (ERA de 2.97), mas não tem suporte do ataque.