Após o sucesso do primeiro MVP MMA, muitos nomes grandes foram especulados para os próximos eventos, incluindo Jon Jones, que estava na transmissão para a luta de Francis Ngannou e foi pauta na entrevista pós-luta do camaronês, e Holly Holm, que voltou à pauta para uma possível revanche contra Ronda Rousey, embora a vencedora da luta principal tenha anunciado a sua segunda aposentadoria do esporte.
No entanto, os nomes especulados não pararam por aí, com alguns grandes lutadores brasileiros também entrando na discussão durante a entrevista coletiva. O evento, que contou com quatro brasileiros, sendo dois vitoriosos em Adriano Moraes e Aline Pereira, e dois derrotados em Junior dos Santos e Philipe Lins, deixou em aberto a possibilidade de vir ao Brasil para algum de seus próximos eventos.
Perguntado pela Playmaker Brasil sobre a possibilidade de vir ao Brasil, Nakisa Bidarian e Jake Paul, diretores da MVP MMA, deixaram claro que a intenção da organização é levar o evento para vários países nos próximos anos.
“Nós vamos virar globais,” respondeu Jake Paul.
Mais contido, Bidarian relembrou que estava na direção do UFC quando a ascensão global da organização começou e citou relações próximas com a família Marinho, fundadora e atual diretora da TV Globo. Além disso, disse que tem o desejo de fazer algo no Brasil em parceria da MVP com Anderson Silva.
“Anderson esteve aqui no evento. Obviamente ele não vai mais lutar MMA, mas se formos fazer algo no Brasil, queremos ele por perto. Eu estive no UFC quando aproximamos as relações com o Brasil. Tivemos uma ótima relação com a família Marinho, e nós queremos voltar para lá. A Netflix tem os direitos da Copa do Mundo Feminina (que será sediada no Brasil), então queremos conversar com eles sobre fazer boxe e MMA antes, durante ou depois da Copa,” disse Bidarian.
O Brasil como uma marca grande do MMA ignorada pelo UFC
Bidarian estava certo ao falar sobre a força do Brasil no MMA, e ela pode ser de grande ajuda para o MVP. No ano passado, o streaming UFC Fight Pass, que era algo quase que exclusivo do Brasil, teve mais de 1 bilhão de visualizações nos eventos do UFC. Além disso, o Brasil é, até hoje, um dos países que mais receberam eventos do UFC, com 41.
No entanto, esse número vem caindo drasticamente nos últimos anos, principalmente com a saída de nomes importantes como Anderson, Vitor Belfort e Lyoto Machida da organização. Entre 2011 e 2020, o UFC trouxe 34 eventos para o país, enquanto de 2021 para cá, enquanto de 2023 a organização pisou no Brasil apenas quatro vezes.
Um dos motivos principais é a força das grandes estrelas brasileiras nos Estados Unidos. Charles Oliveira e Alex “Poatan” Pereira têm grandes públicos no país, e o UFC está escolhendo eles para liderar eventos nos Estados Unidos.
Essa pode ser uma abertura importante para o MVP MMA, principalmente no caso de continuar pagando bem os lutadores. Uma possível migração de lutadores brasileiros para o MVP antes de irem para o UFC pode ser um caminho para a globalização da marca.
Aldo x Cejudo é uma possibilidade?
Em seu primeiro evento, a MVP MMA apostou em vários nomes consagrados, como Francis Ngannou, Nate Diaz e Rousey. Isso levou a especulações de vários lutadores experientes, como o já citado Jones. Novamente perguntados pela Playmaker Brasil, Bidarian e Jake Paul responderam sobre uma possível luta entre os recém-aposentados José Aldo e Henry Cejudo.
“Eu acho que José acabou de se aposentar, mas se eles quiserem fazer isso, estaremos felizes em recebê-los,” afirmou Bidarian.
Paul foi mais sucinto, mas também demonstrou interesse.
“Mandem o contrato,” afirmou o influenciador.
Tanto Aldo quanto Cejudo se aposentaram do MMA no ano passado com sequências de derrotas. Aldo retornou no peso-galo com uma boa vitória no Rio de Janeiro, mas derrotas contra Mario Bautista e Aiemann Zahabi puseram um fim melancólico à carreira do brasileiro, que estava na bancada para a transmissão do MVP MMA 1.
Cejudo, por sua vez, só perdeu desde que retornou ao MMA. Fazendo cerca de uma luta por ano, ele foi derrotado por Aljamain Sterling, Merab Dvalishvili, Song Yadong e Payton Talbott. Aos 39 anos, ele admitiu que teve propostas de lutar novamente, mas ainda não aceitou nenhuma.
(Foto: Getty Images for Netflix)