Muita coisa já aconteceu nesta offseason da NBA. Trocas e contratações marcaram as últimas semanas. Contudo, alguns jogadores ainda seguem livre no mercado por algum motivo. Nomes que tiveram importância na temporada passada ou que tem potencial no sistema certo. Confira alguns jogadores que continuam livre no mercado da NBA:
Jogadores que seguem livre no mercado da NBA

Jonathan Kuminga
Jonathan Kuminga e o Golden State Warriors não estavam em sintonia quando ele se tornou agente livre restrito em 2025, chegando a um acordo para um contrato de dois anos com opção da equipe para 2026-27. Logo depois, os Warriors negociaram Kuminga com o Atlanta Hawks, onde ele teve uma média de 13,7 pontos em uma série de seis jogos disputada contra o New York Knicks.
Ainda assim, os Hawks recusaram a opção de Kuminga, liberando mais de US$ 24 milhões do teto salarial da equipe. Em vez disso, Atlanta reinvestiu em CJ McCollum e Jock Landale, além de adquirir Lu Dort, Aaron Wiggins, Devin Carter e Ryan Nembhard por meio de trocas. Atlanta priorizou a profundidade do elenco em vez de Kuminga, e é por isso que ele se encontra nessa situação. Os Hawks ainda detêm os direitos de Gueye, mas o elenco já conta com 17 jogadores.
Se Atlanta estiver disposta a ajudar um time interessado, como o Los Angeles Lakers, a adquirir Kuminga por meio de uma troca envolvendo um contrato de sign-and-trade, os Hawks precisariam absorver pelo menos um ou dois jogadores como Dalton Knecht, Jarred Vanderbilt, Jake LaRavia ou Jaden Harden.
Alternativamente, Kuminga poderia assinar um contrato curto em Cleveland, utilizando a exceção de nível médio para contribuintes, mas US$ 6,1 milhões é significativamente menos do que ele tem em mente. Sem uma resposta definitiva ainda, Kuminga continuará aguardando para ver se o mercado muda inesperadamente.
O problema de Jonathan Kuminga é o fato dele viver em uma ilusão na qual ele é um grande jogador da NBA, ao invés de uma peça a mais na rotação. Por isso, acredita que deve receber uma grande quantidade de dinheiro. Nenhuma equipe da NBA segue a mesma ilusão.
James Harden
O Cleveland Cavaliers tinha interesse na contratação de LeBron James para a próxima temporada da NBA. Para isso ser uma realidade, a franquia deixou a renovação de James Harden de lado. Mas o retorno do veterano não aconteceu. E Harden segue livre no mercado.
Harden optou por não exercer seu último ano de contrato com o Cleveland Cavaliers, abrindo mão de US$42,3 milhões. Parte desse valor era garantido por conta do acordo com o Los Angeles Clippers, em 2025.
Pouquíssimas equipes tinham poder de investimento neste verão. Aquelas que tinham, incluindo o Brooklyn Nets, o Chicago Bulls e o Los Angeles Lakers, estavam todas apostando em jogadores mais jovens. Harden não abriu mão desse dinheiro de forma imprudente sem um acordo com os Cavaliers de que renovaria seu contrato com a franquia.
Então, qual é o motivo da demora? Os Cavaliers foram o único time acima do “second apron” da NBA na temporada passada. A equipe está trabalhando dentro dos limites estabelecidos pelo acordo coletivo da NBA.
Com o desfecho da saga de LeBron James, os Cavaliers devem focar suas atenções em renovar o contrato de James Harden.

DeMar DeRozan
DeRozan é o 16º maior pontuador da história da NBA, com 26.711 pontos. Ele está à frente de Steph Curry (26.528), Tim Duncan (26.496) e Kevin Garnett (26.071).
Apesar de ter uma obrigação contratual de US$10 milhões, o Sacramento Kings o dispensou, numa manobra financeira para se livrar do seu contrato total de US$26,7 milhões. Sendo uma das equipes com pior desempenho na liga no ano passado, os Kings entraram no período da offseason com uma das folhas salariais mais altas.
Deixá-lo livre deve dar ao veterano ala a chance de se juntar a uma equipe de alto nível como o Cleveland Cavaliers, o Miami Heat ou o Denver Nuggets. Um jogador do calibre dele provavelmente resistirá a aceitar um contrato mínimo, mas esse provavelmente é o caminho mais provável se ele quiser jogar em um time realmente competitivo.
Agentes restritos
A situação segue complicada para Peyton Watson, Benedict Mathurin e Jalen Duren. Todos têm opções para renovarem com suas respectivas equipes, mas buscam novos times como melhor cenário financeiramente.
As poucas equipes que começaram o verão com espaço no teto salarial o gastaram em outros projetos. Os Pistons não consideraram opções de sign-and-trade. Sem nenhuma equipe atualmente em posição de fazer uma oferta formal a Duren, ele precisa ponderar entre aceitar a oferta qualificada de um ano e US$ 9,6 milhões ou um contrato de vários anos com Detroit, que obviamente não é tão alto quanto ele gostaria.
Os Nuggets e os Clippers têm se mostrado mais abertos a negociações de sign-and-trade, pelo menos é o que indicam as diretorias rivais. Mas ambas as franquias querem ser bem recompensadas por abrir mão de um bom jogador jovem. Denver está lidando com problemas na segunda linha da quadra, e é por isso que relutam em pagar um valor exorbitante por Watson.
Os Clippers têm outros problemas com que se preocupar, já que a NBA ainda está trabalhando para finalizar a investigação sobre o caso Aspiration/Kawhi Leonard, o que colocou em espera a troca de Brandon Ingram/Gradey Dick com o Toronto Raptors.
A aposta mais segura é que os três jogadores retornem aos seus times, embora Mathurin seja provavelmente o mais propenso a se transferir.
(Foto principal: Gregory Shamus/Getty Images)



