Jazz e sua defesa.
Basquete NBA

NBA: o Utah Jazz pode ter uma defesa sólida em 2026/27?

O Utah Jazz perdeu um dos pilares de sua defesa com a saída de Walker Kessler. O pivô disputou apenas cinco partidas em 2025/26, e sua ausência teve impacto direto no desempenho da equipe, que terminou a temporada com a pior média da NBA em pontos sofridos, cedendo 126 por jogo. O elenco será diferente em 2026/27, mas, com os jogadores atualmente disponíveis, é possível imaginar uma defesa sólida?

Saída de Kessler pode ser reposta pelo Utah Jazz sem mudanças no elenco?

Jazz e sua defesa.
FOTO: Tomas Diniz Santos/Getty Images

Não há dúvidas sobre o impacto que Walker Kessler tinha no Utah Jazz. Na temporada 2024/25, que ele disputou 58 partidas, foi o líder da equipe na média de tocos (2.4) e rebotes (12.2). Para efeito de comparação, Kyle Filipowski foi o líder do time em rebotes na última temporada, com 7.2 por partida, enquanto Ace Bailey liderou na média de tocos, com apenas 0.7 por jogo.

Esse cenário levanta o questionamento sobre como Utah irá repor a saída de Walker Kessler. No entanto, a formação com Lauri Markkanen e Jaren Jackson Jr pode representar uma evolução defensiva para a equipe. A estatura de ambos (2.16 e 2.08, respectivamente) já é um fator importante para fortalecer a proteção de aro e a presença física do time.

Os dois jogadores atuaram juntos em apenas três partidas durante a temporada 2025/26, mas o Jazz venceu duas delas. O principal destaque foi o confronto contra o Miami Heat, quando a dupla somou 11 rebotes defensivos e ajudou a equipe a limitar o adversário a apenas 111 pontos.

Jaren Jackson Jr também foi capaz de mostrar sua capacidade defensiva nos roubos, registrando uma média de dois por jogo. Sua capacidade de forçar turnovers, tanto em roubos quanto em tocos, também beneficia o ataque, por gerar posses extras para a equipe.

No entanto, o Utah Jazz conta com outros jogadores capazes de ajudar, principalmente nos rebotes, fundamento em que Markkanen e Jaren Jackson Jr não são exatamente especialistas. Ace Bailey, que era novato na última temporada, ganhou massa muscular durante a offseason e poderá contribuir de forma mais consistente nesse aspecto do jogo.

Jusuf Nurkic, que deve ser o pivô titular da equipe em 2026/27, é um excelente reboteiro. O bósnio registrou média de 10.4 rebotes por jogo na última temporada, sendo 7.8 defensivos. Ainda assim, não liderou o Utah Jazz nesse fundamento por ter disputado apenas 41 partidas.

Depois de analisar as contribuições dos principais jogadores do frontcourt de Utah, resta responder se elas serão suficientes para compensar a saída de Walker Kessler. Dentro de um sistema coletivo, há motivos para acreditar que o Jazz consiga suprir essa perda, desde que seus principais jogadores permaneçam saudáveis e disponíveis ao longo da temporada.

Perímetro defensivo do Utah Jazz também pode ser mais funcional em 2026/27

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FOTO: Ken Blaze/Imagn Images via Reuters Connect

Há uma certa curiosidade para ver como Keyonte George e Darryn Peterson irão se sair atuando juntos. O potencial ofensivo da dupla é bastante evidente e desperta grande expectativa. No entanto, defensivamente ainda existem dúvidas sobre como essa parceria irá funcionar.

Enquanto Keyonte George ainda apresenta vulnerabilidades defensivas, Darryn Peterson possui atributos interessantes para contribuir nesse aspecto. Com 1.98 de altura, ele mostrou mãos ativas para gerar turnovers dos adversários ainda no basquete universitário.

Isaiah Collier, que deve atuar como reserva do Utah Jazz, é outro jogador do backcourt que pode ajudar a defesa da equipe. O perímetro talvez não seja uma referência defensiva na liga, mas reúne características suficientes para trazer mais equilíbrio ao sistema.

Elenco de apoio do Utah Jazz também pode ajudar o time na defesa

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FOTO: Rob Gray/Imagn Images

O banco de reservas do Utah Jazz pode até ser mais alternativo do que o habitual, mas conta com jogadores capazes de contribuir. John Konchar conquistou espaço na rotação com as atuações de 2025/26 e mostrou qualidade defensiva ao registrar médias de dois roubos e um toco por partida.

Bez Mbeng também mostrou qualidade defensiva, embora ainda deva disputar espaço na rotação. Jaxson Hayes e Josh Okogie são recém-chegados ao Jazz, mas possuem características que podem fortalecer a marcação da equipe, além de agregarem certa experiência ao elenco.

Mo Bamba também pode contribuir defensivamente, embora deva disputar espaço na rotação. Kyle Filipowski e Cody Williams fazem parte do núcleo jovem do Utah Jazz, mas ainda apresentaram dificuldades na marcação, aspecto em que podem evoluir. Ainda assim, é possível imaginar que os reservas consigam manter parte do equilíbrio defensivo da equipe, o que já representa um ponto positivo pensando no longo prazo.

FOTO: Rob Gray/Imagn Images