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Neymar na Copa de 2026? Ancelotti abre o jogo e a porta!

É difícil não ver o nome de Neymar ganhando espaço nas vezes em que a Copa do Mundo é citada, e neste caso, a história contou com um novo episódio, mas saindo da boca de Carlo Ancelotti desta vez. Diante das recentes afirmações dos jogadores do Brasil sobre querer ter o camisa 10 no elenco, o italiano deu uma apimentada na história, dizendo que o mesmo tem seis meses para correr atrás de uma vaga.

Enquanto a Amarelinha se prepara para enfrentar a Tunísia, após ter derrubado a interessantíssima seleção do Senegal, Ancelotti trouxe à tona esse ponto sobre Ney. Muito se fala sobre pelo menos contar com o jogador no elenco, mas estamos falando de muitos convocados; então, uma vaguinha para alguém capaz de desestabilizar em certos momentos tem chances de ser uma boa movimentação.

Diferente da crença anterior de que o camisa 10 do Santos estava fora de cogitação, os Neymarzetes acabam conquistando algo para se segurar. Agora, o experiente jogador precisará entregar dentro de campo e também não se machucar.

Ancelotti: “Neymar tem seis meses para ser convocado”

Quando perguntado sobre a possibilidade de ter o camisa 10 na Copa, Ancelotti não pensou duas vezes e foi direto:

“É um dos jogadores que poderiam participar do Mundial. Agora faltam seis meses para a lista definitiva, teremos de observar ele e os outros para não cometer erros.”

É impressionante como Carlo Ancelotti sabe se posicionar nessas situações; deve vir de sua experiência de anos, porque não existia uma resposta melhor. Ele não fechou as portas para Neymar, mas também não fez com que ele se sentisse dentro pelo nome. Ou seja: corre atrás, que talvez você tenha a chance de estar vestindo a camisa do Brasil na Copa do Mundo.

O interessante nesta história é que o meia voltou a dar sinais de vida. Literalmente roubou a cena ao ajudar o Santos a vencer o Palmeiras por 1 a 0, encerrando um jejum de um mês sem vitórias e dando um respiro gigante na luta contra o rebaixamento. São flashes de qualidade que mostram que ele ainda tem muito a entregar, mas precisa provar isso em campo.

O Brasil tem potencial, mas precisa provar

O treinador também falou sobre o estado atual da Seleção e, como sempre, conseguiu misturar elogio com pressão:

“Todos pensam que esta equipe tem um grande potencial, brasileiros, italianos… Todo mundo. Agora precisamos trabalhar para transformar essa ideia em realidade na Copa.”

Ou seja: hype existe, mas ninguém ganha Mundial no discurso. Isso vale tanto para os garotos que estão tentando se consolidar quanto para Neymar, que precisa provar que ainda pode ser o protagonista que o Brasil tanto procura. O tropeço contra o Japão pode manchar um pouco da caminhada, mas vale lembrar a ausência de titulares, que ajuda a contextualizar o resultado.

A Seleção Brasileira se encontra mais sólida do que nunca nos últimos momentos, ainda mais nas mãos de Fernando Diniz e Dorival Júnior.

O futuro de Ancelotti: fica ou não fica?

O tema inevitável apareceu: o futuro do técnico na Seleção após a Copa. E, mais uma vez, ele deixou no ar um “sim, mas calma”:

“Não estamos falando sobre isso ainda, mas é possível. Eu me sinto muito bem aqui. Para continuar, são necessárias duas pessoas: a CBF e eu. Não temos pressa. Antes da Copa, meu contrato é mais barato… depois pode ficar mais caro.”

A ironia é fina, mas a mensagem é clara: Ancelotti está feliz, mas não vai acelerar nada, até porque decisões assim não se tomam no meio de uma preparação para o maior torneio do planeta. Impressionante como os lugares mudam, mas o cenário é o mesmo: ele está focado na Copa do Mundo e não tem motivo para falar ao vento.

A novela Neymar continua, mas agora com esperança

Não dá para negar: Neymar voltou para o jogo. Já não é mais aquele papo unilateral de torcedor tentando justificar por que ele precisa ir à Copa. Agora, o técnico da Seleção reconhece que a porta está aberta, desde que o atacante prove em campo que tem condições de ser útil. Vale ressaltar que a disputa por espaço é fortíssima no meio do gramado.

Estêvão em alta, Raphinha correndo para estar disponível, Rodrygo, Matheus Cunha entregando performances interessantes, Luiz Henrique com seus flashes de qualidade, e muitos outros querendo uma vaguinha.

A Seleção, por sua vez, está em fase de ajustes, testes e busca por identidade. Muitos nomes estão sendo testados, mas Ancelotti sabe muito bem que alguns já têm presença confirmada. Neymar não é um deles, então terá de fazer valer esses seis meses de futebol.

Se o técnico está disposto a observar, o Brasil inteiro vai assistir junto.

Foto: Getty Images