Neymar chora copiosamente após a eliminação do Brasil para a Croácia na Copa do Mundo de 2022. Foto: ABG-SI/Site Oficial — Reprodução.
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Neymar na Copa 2026? Relembre lendas do futebol brasileiro aos 33 anos

Com 33 anos, Neymar ainda alimenta a expectativa de voltar a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Carlo Ancelotti já explicou publicamente os motivos para sua ausência — principalmente a questão física —, mas surge a dúvida: mesmo recuperado, com ritmo de jogo e sem lesões recentes, o camisa 10 do Santos deveria ser novamente convocado?

A história pesa contra. Ningúem entre Ronaldo Fenômeno, Romário, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo — todos campeões do mundo e figuras das últimas grandes conquistas — conseguiu disputar outra Copa do Mundo após chegar aos 33 anos. Todos viviam momentos relevantes em seus clubes, mas acabaram cedendo espaço a novas gerações. A comparação ajuda a entender o cenário de Neymar hoje.

Ronaldo, Romário e Ronaldinho ainda brilhavam aos 33, mas ficaram fora

Ser protagonista pela Seleção é o sonho de qualquer jogador, mas a realidade mostra que a elite também perde espaço. Ronaldo Fenômeno, bicampeão mundial em 1994 e 2002, enfrentava problemas com peso aos 33 anos, mas ainda demonstrava enorme qualidade. Pelo Corinthians, foi craque do Paulistão e da Copa do Brasil de 2009, além de marcar 12 gols no Brasileirão daquele ano. Mesmo assim, não voltou a ser convocado e ficou fora do ciclo para 2010.

Romário, aos 33, vivia grande fase no Flamengo. Em 1999, foi campeão carioca, campeão e artilheiro da Copa Mercosul, além de artilheiro da Copa do Brasil. Ainda assim, o histórico de indisciplina e desgastes internos pesou, e o “Baixinho” não retornou à Seleção.

Ronaldinho Gaúcho teve um dos momentos mais marcantes da carreira com 33 anos: liderou o Atlético-MG ao título inédito da Libertadores, vivendo o auge emocional do “Eu Acredito”. Mesmo assim, ficou fora de duas Copas seguidas. Dunga o convocou durante o ciclo de 2010, mas a irregularidade no Milan pesou; em 2014, Felipão priorizou um elenco mais jovem — que incluía o próprio Neymar.

Entre as três lendas, Neymar guarda semelhanças com Ronaldo e Romário: lesões recorrentes, desgaste extracampo e dificuldade de reconquistar confiança interna na Seleção.

E Rivaldo?

Rivaldo teve queda de rendimento após o título mundial de 2002. Apesar de levantar a Champions League em 2003, não era protagonista no Milan e deixou a Europa ocidental rumo ao Olympiacos. Na Grécia, brilhou, foi campeão e eleito melhor estrangeiro, mas já não se encaixava no perfil que justificasse convocação. Não bastava viver boa fase: faltava peso competitivo.

O mesmo vale para Neymar. Mesmo sendo o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, o desempenho recente não o coloca acima dos concorrentes — e, hoje, não joga mais do que a nova geração que disputa vaga no ataque.

Ficou difícil para Neymar

Neymar pode sonhar enquanto estiver em atividade, mas o cenário atual não o favorece. Se quiser voltar à Seleção, terá de fazer muito mais do que apenas ser decisivo no Santos e livrar o clube do rebaixamento. Ele precisa recuperar moral com a torcida, consistência física e competitividade de elite — requisitos que derrubaram até lendas históricas antes dele.

Crédito da foto: ABG-SI/Site Oficial — Reprodução