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NFL: Cinco principais quarterbacks para a temporada 2026

Estamos na reta final do aquecimento para a temporada 2026 da NFL. Agora chegou a hora de falar da posição mais comentada e importante do esporte, vamos falar de quarterbacks!

5. Joe Burrow, Cincinnati Bengals

Aqui começa a possível polêmica. Eu acho o Burrow um legítimo quarterback top 5 da NFL. É inegável a qualidade no seu braço. Porém sua meia temporada perdida por lesão deixa ele na 5a posição da lista. Quando protegido, ele é capaz de destruir qualquer defesa da liga com precisão cirúrgica e leitura de jogo entre os melhores do futebol americano. Seus 68.5% de passes completos o deixa como QB mais preciso da história segundo o Pro Football Reference.

O problema dos Bengals nunca foi o quarterback, foi tudo ao redor dele. Linha ofensiva instável, lesões recorrentes e uma defesa que raramente sustenta os embalos ofensivos do time colocam Burrow numa posição curiosa: é talento de topo 2 ou 3 da liga em pico de forma, mas a inconsistência estrutural do Bengals o deixa na quinta posição. A dúvida não é sobre a qualidade do jogador, mas sobre quantas vezes por temporada ele conseguirá jogar seu melhor futebol americano sem ser sabotado pelo próprio elenco.

4. Patrick Mahomes, Kansas City Chiefs

Colocar Mahomes em quarto lugar seria impensável há poucos anos, mas o desgaste físico começou a cobrar seu preço. A lesão que o tirou de parte da temporada passada expôs uma vulnerabilidade que o quarterback dos Chiefs nunca havia enfrentado em tamanha escala: a de um corpo que, depois de anos sendo castigado por pressões constantes e jogadas improvisadas fora do bolso, precisa de tempo de recuperação que o calendário apertado da NFL raramente oferece.

Mesmo limitado, Mahomes mostrou lampejos do talento que o consagrou como um dos maiores da história, os ângulos impossíveis, a leitura de campo privilegiada, a capacidade de transformar jogadas mortas em touchdowns continuam lá. O problema é a constância. Em 2025 ele teve a pior temporada completa da carreira como titular em várias estatísticas importantes como touchdowns lançados e porcentagem de passes completos.

Os adversários já conhecem melhor o Mahomes e cada vez mais conseguem se planejar para parar ele. O Super Bowl de 2 temporadas atrás, que foi o último jogado pelos Chiefs comprova isso. Voltando de lesão, a expectativa em Kansas City é de um processo gradual de retomada de ritmo e confiança física, o que naturalmente reduz sua margem de erro diante de defesas cada vez mais preparadas para neutralizá-lo. Ainda assim, é preciso cautela ao subestimá-lo: poucos jogadores na história da liga demonstraram tanta resiliência para reencontrar seu melhor nível justamente quando mais precisam. Mesmo assim, pode ser burrice apostar contra ele em janeiro.

3. Lamar Jackson, Baltimore Ravens

Se existe um quarterback capaz de reescrever os limites físicos da posição, esse jogador atende pelo nome de Lamar Jackson. Duas vezes MVP da liga, Jackson não apenas corre mais rápido e mais longe do que qualquer passador da história recente da liga, ele faz isso enquanto mantém uma precisão de arremesso que poucos analistas previam quando entrou na liga como um “atleta jogando quarterback”.

Hoje, essa narrativa está completamente enterrada: Lamar lê defesas complexas, identifica blitzes pré-snap e distribui a bola com uma eficiência que rivaliza com os melhores passadores puros da NFL. O que o deixa em terceiro nessa lista é a falta de sucesso em pós temporada. Ao contrário dos dois nomes a frente na lista, o quarterback dos Ravens é consideravelmente inconsistente em playoffs, com algumas temporadas nem chegando a disputá-los. Tendo apenas uma aparição na final de conferência, ele precisa se mostrar mais na hora que importa se quiser evoluir na lista em anos futuros.

2. Matthew Stafford, Los Angeles Rams

A carreira de Stafford é, acima de tudo, uma história de números que impressionam pela consistência. Ao longo de quase duas décadas na liga, ele já ultrapassou a marca de 50 mil jardas aéreas e mais de 300 passes para touchdown, números que o colocam entre os quarterbacks mais produtivos da história da NFL.

Mas foi nos últimos anos, já em Los Angeles, que Stafford encontrou o ambiente perfeito para transformar essa produção em resultado coletivo: ao lado do técnico Sean McVay, ele conquistou o Super Bowl e desde então mantém médias impressionantes de eficiência, com índices de passe completo frequentemente acima de 65% e uma das melhores proporções entre touchdowns e interceptações de toda sua carreira. Quase 3 TDs por interceptação lançada.

Mesmo em fase mais avançada, aos 38 anos, Stafford segue entregando temporadas com médias superiores a 4.000 jardas aéreas e permanece entre os líderes da liga em jardas por tentativa de passe, um indicador direto de sua capacidade de conectar arremessos longos e decisivos. Esses números não são fruto apenas de talento bruto, mas de uma experiência acumulada em centenas de jogos, que permite a ele tomar decisões rápidas e certeiras em momentos de pressão que renderam a ele o prêmio de MVP da temporada passada.

O segundo lugar neste ranking reconhece justamente essa combinação rara: um histórico estatístico consistente ao longo de toda a carreira, somado a uma fase atual em que os números continuam entre os melhores da liga, mesmo com o avanço da idade. Poucos quarterbacks conseguem manter esse nível de produção por tanto tempo, e isso, por si só, já diz muito sobre a grandeza de Matthew Stafford.

1. Josh Allen, Buffalo Bills

No topo desta lista está o quarterback que talvez represente a evolução mais completa da posição na NFL moderna. Josh Allen não é apenas o dono do braço mais potente da liga, capaz de lançar a bola mais de 70 jardas com facilidade impressionante, mas também um dos corredores mais produtivos entre os quarterbacks da história recente, já tendo ultrapassado a marca de 70 touchdowns terrestres na carreira. Buffalo, por sua vez, construiu ao redor dele um time que potencializa cada uma dessas virtudes: uma defesa capaz de sustentar jogos apertados e um sistema ofensivo desenhado para explorar tanto o braço quanto as pernas do quarterback.

O resultado é uma equipe que aparece, temporada após temporada, entre os principais candidatos ao título da AFC. Falta a Josh Allen, assim como falta a Lamar Jackson, o anel de Super Bowl que consolidaria de vez seu nome entre os maiores de todos os tempos na posição. Mas em termos de impacto total sobre uma partida, combinando poder de braço, capacidade de corrida, liderança e crescimento constante como jogador, dificilmente existe hoje na NFL um quarterback que entregue mais valor a cada snap do que ele.

Porém a capacidade de Allen de produzir nos playoffs (as seis últimas eliminações dos Bills vieram com o time fazendo 27 ou mais pontos), o deixa no topo da lista.

Foto: AP Photo/Kyusung Gong