Tudo indica que o New York Jets terá outra temporada para ser esquecida. A franquia segue com sua ideia de reconstrução para, um dia, ser competitiva novamente. Mesmo que haja certo talento no time, o elenco está longe do nível dos outros times de sua própria divisão.
E o New York Jets, em sua preparação para a nova temporada da NFL, conheceu em primeira mão suas limitações ofensivas. Em uma de suas sessões de treinamento realizada neste final de semana, os Jets tiveram um dia difícil.

Dia ruim para o New York Jets
Mesmo que a expectativa para o New York Jets seja uma temporada melhor do que o ano passada (segunda pior campanha da NFL), a franquia teve um grande choque de realidade.
As contratações de Geno Smith como quarterback e de dois jogadores selecionados na primeira rodada do draft para posições de habilidade (o wide receiver Omar Cooper Jr. e o tight end Kenyon Sadiq), juntamente com o retorno de Breece Hall, Garrett Wilson e quatro quintos da linha ofensiva, criaram otimismo para a temporada. Mas isso ficou de lado recentemente.
No último sábado, 8, o New York Jets realizou um jogo-treino entre os próprios jogadores do time, e o ataque se mostrou o mesmo que, ano após ano, figura entre os piores da NFL. Smith teve dificuldades após um bom começo e seu único passe para touchdown deveria ter sido considerado um sack de David Bailey.
A linha ofensiva teve dificuldades para bloquear a segunda escolha geral do draft de abril e para lidar com os blitzes. As penalidades eram um problema, especialmente com o passar da manhã.
Em seguida, Aaron Glenn comentou sobre o desempenho do ataque titular, elogiando a unidade pelo início rápido e pela qualidade da reta final. Ele achou que ambos os lados do campo tiveram um bom desempenho. Essa foi a interpretação dele.
“Foi um dia difícil, mas competitivo”, disse ele. “Nossa, o ataque se destacou, começou muito bem e movimentou a bola com bastante eficiência. A defesa entrou em campo e jogou muito, muito bem. Executaram exatamente o que eu queria. A pressão foi excelente, nossos jogadores estavam concentrados.”
Mais tarde, Glenn disse que precisaria assistir ao vídeo para oferecer uma análise mais aprofundada da jogada ofensiva. Vale ressaltar que Sadiq (melhor tight end da classe de novatos de 2026), que se esperava ser uma peça fundamental neste ataque, ainda está afastado devido a uma complicação na sua cirurgia de hérnia.
Wilson, o principal recebedor do New York Jets, ficou de fora das primeiras jogadas. Smith teve um período de treinamento geralmente bom e houve dias em que o ataque, sob o comando do novo coordenador Frank Reich, levou a melhor sobre a defesa. Mas isso não aconteceu naquele dia.
“Bom em muitas áreas e não tão bom em outras, mas é para isso que serve este período, para corrigir algumas penalidades e coisas do tipo”, disse o center Josh Myers, quando perguntado sobre como descreveria o desempenho do ataque. “Um dia de altos e baixos, eu diria.”
Na sexta-feira, Reich elogiou bastante o que viu até agora, desde Smith até seus recebedores, running backs e linha ofensiva. Ele reservou seus maiores elogios para Smith.
“Obviamente, como quarterback, Geno é um líder, um líder do ataque, sem dúvida alguma, em todos os sentidos”, disse ele. “Esse cara tem um foco incrível, de um jeito que as pessoas não conseguem entender. Ele chega para trabalhar e está totalmente concentrado. E eu sinto que todo o ataque se beneficia disso, o que é muito importante.”
Apesar disso, o sábado não foi o dia de Geno Smith. O novo quarterback do New York Jets (sua segunda passagem pela equipe) completou 12 de 20 passes para 157 jardas e um touchdown. Os Jets devem aprender mais sobre essa unidade na próxima semana, em seus treinos conjuntos contra os Buccaneers.
“Essa é a vantagem dos treinos conjuntos”, disse Glenn, “é que você pode testar o que faz contra outra equipe.”
(Foto principal: John Jones-Imagn Images)

