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NFL: Seis lições que aprendemos na Semana 1

A primeira semana da nova temporada da NFL chegou ao fim, e ela foi marcada por destaque positivos e negativos ao redor da liga. Apesar do ditado “não levar em consideração o que acontece na Semana 1 para o restante da temporada regular”, há alguns fatores que merecem nosso foco. Vamos destacar seis lições que aprendemos na primeira semana de jogos da NFL, que, por sinal, empatou com a rodada inicial com o maior número de pontos na história. Confira:

A primeira semana da nova temporada da NFL chegou ao fim, e ela foi marcada por destaque positivos e negativos ao redor da liga. Apesar do ditado “não levar em consideração o que acontece na Semana 1 para o restante da temporada regular”, há alguns fatores que merecem nosso foco. Vamos destacar seis lições que aprendemos na primeira semana de jogos da NFL, que, por sinal, empatou com a rodada inicial com o maior número de pontos na história. Confira:

NFL: Seis lições sobre a Semana 1

NFL: Kenneth Walker (Foto: Imagn Images / via Reuters)
NFL: Kenneth Walker (Foto: Imagn Images / via Reuters)

1. Kenneth Walker III é a resposta para os problemas dos Chiefs

Nas últimas temporadas da NFL, o Kansas City Chiefs convivia com problemas ofensivos. Patrick Mahomes precisa ser o protagonista do setor ofensivo para a equipe pontuar, enquanto a defesa se tornou o “carro-chefe” dos Chiefs. Isso fez com que o ataque dos Chiefs se tornasse previsível. O jogo corrido poderia ser a resposta para esse problema, mas o time não tinha nomes que pudessem tirar a responsabilidade dos ombros de Mahommes. Isso mudou.

O Kansas City Chiefs investiu na contratação de Kenneth Walker III na offseason, e o MVP do Super Bowl LX assinou por três temporadas com a franquia. Todos esperavam um impacto imediato, já que era o primeiro running back acima da média que os Chiefs têm em muito tempo. Mas Walker não só impressionou em sua estreia contra os Broncos, como mostrou que pode ser o novo foco ofensivo da equipe.

Walker foi o protagonista ofensivo dos Chiefs contra os Broncos, ao ser utilizado de diversas maneiras em campo. O running back “deitou e rolou” em cima da forte defesa de Denver. Ele foi destaque em jogadas explosivas (algo que não acontecia muito nos Chiefs nos últimos), o que deixou Patrick Mahomes em segundo plano. Essa novidade deve colocar o ataque dos Chiefs no caminho certo novamente.

2. Caleb Williams evoluiu ainda mais

O primeiro ano de Caleb Williams na NFL foi marcado por polêmicas, já que ele viu seu treinador principal ser demitido durante a temporada regular. Problemas com a comissão técnica também eram rotineiros. Mas isso mudou com a chegada de Bem Johnson como treinador principal. As expectativas de que o técnico e o quarterback formariam uma dupla de muito sucesso foram superadas no ano passado, e Caleb mostrou parte do seu potencial em campo, o que resultou na conquista do título da divisão e em uma ida aos playoffs.

Para a nova temporada da NFL, ficou claro que, em apenas um jogo, Caleb Williams evoluiu ainda mais. Contra os Panthers, o quarterback fez o que quis em campo, seja com lançamentos de outro nível ou correndo com a bola para o touchdown. Foi notório a leveza e a consistência que Caleb liderou o ataque dos Bears. Isso resultou no maior placar da rodada.

A defesa dos Bears ainda é um problema, mas o ataque mostra condições suficientes para carregar o time novamente até os playoffs. E, daqui a algumas semanas, poderemos estar colocando Caleb Williams na disputa pelo prêmio de MVP da NFL.

3. Não subestime Trevor Lawrence e os Jaguars

Assim como o Chicago Bears, o Jacksonville Jaguars mostrou sua força ofensiva na semana 1. Muitos podem argumentar que os Jaguars tiveram vida fácil contra os Browns, e é verdade. Mesmo assim, Jacksonville mostrou potencial para ser um dos principais times da NFL em 2026.

Trevor Lawrence teve uma atuação muito eficiente e com poucos erros em campo, e o quarterback se colocou nos holofotes por conta disso. Lawrence evoluiu bastante com a chegada do treinador Lian Coen e a tendência é que isso continue pelo resto da temporada.

É óbvio que Trevor Lawrence e o Jacksonville Jaguars vão precisar se provar contra um time de verdade na nova temporada da NFL. Mesmo assim, a primeira impressão do quarterback e do time para 2026 é extremamente positiva.

Davis Webb, coordenador ofensivo e responsável por chamar as jogadas do ataque do Denver Broncos (Foto: Dustin Bradford/Icon Sportswire/Getty Images)
Davis Webb, coordenador ofensivo e responsável por chamar as jogadas do ataque do Denver Broncos (Foto: Dustin Bradford/Icon Sportswire/Getty Images)

4. Novidades demoram algum tempo para ter sucesso

Algumas coisas que aconteceram na Semana 1 da nova temporada da NFL chamaram a atenção, mas podemos destacar o fato de vários coordenadores terem tido dificuldades em suas estreias na liga, e o mesmo pode ser dito para novos sistemas, seja ofensivo ou negativo. Confira alguns exemplos disso ao redor da NFL:

– Ataque dos Broncos: 10 pontos, 3,7 jardas por jogada (32º na NFL) sob o comando de Davis Webb;
– Defesa dos Cowboys: -0,29 EPA por jogada, taxa de sucesso de 39,7% (ambas as piores da NFL) sob o comando de Christian Parker;
– Ataque dos Eagles: taxa de sucesso de passes de 32,1% (32º na NFL) sob o comando de Sean Mannion;
– Ataque dos Commanders: 4,8 jardas por tentativa de passe (30º na NFL) sob o comando de David Blough;
– Ataque dos Chargers: 14 pontos, 268 jardas (24º na NFL) sob o comando de Mike McDaniel;
– Defesa dos Bills: 31 pontos sofridos, 13,7% de jogadas explosivas (25ª na NFL) sob o comando de Jim Leonhard.

É claro que algumas contratações parecem ótimas logo de cara. A defesa dos 49ers, coordenada por Raheem Morris, teve um ótimo desempenho contra os Rams. Daronte Jones impressionou em sua estreia como coordenador defensivo dos Commanders. Declan Doyle fez o ataque dos Ravens dominar o jogo todo contra os Colts. O ataque dos Giants prosperou com Matt Nagy. É uma mistura de resultados. Mas só porque alguns times foram mal na Semana 1 não significa que eles vão ser ruins a temporada inteira.

5. O mesmo Pittsburgh Steelers de sempre

A Semana 1 da NFL marcou a estreia de Mike McCarthy como treinador principal do Pittsburgh Steelers. Mesmo assim, o que vimos na partida contra os Falcons foi o de sempre. Os Steelers continuam com seu estilo nada empolgante de atuar, principalmente no ataque. A defesa teve seus momentos contra o ataque dos Falcons, apesar disso, Aaron Rodgers e companhia seguem instáveis como nos últimos anos.

O Pittsburgh Steelers prega mudanças e novidades para o seu futuro, mas mostra que segue estagnado em conceitos que não levou o time a lugar nenhum. Isso é preocupante. Talvez a equipe siga no “limbo” da NFL por mais uma temporada até aceitar que não há luz no fim do túnel para uma franquia que toma as mesmas decisões esperando por um resultado diferente a cada temporada.

6. Erros bobos são fatais

Tanto os Commanders quanto os Cowboys cometeram erros cruciais e, francamente, bobos em jogadas que, de outra forma, seriam muito boas. Na Filadélfia, Stefon Diggs marcou um touchdown no início do quarto período, diminuindo a desvantagem de Washington para 17 a 15, e em seguida pulou sobre a trave, cometendo uma penalidade de 15 jardas. Em vez de tentar a conversão de dois pontos, Washington teve que chutar um ponto extra de 48 jardas (que converteu).

As duas equipes trocaram touchdowns mais tarde, mas os Commanders, forçados a tentar a conversão de dois pontos, não conseguiram. Diggs potencialmente custou dois pontos a Washington em uma derrota por dois pontos.

Da mesma forma, Javonte Williams recebeu uma penalidade por provocação após um touchdown no quarto período, reduzindo a vantagem dos Giants para 28 a 20. Brandon Aubrey errou o ponto extra. Talvez não fizesse diferença, considerando que a defesa de Dallas não conseguiu parar o ataque adversário, mas não é uma boa imagem para nenhum dos lados.

(Foto principal: Nathan Ray Seebeck-Imagn Images/REUTERS)