NFL Black Monday 2026
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NFL – Ranking das oito melhores vagas da Black Monday 2026

A temporada regular de 2025 da NFL chegou ao fim. Até o presente momento, seis vagas para head coach e duas para general managers foram abertas após as demissões feitas nesta segunda (5) e também durante o ano anterior. São oito vagas em sete franquias, sendo apenas uma que fez a limpa completa de HC e GM.

Algumas situações podem ser boas ou ruins, a depender do ponto de vista. Neste texto, estarei classificando as vagas da pior situação para a melhor levando em conta o que será herdado e os ativos que estarão a disposição dos novos contratados seja para o campo ou o administrativo.

Recapitulando as vagas em aberto:

  • Arizona Cardinals (técnico)
  • Atlanta Falcons (técnico e GM)
  • Cleveland Browns (técnico)
  • Las Vegas Raiders (técnico)
  • Miami Dolphins (GM)
  • New York Giants (técnico)
  • Tennessee Titans (técnico)

Sem mais delongas, vamos ao nosso ranking:

7 – Miami Dolphins

Vantagem: capital de draft
Desvantagem: cap space, trabalhar com um técnico que não escolheu e o contrato de Tua Tagovailoa

Miami Dolphins Achane and Waddle
Foto: (Divulgação/PFF)

A situação dos Dolphins não é tão tranquila quanto se aparenta. No papel, o time tem boas peças pensando a médio prazo como Jaylen Waddle e De’Veon Achane. Os erros da gestão Chris Grier de apostar todas as fichas em Tyreek Hill se pagou até certo ponto, mas com a falta de liderança e insatisfação do elenco com o técnico, Mike McDaniel, fez com que 2025 começasse de forma turbulenta. A reta final de temporada surpreendente salvou o emprego do treinador, mas não livra o novo GM da bagunça.

Segundo o Over The Cap, Miami tem mais de U$ 15 milhões negativos em cap space* para 2026, sendo o 29º nesse quesito. Além de retrabalhar alguns contratos para ficar no azul, tem a questão do quarterback Tua Tagovailoa e seu contrato que dificultaria ainda mais em caso de corte a curto prazo. Com oito escolhas de draft, sendo três de terceira rodada, vai ter o caminho para encontrar sangue novo e obter uma taxa de acerto nas escolhas melhor que o seu predecessor. Resta saber se será em colaboração a longo prazo com McDaniel, onde na NFL é incomum.

6 – Atlanta Falcons

Vantagem: técnico e GM alinhados, divisão nivelada por baixo e elenco jovem e promissor
Desvantagem: não terá escolha de primeira rodada, capital de draft curto e cap space apertado

Atlanta Falcons
Foto: Divulgação (Atlanta Journal-Constitution)

Em Atlanta, a conta chegou para Terry Fontenot após suas decisões questionáveis (sobretudo em 2024). A montagem do elenco dos Falcons trouxe alguns bons valores para ataque e principalmente a defesa, porém seu “All-In” não resultou em playoffs numa fraca NFC South e nem as quatro vitórias seguidas no final da temporada foram suficientes para salvar o seu emprego e de Raheem Morris, que não conseguiu extrair com o que tinha a disposição.

A vinda de Kirk Cousins com um contrato ruim e pós-cirurgia no tendão de Aquiles junto a escolha de Michael Penix Jr no mesmo ano trouxe consequências negativas na principal posição do jogo. Tanto HC e GM terão que navegar com eles até a folha salarial aliviar ou encontrar um novo salvador da pátria. A questão é que para 2026, a escolha de Atlanta pertence ao Los Angeles Rams pela troca no último draft da NFL que rendeu James Pearce Jr. Com apenas cinco escolhas e um cap space levemente negativo, fazendo um retool bem feito pode colocar os Falcons de volta a disputa dentro da divisão.

5 – Arizona Cardinals

Vantagem: cap space aceitável, escolha top 3 do draft e um bom elenco a disposição
Desvantagem: quarterback e divisão muito acirrada

Arizona Cardinals
Foto: Divulgação (The Herald Journal)

A era Jonathan Gannon durou três temporadas (na história dos Cardinals na NFL, nenhum HC durou mais do que seis anos na franquia), onde parecia ser um início promissor e terminou em decepção com uma defesa em queda e o mais crítico: Kyler Murray. O quarterback nunca esteve saudável numa temporada completa e o time, em dado ponto, performava melhor com o reserva, Jacoby Brissett. A lesão e cirurgia que o tirou da temporada abriu a brecha para Brissett encerrar o ano como titular, mas com nove derrotas seguidas ficou insustentável a permanência de Gannon.

O lado bom das derrotas foi que rendeu a terceira escolha do draft. Quarterback pode ser difícil se der a lógica nas duas primeiras escolhas, mas a situação de melhor jogador disponível pode ser levada em consideração. Se Murray será negociado ou não é outra história. Com Trey McBride, Marvin Harrison Jr, Josh Sweat e James Conner sob contrato, existe uma boa base para começar. Para destronar os rivais da NFC West pode levar algum tempo, mas se bem trabalhado pode começar a incomodar nos próximos anos.

4 – Cleveland Browns

Vantagem: classe de calouros promissora, caminhão de picks para 2026 e uma defesa pronta
Desvantagem: Deshaun Watson, quarterbacks e o cap hell

Cleveland Browns
Foto: Divulgação (Getty Images)

Kevin Stefanski foi eleito técnico do ano em duas oportunidades, trabalhando com o que tinha em mãos e quando funcionava, Cleveland se tornava uma equipe perigosa. Porém, muito da bagunça pode ter parcela dele em não extrair o que tinha a disposição. Mas o principal arquiteto de tudo isso, leia-se Andrew Berry com a “benção” de Jimmy Haslam, fazia essa tarefa ser quase impossível de dar certo. De mãos atadas com a terrível troca por Watson, a separação era previsível.

Porém, nem tudo é terra arrasada. Os Browns possuem uma defesa muito competente, liderada pelo novo recordista de sacks em uma temporada, Myles Garrett. Uma classe de calouros interessante, com nomes como Quinshon Judkins, Mason Graham e Harold Fannin Jr para iniciar uma nova era. Porém, com um quarterback que não joga e o seu cap hit consumindo 25% do cap space, fica difícil para fazer algum investimento. Os quarterbacks são inconstantes, e o novo técnico terá que fazer mágica a curto prazo para mostrar o seu valor.

3 – New York Giants

Vantagem: talentos no ataque e defesa e uma escolha top 5 no próximo draft
Desvantagem: vai ter que salvar o emprego do GM

New York Giants
Foto: Divulgação (New York Post)

Seguindo o mesmo ciclo há anos, o New York Football Giants encontrou uma fagulha de esperança com os nomes da última classe do draft ao subir e selecionar Jaxson Dart e depois ao selecionar o running back Cam Skattebo. Juntos a Malik Nabers e uma forte linha defensiva, o time começava a dar sinais que poderia ser competitivo. Mas os resultados não vieram e sobrou para Brian Daboll. Porém, John Mara optou por manter o GM Joe Schoen, que mesmo com resultados ruins terá a liberdade de escolher o novo técnico.

O novo comandante vai ter o trabalho de preservar a saúde de Dart e extrair ao máximo com o que tem dos jovens talentos. Não é uma situação de poucas picks e/ou no cap hell, então é possível usar da rota mais prudente para montar um time competitivo a curto prazo. Por já ter um quarterback para montar um time em volta já ajuda bastante. Se bem trabalhado, pode ser candidato a uma das surpresas da temporada 2026 da NFL.

2 – Tennessee Titans

Vantagem: maior cap space disponível e praticamente uma folha em branco para montar o time com a sua visão
Desvantagem: quase nenhum talento a disposição

Tennessee Titans
Foto: Divulgação (ESPN)

Tennessee entrou na temporada com uma clara deficiência no seu elenco: a falta de peças para ser competitivo e apoiar a escolha #1 de 2025, Cam Ward. O resultado não poderia ser outro: a demissão de Brian Callahan. Após isso e com o passar dos jogos, Ward progrediu e terminou a temporada de forma consistente, mostrando que tem potencial para mais. Uma escolha top 4 e mais de U$ 100 milhões de cap space é bastante atrativo.

O que falta para os Titans melhorarem é justamente ter mais peças para o seu QB explorar. Calvin Ridley, contratação cara de duas offseasons atrás, não está rendendo. Tony Pollard precisa de uma OL que abra caminhos. Peter Skoronski é um pilar da linha ofensiva. Gunnar Helm e Elic Ayomanor podem evoluir com o passar os anos, mas ainda é pouco. Para um técnico, começar um trabalho praticamente do zero é algo raro na NFL.

1 – Las Vegas Raiders

Vantagem: U$ 100 milhões de cap space e a pick 1 (e mais 9 escolhas ao todo) do draft 2026
Desvantagem: quase nenhum talento a disposição (podendo ficar ainda mais escasso)

Las Vegas Raiders Fans
Foto: Divulgação (Getty Images)

Os Raiders se tornaram uma franquia que não prega pela continuidade. Trocando técnicos praticamente todos os anos desde 2020, investindo de forma errada no time dentro de campo e quando parecia que finalmente iria sair dos escombros da NFL, a realidade bateu na porta. A reunião de Pete Carroll com Geno Smith não deu certo, Ashton Jeanty sem uma OL decente decepcionou e os dois melhores jogadores do time, Brock Bowers e Maxx Crosby, perderam algum período da temporada por lesão.

Isso rendeu a Vegas a primeira escolha geral do draft e a oportunidade para escolher o QB do futuro entre Fernando Mendoza, de Indiana e atual vencedor do Heisman, e Dante Moore, de Oregon. A situação é a ideal para um técnico escolher o seu quarterback para iniciar uma nova era e com bastante picks e cap space, pode iniciar um trabalho que seja duradouro (que não é todo dia que aparece na NFL). Algo que falta da franquia desde os tempos de Oakland, e agora tem a chance de fazer certo.

*cap space estimado até a NFL anunciar algum reajuste quando o ano novo da liga iniciar em março