A temporada 2025 de F1 chega ao seu capítulo final carregada de tensão, expectativa e cálculos milimétricos. Max Verstappen reanimou a disputa ao reduzir a diferença para apenas 12 pontos (408 a 396), colocando Lando Norris sob pressão direta.
Mas, mesmo diante desse cenário, o panorama geral continua favorecendo fortemente o britânico da McLaren como franco-favorito ao título, não só pela vantagem numérica, mas também pela superioridade estratégica e estruturada da McLaren para esse momento decisivo.
Com 12 pontos de margem, Norris pode optar por uma abordagem mais cautelosa: não precisa ganhar, basta garantir um resultado limpo e consistente. Isso permite que ele gerencie riscos, priorize uma corrida inteligente e evite disputas desnecessárias, algo que Verstappen, por estar atrás, provavelmente não terá luxo de fazer. Assim, o holandês entra com a obrigação de buscar o máximo, aumentando o grau de risco de sua corrida.
O papel de Oscar Piastri volta a se destacar: ainda matematicamente na briga, ele pode se tornar peça-chave para um plano de equipe. Se necessário, uma inversão de posições com Norris, ou mesmo uma cobertura tática, devem estar na mesa, algo crível considerando o histórico recente e a maturidade que Piastri demonstrou ao longo da temporada. Isso dá à McLaren uma vantagem estratégica que extrapola os simples números da tabela.
Em contraste, a aposta da Red Bull Racing para apoiar Verstappen recai sobre Yuki Tsunoda. E esse é um ponto mais frágil para o holandês. Tsunoda está em 15º no campeonato com apenas 33 pontos na temporada 2025.
Seu desempenho foi irregular, e vários levantamentos de dados revelam falhas frequentes, ele tem sido apontado como o piloto que mais perde posições na largada entre todos os competidores ao longo de 2025.
Além disso, desde que assumiu a vaga permanente ao lado de Verstappen, Tsunoda praticamente não disputou pole positions ou pódios, ele ainda não mostrou ser capaz de entregar o tipo de consistência e confiabilidade que um “piloto número dois” de elite precisaria em uma disputa de título.
Ou seja, confiar em Tsunoda para desempenhar papel decisivo na luta pelo campeonato é uma aposta arriscada. Ele não tem entregue o desempenho, a constância ou a dominância esperados de um segundo carro preparado para colaborar com um líder de equipe em plena briga pelo título.

Norris tem cenário bem favorável para o título
Com isso, o “fator Tsunoda” diminui bastante a expectativa de que a Red Bull consiga montar uma estratégia eficaz com “jogo de equipe” semelhante ao que a McLaren pode fazer com Piastri e Norris.
Somando esses elementos, vantagem de pontos, perfil dos pilotos, consistência técnica e estrutura de equipe, a lógica competitiva continua apontando para Norris como favorito absoluto. Verstappen ainda é uma forte ameaça, sobretudo se conseguir extrair o máximo de uma corrida perfeita, mas depende de variáveis externas e de performances que, dados os números, parecem menos certas.
Portanto, até domingo (7), quando a bandeirada final for dada no Circuito de Yas Marina, Norris permanece como o nome mais sólido para erguer o caneco.
(Imagem de capa: Kym Illman/Getty Images/Kym Illman/Getty Images)