(por Fabrício Carvalho)Em entrevista realizada nesta sexta-feira (29) à TV Bandeirantes, Juninho se pronunciou pela primeira vez após as declarações polêmicas envolvendo o Vasco na derrota do América pela 24ª rodada do Brasileirão.O volante do América reconheceu os erros nas declarações pós-jogo ao canal SporTV e pediu desculpas ao Vasco e ao árbitro Ramon Abbati Abel pelas acusações de favorecimento. Além disso, Juninho disse que o presidente da SAF do clube americano, Marcus Salum, também reconheceu o erro ao subir o tom na entrevista coletiva e alegar a existência de uma “Operação Salva Vasco”.Os dois foram notificados pelo STJD devido às declarações ocorridas na última segunda-feira (25), quando o cruzmaltino derrotou o América por 1 a 0 e deixou a zona de rebaixamento do Brasileirão.Aspas de Juninho, volante do América”Quero pedir desculpas ao Ramon, árbitro do jogo. Venho pedir desculpas. Eu me equivoquei, precipitei em expor sentimento, sem me basear em nada, em período que a gente vive no futebol numa perda de credibilidade, até pelos escândalos com manipulação de resultados. Nós, como protagonistas do futebol, que a gente tem que refazer e retomar a confiança, a minha fala vem totalmente contra, num teor de desconstruir tudo que eu prego.”Encontrei com o Salum hoje, ele estava aqui no CT. Não tinha visto ele ainda. Desculpa a palavra, mas disse a ele: ‘Que m… nós fizemos, hein Salum’. E ele disse que a dele foi ainda maior. A partir do que ele fala, ele tem ciência do que fez também. Conhecendo ele, sei que ele vai se pronunciar. Ele tem coração também. Errar, não procuro fazer. Mas errar, todos nós vamos errar. Esses dias assim, de estar em todos os canais, não estou acostumado com a identidade que não é a minha. O que mais me machucou, neste tempo todo, foi isso.””Eu quero ser um bom exemplo. Essa minha declaração não é para fugir pelas consequências de uma fala precipitada minha. Até que, quem erra, tem que pagar pelo erro. E eu estou aqui para isso. Mas a vida que levo, era necessário eu vir aqui, porque isso está tirando a minha paz. Eu precisava vir aqui e retratar as pessoas que ficaram ofendidas. Isso me serve de aprendizado.”Imagem: Divulgaão / América
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