(por Leonardo Costa) No jogo da volta da semifinal da Champions League, o Chelsea trazia de Madrid um empate por 1 a 1 que lhe garantia a classificação caso não sofresse gols no Stamford Bridge. Destaque inglês na primeira partida, Pulisic começou no banco, enquanto Zidane voltou a escalar o Real com uma linha de três zagueiros, e contava com a volta de Sérgio Ramos e Mendy.Com a bola rolando e as duas defesas bem postadas, tanto Real Madrid, quanto Chelsea, criaram suas primeiras oportunidades em chutes fora da área, com Kroos e Modric pelos espanhóis, e o zagueiro Rudiger pelos Blues.Aos 12 minutos, os donos da casa anotaram com Timo Werner, que concluiu cruzamento de Chilwell após uma rápida transição puxada por Kanté, porém, o gol foi anulado por posição adiantada do atacante alemão.Aos 25′ foi a vez de Benzema criar a melhor oportunidade do Real Madrid até então, quando recebeu na entrada da área, girou e chutou colocado, obrigando Mendy a fazer uma grande defesa.Entretanto, dois minutos depois, quem marcou foi o Chelsea. Kanté fez boa jogada, tabelou com Werner na intermediária e rolou para Havertz, que com muita habilidade tocou por cima de Courtois. A bola caprichosamente bateu no travessão, mas Werner acompanhou bem o lance e dessa vez, em posição legal, mandou de cabeça para o fundo da rede.Mesmo tendo mais posse de bola e finalizando mais do que na primeira partida, o Real Madrid não criava grandes jogadas de perigo, com Vinícius Jr. sendo bem marcado pela ponta direita e Hazard desaparecido em campo. A exceção era Benzema, que voltou a obrigar Mendy a fazer boa defesa após cabeçada em cruzamento de Modric. Por sua vez, os donos da casa pecaram no passe final em dois contra-ataques rápidos, e foram para o intervalo com a vantagem mínima.Na volta dos vestiários, o que se viu foi um domínio ainda maior do Chelsea. Logo no primeiro minuto da segunda etapa, Havertz carimbou o travessão de Courtois após cruzamento de Azpilicueta. Aos seis minutos, foi o brasileiro Thiago Silva, também de cabeça, que quase marcou. Dois minutos depois, os ingleses criaram outra oportunidade após triangulação que deixou Mount na cara do gol, mas ele bateu por cima da trave, desperdiçando uma grande chance.O Real Madrid estava atônito com tamanha pressão do rival e nem se aproximava da área do Chelsea, obrigando Zidane a fazer duas modificações, lançando Asensio e Valverde no lugar de Mendy e Vinicius Jr. Por outro lado, os donos da casa seguiam empilhando chances, mais uma vez com Havertz, que recebeu lançamento milimétrico de Jorginho mas parou na defesaça do Courtois. Sumido em campo, assim como no primeiro tempo, Hazard foi o responsável por uma das poucas finalizações da equipe espanhola na etapa final, ao receber na ponta direita e chutar cruzado, mas parou na defesa de Mendy.Casemiro sai para entrada de Rodrygo, e nada do Real melhorar na partida, pelo contrário, concedia ainda mais espaços, sobretudo pelo lado direito do Chelsea. Foi por ali que Pulisic, que entrou no lugar de Werner, fez boa jogada e cruzou para Havertz, que por muito pouco não alcançou a bola. Porém, aos 39’ veio o lance que sacramentou a classificação do Chelsea para a final. O onipresente Kanté rouba a bola na intermediária, rola para Pulisic, que perde o ângulo para finalizar, mas encontra Mount dentro da área para ampliar. Final de partida: Chelsea 2 x 0 Real Madrid Vitória mais do que merecida do Chelsea, que controlou a partida durante todo o tempo e poderia ter saído do Stamford Bridge com um placar ainda maior. Destaque novamente para Kanté, que teve outra apresentação de gala, assim como o sistema defensivo da equipe de Tuchel, que só foi vazado um vez nas suas últimas onze partidas em casa.Pelo lado do Real Madrid, as críticas caem mais sobre Zidane, que levou um nó tático do rival e demorou a tirar Hazard, que pouco contribuiu em campo. O sistema com três zagueiros não funcionou e ainda engessou Vinicius Jr. na ponta direita, obrigando o brasileiro a se preocupar muito em marcar. De qualquer forma, o ex-Flamengo também esteve longe de seus melhores dias.Com o triunfo, o Chelsea se garante em sua terceira final de Champions League na história, a última delas, em 2012. O rival será o Manchester City, que ontem (04) despachou o PSG com o placar agregado de 4 a 1. Segunda final inglesa do maior torneio de clubes nos últimos três anos, repetindo Liverpool e Tottenham de 2019, e a segunda final consecutiva de Tuchel.
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