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Futebol

Diretor do São Paulo questiona uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro

(por Mattheus Prudente) Com o crescente uso de gramados sintéticos nos estádios de futebol no Brasil, o São Paulo cogitou a possibilidade de construir um campo desse tipo em seu Centro de Treinamento. No entanto, o clube revisou sua decisão e optou por levantar uma discussão sobre o uso de materiais sintéticos em campos de futebol no país.O principal ponto de preocupação que move essa discussão é o aumento das lesões. Durante o ano, o São Paulo testemunhou seus atletas, como GIuliano Galoppo e Nahuel Ferraresi, sofrerem lesões graves em jogos realizados no estádio do Palmeiras, onde o gramado é sintético. Galoppo está previsto para retornar apenas no próximo ano, enquanto o zagueiro Ferraresi voltou a ser relacionado recentemente, embora ainda não tenha retornado aos gramados.Carlos Belmonte, diretor de futebol do São Paulo, explicou: “A gente tem conversado bastante aqui e isso mudou um pouco. Temos visto a quantidade de lesões que têm ocorrido nos campos sintéticos. A NFL, por exemplo, está no processo contrário, buscando diminuição dos campos sintéticos.”No início da temporada, o São Paulo chegou a estimar que os custos para instalar um campo sintético em seu Centro de Treinamento seriam em torno de R$ 5 milhões. No entanto, essa ideia foi abandonada em favor da promoção de uma discussão mais ampla sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro.O clube também está em conversas com a concessionária responsável pela gestão do estádio do Pacaembu, que está passando por reformas. A reabertura do estádio municipal está prevista para 25 de janeiro, com a instalação de um gramado sintético.Carlos Belmonte, expressando sua opinião pessoal e a do departamento de futebol do clube, afirmou: “Achamos que essa questão deve ser, no mínimo, rediscutida no futebol. Vivemos em um país tropical. É fundamental que a gente estude a possibilidade de ter no Brasil somente campos de grama natural ou, no mínimo, campos híbridos, como é o do Corinthians.Não sou a favor de que times da primeira divisão tenham campos sintéticos. A maioria dos campos é de grama natural, e a grama sintética beneficia a equipe da casa. Além disso, o gramado sintético do Palmeiras está bastante desgastado, e a bola rola muito rapidamente. Parece um daqueles gramados sintéticos utilizados em futebol de 5. Não é fácil jogar nesse tipo de campo.”Belmonte deixou claro que não pretende liderar uma campanha sobre o assunto, mas deseja que a questão seja debatida e analisada por todos os clubes, a fim de avaliar a segurança e a qualidade dos gramados sintéticos utilizados no futebol brasileiro.Sintéticos no BrasilNa Série A do Campeonato Brasileiro, os estádios de Athletico Paranaense, Botafogo e Palmeiras possuem gramados artificiais. Com o Palmeiras, o São Paulo mantém um acordo que permite a utilização do Allianz Parque para jogos quando o Morumbi não está disponível, devido a eventos como shows musicais. Foi em uma situação desse tipo que Galoppo sofreu sua lesão no joelho.Essa não é a primeira vez que os gramados sintéticos são questionados nos últimos tempos. Recentemente, o goleiro Sergio Romero, do Boca Juniors, e o diretor do clube argentino, Juan Roman Riquelme, falaram sobre o assunto e mostraram preocupação.Lesões em sintéticosAlém de Galoppo e Ferraresi, outras lesões importantes já aconteceram em sintéticos neste ano. No Palmeiras, Dudu ficou fora da temporada após sofrer uma ruptura no ligamento cruzado anterior no Allianz Parque, enquanto o atacante Vitor Roque, do Athletico Paranaense, sofreu uma grave lesão no tornozelo durante uma partida realizada na Arena da Baixada.

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