O São Paulo vive um péssimo momento e está sem vencer há jogos no Brasileirão. Na época, o time ainda era comandado por Roger Machado, que já não conseguia dar grande estabilidade ao clube. No entanto, a falta de resultados positivos tem colocado a equipe cada vez mais perto da zona de rebaixamento.
Após a derrota, o Tricolor ficou com 26 pontos e é o 12º colocado, mas ainda pode perder posições nesta rodada. Mesmo sem o perigo de entrar no Z4 ainda neste fim de semana, pode ver a distância diminuir ainda mais. A pergunta que fica para agora é: o clube paulista precisa se preocupar com a briga contra o rebaixamento?

São Paulo briga contra o Z4?
Havia um grupo já bem definido, nas últimas semanas, na briga contra o rebaixamento. Chapecoense está na última posição e não mostra qualquer reação. Já o Vasco, Remo, Internacional, Santos, Mirassol e Grêmio são os times que sabem que precisam de resultados positivos.
O Vitória ainda está próximo, mas somou pontos importantes nas últimas partidas e havia se afastado. Dessa forma, o grupo que iria brigar contra o Z4 já parecia fixo, mas o São Paulo aparenta estar querendo entrar nesta briga. O Soberano chegou a ser líder do Brasileirão no início do Brasileirão.
Houve um bom começo com o técnico Hernan Crespo, mas ele foi demitido por decisão da diretoria. Desde então, o clube tem tido uma queda constante, seja com Roger Machado ou agora com Dorival Jr. Apontado para brigar ao menos pelo G4, o Tricolor agora está cada vez mais perto de brigar contra o Z4.
A única forma de evitar isso seria uma reação rápida, o que Dorival ainda não conseguiu. O técnico chegou em 15 de maio e não tem nenhuma vitória no Brasileirão. A equipe até venceu o Boston River, na última rodada da Sul-Americana, sendo o único resultado positivo após mais uma mudança de treinadores em 2026.
Em meio a uma grande crise, é preciso aceitar a precoupação com possível rebaixamento. Um momento de negação pioraria a situação ainda mais, já que, a partir de agora, todo ponto somado será importante para o Soberano.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/M/i/m7vi3aShuP9tKAM5ATUQ/agif26080817033075.jpg)
Diretoria do São Paulo causou seu problema
A demissão de Crespo, ainda em março, tem relação direta com a atual posição do São Paulo. Na época, Rui Costa explicou a escolha: “Entendemos que era necessária a mudança. E poderia ser muito mais fácil, num objetivo de autopreservação profissional, esperar que os resultados fossem ruins, que os resultados fossem insustentáveis, para fazer uma demissão natural.”
O dirigente não é mais diretor-executivo do Tricolor, após enorme pressão da torcida. E sua fala pode não estar completamente errada, no entanto, adiantou um problema que não estava acontecendo na época. Crespo não era perfeito no cargo, mas encontrava bons resultados e mantinha o time competitivo.
Sua demissão no momento minou o trabalho que foi feito e, quando Roger Machado teve tempo para implementar sua própria visão, tudo passou a cair. O fato do clube paulista estar tão perto da zona de rebaixamento agora é uma consequência direta da demissão em março. Se tivesse mantido o treinador até o trabalho não dar mais resultado, a posição atual seria bem diferente.
Agora, o São Paulo precisa se preocupar com a briga contra o rebaixamento, restando 17 jogos para o fim do Brasileirão.
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC



