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Futebol

Impressões da surpreendente vitória de Camarões sobre os suplentes do Brasil

(por Rafael Lima) Camarões foi a campo para tentar uma improvável classificação contra os suplentes brasileiros e, apesar de não ter conseguido o objetivo, o time camaronês fez história a ser o primeiro africano a derrotar o Brasil em uma Copa do Mundo. O resultado de 1×0 para a seleção africana, mostra que nome não ganha jogo e que com os titulares, a postura brasileira terá que ser diferente.Com um time totalmente reserva, a Seleção Brasileira manteve o esquema no 4-3-3, que algumas vezes virava um 4-1-4-1. No início o Brasil privilegiou o lado direito, com Antony voltando para buscar a bola e participando ativamente da partida. Porém, a primeira grande chance da nossa seleção foi numa inversão de bola que terminou com uma cabeçada de Martinelli, livre de marcação.Já Camarões preferiu se comportar mais burocraticamente, defendendo com duas linhas de quatro que eram próximas, tentando povoar o meio-campo, mas a marcação era mais faltosa do que eficiente. O estilo brasileiro era mais individualista e a transição rápida, entretanto, o time não tinha presença pelo meio, apostando em cruzamentos que não faziam tanto efeito. Faltava mais aproximação dos pontas e laterais com Rodrygo, que circulava bastante e incomodava a defesa de Camarões, que recorria às faltas. Com o passar do tempo, Martinelli se tornou o jogador mais perigoso do Brasil, concentrando as jogadas pela esquerda e aparecendo bem pelo meio, porém, nossos atacantes ficavam muito isolados, o que dificultava a criação de jogadas, principalmente na intermediária. Já Camarões estava jogando por uma bola e, numa boa jogada pela esquerda, Mbeumo escorou um belo cruzamento, obrigando Ederson a aparecer muito bem. Neste que foi o último lance do primeiro tempo.Os leões africanos voltaram mais adiantados no segundo tempo e a tendência era que o jogo ficasse mais aberto. Com a lesão de Alex Telles e sem ninguém mais para a função, Tite colocou Marquinhos por lá, dando uma sustentação maior à defesa. Além disso, Tite colocou Bruno Guimarães no lugar de Fred para dar mais mobilidade e Everton Ribeiro no lugar de Rodrygo para reter mais a bola. Camarões estava confortável com os erros ofensivos brasileiros, sofria pouco e também levava perigo nos contragolpes. O Brasil perdeu a força pelas pontas e passou a afunilar o jogo, porém, a nossa seleção não conseguia finalizar. Martinelli era o jogador mais perigoso,  se movimentava muito e deixava a defesa de Camarões preocupada, só que faltava a aproximação do meio para a tabela, fator que deixava o ataque brasileiro muito previsível. Do outro lado, a equipe africana partia para frente na base da correria e das tentativas de chutes de fora, sem muito sucesso também. Nos acréscimos o Brasil ocupou o campo de ataque, tentou pressionar, mas numa investida de Camarões, que pegou a defesa brasileira aberta, Aboubakar subiu sozinho após cruzamento de Mbekeli e anotou o gol camaronês. Após o gol sofrido, o Brasil ainda criou chances na base do abafa, mas o gol não saiu. Os reservas da Seleção Brasileira não demonstraram entrosamento e nem jogadas ofensivas de troca de passes, apostando em lances individuais e nada mais. Fica de alerta para os próximos jogos, mesmo com atletas diferentes em campo na sequência da competição. 

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