O Nottingham Forest assumiu a vaga do Crystal Palace na UEFA Europa League da temporada 2025/26, após decisão do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). A medida “rebaixa” o clube londrino para a UEFA Conference League, consequência direta da classificação do Lyon para a mesma competição. Como ambos têm participação de John Textor, as regras impedem que disputem o mesmo torneio europeu. Apesar de existir empatia pela situação de Steve Parish, presidente do Palace, o resultado representa um enorme ganho esportivo e financeiro para o Forest.
Antes dessa reviravolta do Nottingham Forest, o Crystal Palace havia garantido a vaga na Europa League ao vencer a Copa da Inglaterra 2024/25 contra o Manchester City. Caso tivesse sido autorizado a participar, seria a estreia histórica do clube londrino em competições continentais. Textor, por sua vez, negou ter qualquer influência direta nas decisões do Palace. No período, ele detinha ações nos dois clubes, e a UEFA, que proíbe a participação simultânea de times com o mesmo grupo controlador, determinou a mudança.
A Eagle Football Group possui 77% do Lyon, enquanto, em junho, Textor vendeu cerca de 43% de sua participação no Crystal Palace para Woody Johnson, proprietário do New York Jets. Porém, a entidade europeia estabeleceu 1º de março como prazo para declarar estruturas multiclubes. O Palace tentou reverter a decisão, defendendo que deveria disputar a Europa League no lugar do Lyon, sexto colocado na Ligue 1, em vez de ceder a vaga para o Nottingham Forest, que terminou a Premier League em sétimo.
A confirmação do TAS ocorreu apenas um dia após o Crystal Palace conquistar a Supercopa da Inglaterra, derrotando o Liverpool na disputa por pênaltis após empate na etapa regulamentar por 2 a 2. Com isso, o Nottingham Forest carimbou sua participação na Europa League, enquanto o Lyon manteve seu posto na competição. O clube francês, que havia sido ameaçado de rebaixamento pela DNCG em novembro por dificuldades financeiras, conseguiu recurso e permaneceu na elite.
Impacto e projeção para o Nottingham Forest
A classificação trouxe impacto imediato aos planos do Nottingham Forest, que havia colocado suas negociações de transferências em pausa aguardando o desfecho do caso. O clube calcula que, caso conquiste o título da Europa League em maio, poderá faturar até 50 milhões de euros. Isso motivou o proprietário Evangelos Marinakis a liberar investimentos expressivos, com destaque para a contratação de James McAtee, por mais de 20 milhões de euros, visando integrá-lo já na estreia da Premier League contra o Brentford.
Embora o Nottingham Forest insista que não havia disputa direta com o Crystal Palace, tratando o caso como um embate jurídico entre o clube londrino e a UEFA,, é fato que precisou apresentar defesa no CAS após ser citado oficialmente como réu pelo Palace. Desde o início, o clube solicitou à federação esclarecimentos sobre as regras de propriedade multiclubes, alegando ter cumprido todas as normas.
O próprio Nottingham Forest já enfrentou situação semelhante, pois Marinakis também é proprietário do Olympiacos. Para evitar conflito de interesses caso ambos se classificassem para a Champions League, o empresário retirou-se do controle diário do Forest antes do prazo da UEFA, colocando suas ações em um fundo cego e nomeando três novos membros para o conselho.
O Crystal Palace alegou que a medida foi tomada apenas em 30 de abril, fora do prazo de 1º de março, mas o Nottingham Forest afirma que isso é irrelevante, já que a disputa era com a UEFA e não com eles. No fim, como o time de Nuno Espírito Santo não se classificou para a Champions League, o conflito com o Olympiacos não ocorreu, e Marinakis retomou o controle total do clube.
Com o precedente financeiro da última edição, em que o Tottenham faturou cerca de 120 milhões de euros ao vencer o torneio continental pela terceira vez na história, ao derrotar o Manchester United na decisão, o Nottingham Forest vê a competição como uma grande oportunidade. A diferença nos prêmios entre a Europa League e a Conference League, quase o dobro, é mais um incentivo para os investimentos.

Caminho europeu e a preparação do Nottingham Forest na próxima temporada
O sorteio da fase de liga da UEFA Europa League ocorrerá em Mônaco, no dia 29 de agosto, reunindo 36 clubes, entre eles Aston Villa, Roma, Bologna, Lyon, Porto e Real Betis. O Nottinhgam Forest chega motivado e com orçamento reforçado para dar a Nuno Espírito Santo um elenco mais profundo, após ficar em sétimo lugar na última edição da Premier League.
Defensivamente sólido, com destaque para Nikola Milenkovic e Murillo, o clube utilizou apenas 23 jogadores na última temporada — menor rodízio da Premier League —, o que garantiu entrosamento, mas agora exige ampliação do plantel devido à carga extra de jogos.
O mercado foi movimentado, com cerca de 55 milhões de euros investidos em reforços como Igor Jesus, Jair Cunha, Dan Ndoye e Angus Gunn, mostrando a intenção clara de competir em alto nível. Especialistas apontam que a participação na Europa League pode alavancar financeiramente o clube e até abrir caminho para um futuro na Champions League.
Mentalidade e expectativas
O elenco demonstra foco e disciplina, características reforçadas pela liderança de Nuno, que mantém o time com os pés no chão, tratando cada jogo com máxima seriedade. A torcida, empolgada com o reconhecimento nacional e internacional, sonha com uma campanha marcante, mesmo que as previsões sejam moderadas.
Resumo da estratégia do Nottingham Forest na Europa League:
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Reforço qualificado do elenco;
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Defesa sólida como alicerce;
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Ganho financeiro relevante;
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Mentalidade coletiva e disciplinada;
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Ambição sustentada por cautela e rotação de jogadores.
(Foto: Getty Images)