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Automobilismo Fórmula 1

Novo teste com Lewis Hamilton será fundamental para pneus da F1

Lewis Hamilton participou recentemente de um importante teste da Pirelli voltado para o desenvolvimento dos pneus de chuva da Fórmula 1. A atividade aconteceu durante a pausa do calendário em abril e serviu para coletar dados fundamentais sobre os compostos intermediários e de pista molhada utilizados pela categoria.

O trabalho realizado pelo heptacampeão mundial será agora analisado e comparado com novas informações obtidas em outro circuito, enquanto a Pirelli tenta solucionar críticas frequentes feitas pelos pilotos sobre o desempenho dos pneus de chuva nas últimas temporadas.

Pirelli busca melhorar desempenho dos pneus de chuva

Durante o intervalo entre corridas em abril, Lewis participou de um teste de dois dias no circuito de Fiorano, na Itália, utilizando pneus de pista molhada e intermediários desenvolvidos pela Pirelli.

O objetivo principal da fabricante italiana era coletar dados importantes para aprimorar os compostos utilizados em condições de chuva, algo que normalmente é difícil de realizar fora dos fins de semana de corridas.

Nos últimos anos, o pneu de chuva extrema da Fórmula 1 passou a receber críticas constantes dos pilotos. Em muitas situações, os compostos são usados apenas atrás do safety car, já que os pilotos costumam trocar rapidamente para os pneus intermediários assim que as condições permitem.

Por conta disso, a Pirelli vem tentando encontrar soluções para melhorar o desempenho e a eficiência dos pneus em condições severas de pista molhada.

Dados de Hamilton serão comparados em novo teste

O diretor de automobilismo da Pirelli, Mario Isola, explicou que os dados coletados por Hamilton em Fiorano serão comparados com informações de um novo teste programado para acontecer em Magny-Cours, na França, em meados de maio.

O circuito francês recebeu uma corrida de F1 pela última vez em 2008 e possui características bastante diferentes das encontradas em Fiorano.

Segundo Isola, essa comparação será essencial para validar algumas soluções analisadas durante o trabalho realizado com Hamilton. “Testamos vários protótipos diferentes, incluindo novos desenhos de banda de rodagem que estamos planejando, e certamente tivemos um bom retorno, mas precisamos prestar atenção porque Fiorano é uma pista bastante particular”, afirmou.

O diretor também explicou que a Pirelli considera fundamental testar os pneus em diferentes circuitos para obter uma análise mais completa sobre o comportamento dos compostos. É por isso que queremos testar em pistas diferentes, porque Fiorano é única e fornece um retorno que não pode ser replicado em outros circuitos”, acrescentou.

Características únicas dos circuitos influenciam análises

O novo teste em um novo circuito servirá para confirmar algumas das soluções avaliadas anteriormente com Hamilton. “Vamos validar algumas das soluções que testamos com Lewis em Fiorano”, declarou.

Isola também deixou claro que a decisão de repetir os testes em outro circuito não está relacionada à confiança no piloto britânico.“Não é porque não confiamos no Lewis. Lewis é um piloto fantástico”, afirmou. Porém, para a Pirelli, o principal desafio é justamente desenvolver um pneu capaz de funcionar adequadamente em diferentes tipos de pista e condições climáticas.

É realmente difícil fazer um pneu que funcione em todos os lugares, então é importante validarmos os pneus em diferentes circuitos”, explicou Isola.

Teste no Bahrein foi cancelado por questões de segurança

Antes da atividade em Fiorano, a Pirelli havia programado um teste semelhante com Lewis no Bahrein, em março. No entanto, o mesmo precisou ser cancelado devido ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o relato, algumas pessoas presentes no circuito acompanharam ataques de mísseis ocorrendo nas proximidades, o que levou ao encerramento das atividades por questões de segurança. Isola lamentou o cancelamento do teste, principalmente porque o Bahrein oferece características muito diferentes das encontradas em Fiorano e Magny-Cours.

Isola também destacou que o circuito do Bahrein possui um nível elevado de desgaste e exigências completamente distintas para os pneus. “Infelizmente, o Bahrein não foi possível por razões sérias, mas eu estava bastante interessado em ver o resultado de um teste no Bahrein. É um circuito de alta severidade, com características completamente diferentes de Fiorano e Magny-Cours, e realizar um teste lá era realmente importante para nós”, afirmou.

Apesar da frustração, Isola reconheceu que a situação ultrapassava qualquer prioridade relacionada ao desenvolvimento técnico da Fórmula 1. “Mas é o que é. Os problemas são maiores do que o nosso teste”, concluiu.

Foto: (Scuderia Ferrari)