A derrota por 2 a 0 para a Bolívia, nesta terça-feira (10), pela 16ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, marcou o fim das esperanças do Chile de disputar a Copa do Mundo de 2026, que será disputada no Canadá, Estados Unidos e México. Com esse resultado, La Roja permanece na lanterna da classificação com apenas 10 pontos conquistados. A campanha é marcada por dois triunfos, quatro empates e dez reveses, com um saldo negativo de 24 gols sofridos contra apenas nove marcados. As chances mínimas de chegar à repescagem também foram encerradas.
Pela terceira vez consecutiva, o Chile ficará de fora de uma Copa do Mundo, repetindo as ausências em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). Antes disso, a seleção andina havia passado por jejum semelhante apenas entre 1986 e 1994. Desta vez, a frustração é ainda maior, pois a América do Sul conta com seis vagas diretas para o Mundial de 2026 e o sétimo colocado disputa a repescagem contra uma seleção da Ásia. Nesse momento, a vaga está ficando com a Venezuela, que perdeu para o Uruguai e ainda terá mais dois jogos restantes para fazer nas Eliminatórias Sul-Americanas.
Apesar da eliminação para a Copa do Mundo de 2026, resta apenas ao Chile o objetivo de evitar a pior campanha de sua história nas Eliminatórias. A equipe terminou em 10º apenas uma vez, em 2002, quando somou 12 pontos — dois a mais do que tem atualmente. Nas edições anteriores, em que também ficou fora da Copa, terminou em 6º e 7º lugares. Além disso, a seleção já busca um novo comandante após a demissão do técnico argentino Ricardo Gareca ex-Palmeiras, que anunciada nas redes sociais.
Essa fase decadente contrasta com uma década de conquistas liderada por nomes como Claudio Bravo, Arturo Vidal, Eduardo Vargas e Alexis Sánchez. Entre 2010 e 2014, o Chile disputou duas Copas do Mundo e alcançou as oitavas de final em ambas. Com campanhas sólidas nas Eliminatórias, chegou a ficar em 2º e 3º lugares, respectivamente. A mesma geração foi responsável pelos dois títulos inéditos da Copa América, em 2015 e 2016. No entanto, a falta de renovação cobrou seu preço, e a equipe envelhecida não conseguiu manter o nível competitivo.
Hoje, o Chile apenas cumprem tabela nas rodadas finais. Enfrentarão o Brasil fora de casa no dia 25 de setembro e receberão o Uruguai no dia 28. Esses duelos podem consolidar a pior campanha da história chilena em Eliminatórias. A ausência de renovação e o declínio da “Geração Dourada” explicam o momento delicado. O experiente volante Arturo Vidal, que está em baixa na América do Sul, enquanto Alexis Sánchez, na reserva na Europa; e outros ídolos fora de forma ou já aposentados.
O Chile ainda não revelou substitutos à altura para a Copa do Mundo de 2030, que será disputada no Marrocos, na Espanha e em Portugal, e os jogadores que assumem a responsabilidade para o novo ciclo são, em sua maioria, inexperientes. A eliminação diante da Bolívia simboliza esse fim de era, enquanto o Brasil, por outro lado, já garantiu vaga ao vencer o Paraguai, além de Argentina e Equador que também carimbaram seu passaporte para América do Norte a partir do ano que vem.

Chile fora da Copa de 2026: Fim de uma geraçao dourada e início de um novo capítulo
O revés para o 2 a 0 para a Bolívia, fora de casa pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, marcou o adeus definitivo da geração mais vitoriosa da história do futebol do Chile. O duelo no Estádio Municipal de El Alto escancarou os problemas da equipe comandada por Ricardo Gareca: desgaste físico, falta de criatividade e uma atuação sem brilho. A Bolívia abriu o placar com Ramiro Vaca aos 27 minutos do primeiro tempo e ampliou com Bruno Miranda, de cabeça, no segundo tempo.
Os veteranos Arturo Vidal, de 38 anos, foi um dos últimos remanescentes da geração campeã da Copa América e esteve como titular na derrota do Chile para a Argentina por 1 a 0, na última quarta-feira, mas não enfrentou a Bolívia na última Data FIFA de junho, pelo acúmulo de cartões amarelos. Enquanto, o atacante Alexis Sánchez, aos 36, foi titular nessa partidas, mas não conseguiu mudar o panorama na tabela de classificação das Eliminatórias Sul-Americans e passou em branco, sem balançar as redes.
Essa geração, que entre 2015 e 2016 conquistou duas Copas América sob os comandos de Jorge Sampaoli e Juan Antonio Pizzi, respectivamente transformou o status do Chile no cenário continental, além de chegar na final da Copa das Confederações de 2017, quando ficou o vice-campeonato. Com nomes como Claudio Bravo, Gary Medel e Eduardo Vargas, o país viveu um auge técnico e tático inédito. Contudo, desde 2018, a estagnação tomou conta. A transição não aconteceu, e o time ficou sem alternativas competitivas.
O legado e o desafio do futuro do Chile para a Copa de 2030
Após a derrota, o técnico Ricardo Gareca acabou sendo demitido e o sentimento mistura gratidão pelo que foi feito e preocupação com o futuro. Com apenas dez pontos nas Eliminatórias Sul-Americana, o Chile ocupa a lanterna e sem chances de classificação para a Copa do Mundo de 2026, restando mais duas rodadas para o fim. A necessidade de renovação é urgente, mas o cenário é de incerteza. Ainda não surgiram talentos capazes de assumir o protagonismo e liderar a equipe.
Apesar da despedida amarga contra a Bolívia nas Eliminatórias, a contribuição da Geração Dourada é inegável, formada por Arturo Vidal, Alexis Sánchez e Eduardo Vargas, que tem chances remotas de disputar o Mundial em 2030. Eles colocaram o Chile entre os grandes do continente, alcançaram reconhecimento internacional e inspiraram novas gerações. Embora não tenham conquistado uma Copa do Mundo, eternizaram seus nomes na história do futebol sul-americano.
Impactos da eliminação do Chile para a Copa de 2026
A ausência do Chile para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada no Canadá, nos Estados Unidos e no México, trouxe reflexos profundos para o futebol local:
Menor visibilidade internacional: A federação e os jogadores perdem espaço na mídia e no mercado global.
Impacto financeiro: A não participação compromete receitas com direitos de imagem, patrocínios e premiações.
Desvalorização de atletas: Jogadores fora da Copa têm menos exposição e oportunidades.
Desmotivação dos torcedores: A sequência de ausências pode afetar o envolvimento do público e a formação de novos talentos.
O que esperar do Chile para a Copa do Mundo de 2030?
A federação chilena deverá investir em uma profunda reestruturação, priorizando as categorias de base e a descoberta de novos talentos. Especialistas destacam que o sucesso a longo prazo depende de uma filosofia de jogo consistente e de uma geração com potencial real de evolução para voltar a disputar uma Copa do Mundo, após não conseguir se classificar nas últimas edições das Eliminatórias Sul-Americanas.
A “Geração Dourada do Chile” sai de cena sem a consagração em um Mundial, mas com um legado de títulos e uma transformação profunda no futebol chileno. O desafio agora é encontrar sucessores à altura nos próximos anos e recolocar a Roja entre os protagonistas da América do Sul, ao lado de potências como Brasil, Argentina e Uruguai.
(Foto: Getty Images)