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Olimpíadas: Atleta espanhola de triatlo critica Federação Internacional: ‘Somos como palhaças no circo’

Nas Olimpíadas, a triatleta espanhola Miriam Casillas criticou duramente a postura da Federação Internacional de Triatlo após todos os problemas que aconteceram envolvendo o adiamento da prova pela qualidade ruim da água do Rio Sena. Os treinamentos chegaram a ter as datas remarcadas por duas vezes, até a prova enfim acontecer nesta quarta-feira (31).

Miriam terminou na 33ª colocação e chorou bastante pelo desempenho ruim na prova nas Olimpíadas. Ela afirmou que as triatletas “são como palhaças no circo” no entendimento da Federação Internacional.

Indiscutivelmente, um dos grandes pontos levantados no legado olímpico parisiense é a despoluição das águas do Rio Sena, mas, porém, as coisas estão saindo de uma maneira diferente do planejado. Nos primeiros dias de Jogos Olímpicos, choveu forte em Paris e a qualidade da água foi reprovada, custando até o adiamento da prova masculina. 17ª colocada na prova, a triatleta Anna Godoy criticou a omissão da Federação quanto a isso, pelo fato do longo período para pensar como preparar e como fazer tudo.

– O que temos passado não pode acontecer. Não podem nos tratar assim. Tiveram muitos anos para preparar isso bem e ter alternativas. A Federação Internacional tem que melhorar muitíssimo.

Godoy ainda complementou, afirmando que se realmente pensassem na saúde e bem-estar dos atletas, teriam feito as provas bem longe do Sena.

– Estão vendendo que pensaram na saúde dos atletas, mas isso não é verdade. Senão teriam feito a competição em outro lugar para evitar problemas. Teriam feito um plano B de verdade e não jogar com análises que estão no limite.

Para a triatleta da Espanha, houve nenhuma preocupação com quem iria competir no triatlo nas Olimpíadas, centrando as atenções única e exclusivamente no cenário do Rio Sena que era vendido como “o legado olímpico”. Ela ainda complementou afirmando que não sentiu nada grave durante a competição, porém, pode vir a sentir nos próximos dias.

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Passada a prova, todos os triatletas da Olimpíadas irão passar por exames médicos. Medalhista de bronze na prova, a britânica Beth Potter afirmou que a água estava boa, e que a dificuldade, de fato, estava na correnteza.

– Pessoalmente, acho que a água estava boa. A coisa mais difícil para nós foi a correnteza enquanto nadávamos rio acima, mas conseguimos. Confio na organização do triatlo mundial. Adiaram a prova masculina até hoje para que pudéssemos nadar com segurança.

Além dela, a suíça Julie Derron e a francesa Cassandre Beaugrand faturaram as medalhas de prata e ouro, respectivamente. No masculino, os três medalhistas foram o britânico Alex Yee, o neozelandês Hayden Wilde e o francês Leo Bergere.

(Foto: Tommy Zaferes/World Triathlon)