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Copa do Mundo

Oyarzabal assume o protagonismo e lidera o crescimento da Espanha na Copa do Mundo

Antes do início da Copa do Mundo, grande parte das atenções em torno da seleção espanhola estava concentrada em Lamine Yamal. O jovem de 18 anos é o principal nome da nova geração do país, atrai câmeras por onde passa e domina as camisas utilizadas pelos torcedores. No entanto, dentro de campo, outro jogador vem assumindo um papel cada vez mais decisivo na caminhada dos atuais campeões europeus.

Mikel Oyarzabal chegou ao Mundial sem o mesmo reconhecimento internacional de outros companheiros, mas seus números mostram que seu protagonismo não começou agora. Aos 29 anos, o atacante da Real Sociedad atravessa o melhor momento da carreira e se tornou a principal referência de gols de uma Espanha que cresce justamente na fase decisiva da competição.

Na vitória por 3 a 0 sobre a Áustria, Oyarzabal marcou duas vezes e ajudou a Espanha a conquistar sua primeira vitória em um mata mata de Copa do Mundo em 16 anos. Mais do que garantir a classificação para as oitavas de final, a atuação confirmou uma tendência que já vinha sendo construída antes do torneio.

O atacante chegou à Copa depois de marcar 12 gols em 12 partidas pela seleção. Com os dois gols diante dos austríacos, ampliou uma sequência impressionante para 17 gols em suas últimas 16 partidas como titular pela Espanha. No Mundial, já são quatro gols.

Oyarzabal transforma regularidade em protagonismo

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Foto: FIFA

A ascensão de Oyarzabal chama atenção porque sua carreira internacional nem sempre foi acompanhada pelos mesmos holofotes direcionados a outras estrelas espanholas.

O atacante estreou pela seleção aos 19 anos, há uma década, mas perdeu a Copa do Mundo de 2022 depois de sofrer uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. A grave lesão interrompeu sua trajetória em um momento importante e exigiu um longo processo de recuperação.

Quatro anos depois, a situação é completamente diferente.

As duas últimas temporadas são consideradas as melhores de sua carreira. Pela Real Sociedad, clube que defendeu durante toda a trajetória profissional, Oyarzabal marcou 15 gols no último campeonato, seu melhor desempenho em uma única edição da competição nacional.

O bom momento nos clubes foi transferido para a seleção.

Desde o início do ano passado, apenas Erling Haaland marcou mais gols por uma seleção europeia. O atacante norueguês soma 22, enquanto Oyarzabal aparece logo atrás em uma lista que mostra a dimensão de sua evolução.

A atuação contra a Áustria também colocou o espanhol em uma posição histórica. Ele se tornou o primeiro jogador do país a marcar duas vezes em uma partida de mata mata de Copa do Mundo desde Emilio Butragueño, que conseguiu o feito diante da Dinamarca nas oitavas de final de 1986.

São números que ajudam a explicar por que Oyarzabal deixou de ser apenas mais uma opção ofensiva para se transformar no ponto central do ataque espanhol.

A mudança de posição também teve influência direta nesse crescimento. Durante parte da carreira, ele atuou com maior frequência pelos lados do campo. Nos últimos anos, porém, passou a ocupar espaços mais centrais e se aproximar da área.

É justamente nesse setor que sua principal característica aparece.

Oyarzabal não precisa participar de todas as jogadas para ser decisivo. Seu jogo depende da leitura dos espaços, da movimentação entre os zagueiros e da capacidade de perceber onde a bola pode chegar. É um atacante que busca o momento certo para aparecer.

A relação com Lamine Yamal fortalece o ataque espanhol

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Foto: Justin Setterfield/Getty Images

O protagonismo de Oyarzabal não significa que Lamine Yamal tenha perdido importância. Na verdade, a presença do jovem atacante ajuda diretamente a criar as condições para que o companheiro encontre mais espaços.

Yamal é um dos jogadores que mais atraem a atenção das defesas adversárias. Seu controle de bola e sua capacidade no um contra um obrigam os rivais a direcionar mais jogadores para seu setor.

Quando isso acontece, surgem espaços no centro.

Oyarzabal tem aproveitado exatamente essas situações.

Enquanto os defensores se preocupam em impedir as ações de Yamal, o atacante da Real Sociedad se movimenta entre os zagueiros e busca posições para finalizar. Essa combinação oferece à Espanha diferentes maneiras de atacar.

O adversário pode concentrar a marcação em Yamal, mas corre o risco de oferecer liberdade ao principal goleador da equipe. Se decidir proteger mais a região central, o jovem do Barcelona passa a ter mais espaço para explorar suas jogadas individuais.

Esse equilíbrio ajuda a explicar por que a Espanha vem crescendo depois de um começo abaixo das expectativas.

Espanha cresce e chega invicta ao confronto com Portugal

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Foto: FIFA

A estreia no Mundial trouxe dúvidas.

A Espanha empatou por 0 a 0 com Cabo Verde, uma seleção estreante na competição, e deixou uma impressão distante daquela esperada de uma das grandes favoritas ao título.

Desde então, porém, a equipe evoluiu.

A seleção marcou oito gols em quatro partidas e ainda não sofreu nenhum. A vitória contra a Áustria também ampliou para 34 jogos a atual sequência invicta da equipe, a segunda maior da história do país.

Se eliminar Portugal e chegar às quartas de final, a Espanha igualará seu recorde de 35 partidas consecutivas sem derrota.

O dado mostra a consistência construída por Luis de la Fuente. A equipe conquistou a Euro 2024 e agora tenta transformar o domínio continental em um título mundial.

A sensação é de que ainda existe espaço para evolução. Contra a Áustria, a Espanha controlou a partida e venceu sem precisar alcançar seu limite. O cenário será diferente diante de Portugal.

O confronto das oitavas representa um salto de dificuldade e colocará frente a frente duas seleções com ambições reais de chegar às fases finais da Copa do Mundo.

Para a Espanha, o jogo também será um teste importante para Oyarzabal. O atacante chega ao confronto com quatro gols no torneio, 17 em suas últimas 16 partidas como titular pela seleção e a responsabilidade de liderar o setor ofensivo em um dos maiores jogos do Mundial até agora.

A estreia no Mundial trouxe dúvidas.

A Espanha empatou por 0 a 0 com Cabo Verde, uma seleção estreante na competição, e deixou uma impressão distante daquela esperada de uma das grandes favoritas ao título.

Desde então, porém, a equipe evoluiu.

A seleção marcou oito gols em quatro partidas e ainda não sofreu nenhum. A vitória contra a Áustria também ampliou para 34 jogos a atual sequência invicta da equipe, a segunda maior da história do país.

Se eliminar Portugal e chegar às quartas de final, a Espanha igualará seu recorde de 35 partidas consecutivas sem derrota.

O dado mostra a consistência construída por Luis de la Fuente. A equipe conquistou a Euro 2024 e agora tenta transformar o domínio continental em um título mundial.

A sensação é de que ainda existe espaço para evolução. Contra a Áustria, a Espanha controlou a partida e venceu sem precisar alcançar seu limite. O cenário será diferente diante de Portugal.

O confronto das oitavas representa um salto de dificuldade e colocará frente a frente duas seleções com ambições reais de chegar às fases finais da Copa do Mundo.

Para a Espanha, o jogo também será um teste importante para Oyarzabal. O atacante chega ao confronto com quatro gols no torneio, 17 gols em suas últimas 16 partidas como titular pela seleção e a responsabilidade de liderar o setor ofensivo em um dos maiores jogos do Mundial até agora.

Durante anos, Oyarzabal construiu sua carreira longe dos maiores holofotes do futebol europeu. Nunca defendeu Real Madrid ou Barcelona e permaneceu fiel à Real Sociedad durante toda a trajetória. Agora, no maior palco do futebol mundial, seu nome começa a receber o reconhecimento que os números já exigiam.

Lamine Yamal pode continuar sendo o jogador que mais atrai as câmeras e a atenção dos adversários. Mas, no momento em que a Espanha cresce na Copa do Mundo e se prepara para enfrentar Portugal, é Mikel Oyarzabal quem aparece como seu jogador mais decisivo.

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Kaique