Em vez de celebrar a goleada sobre o Cuiabá ou sentir alívio pela boa resposta do Palmeiras após a eliminação na Copa Libertadores, Abel Ferreira optou por um tom de desabafo – com aspecto rude – após o jogo deste sábado (24), realizado no Brinco de Ouro da Princesa, pelo Brasileirão.
Na entrevista pós-jogo, que resultou na aproximação do Verdão ao líder Botafogo com 44 pontos, apenas dois atrás, o técnico português expressou sua insatisfação com algumas críticas que surgiram após a eliminação na Libertadores, na última quarta-feira. Ele também aproveitou para fazer uma dedicatória especial à presidente do clube, Leila Pereira.
“Eu não sou essa máquina, faço o melhor com o que tenho nas mãos. Uma coisa que tenho sorte é que tenho os jogadores de darem o melhor sempre e uma presidente… Você vê alguns dirigentes no Brasil, não são todos, que lideram tão bem como ela.” destacou Abel, antes de ampliar os elogios à mandatária.
“Leila tem mais coragem do que muitos juntos dentro do clube para cada um fazer o que deve. Tenho orgulho de ser liderado por ela. Essa vitória hoje é todinha para ela.” disse Abel Ferreira.
Abel comenta lesões no Palmeiras e fala sobre Leila Pereira
O técnico ressaltou novamente a capacidade de superação do Palmeiras durante o “terrível” mês de agosto, marcado pelas eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores. Nesse contexto, ele criticou as críticas recebidas, alegando que elas vieram de pessoas que ele considera “haters”, e não de verdadeiros torcedores.
“Lesões, ontem duas, uma do Vitor (Reis) e uma do Gabriel Menino. Tem seriedade dos jogos que temos, não há como. O desgaste dos haters também. Tem que distinguir torcedor do que é hater. O futebol é muito mais mental do que pensam. Pena que não somos tão exigentes com resto da sociedade como somos com os jogadores e os treinadores. Por que não são iguais?” afirmou.
“Uma coisa que vocês têm que entender é que tenho que dar satisfação a três mulheres só: minha mãe, minha mulher e à Leila. Elas são as únicas que podem me pedir explicação. Os outros podem se manifestar, elogiar, reclamar. O treinador tem que saber ouvir e aceitar. Infelizmente aconteceram coisas dentro do clube em agosto. A pior delas foram as lesões. Umas que vocês souberam e outras não.” acrescentou, ao responder um questionamento da jornalista Aline Fanelli.
O técnico também acrescentou em seu desabafo que os problemas físicos enfrentados pelo elenco nas últimas semanas, devido à intensa sequência de jogos, foram um fator crucial que prejudicou o desempenho do Palmeiras.
“O Palmeiras nunca teve tanta lesão desde que estou aqui. O Estêvão que machucou, voltou e machucou, Murilo também, Mayke… Pedimos muito para adiar o jogo de hoje e falaram que o Palmeiras seria muito beneficiado, sempre é assim. Eu sempre peço para ter três dias de descanso, gramado bom. Minha presidente luta por isso, mas ninguém quer lutar pelo que está indo.” concluiu.
(Foto: Marcello Zambrana/AGIF)