Futebol Brasileirão

Palmeiras decepciona, só empata com o Vitória e pode ficar mais longe do título

O Palmeiras voltou a decepcionar seus torcedores nesta quarta-feira (19). Após as derrotas para Mirassol e Santos como visitante, o Alviverde ficou apenas no empate em 0 a 0 com o Vitória, em pleno Allianz Parque, em jogo adiantado da 37ª rodada do Brasileirão. Mais do que frustrar os cerca de 39 mil torcedores presentes no estádio, o time paulista pode ficar mais distante do título.

Com 69 pontos, o Palmeiras pode ver a distância para o Flamengo chegar a cinco pontos – o Rubro-Negro encara o Fluminense, no Maracanã, ainda hoje. O prognóstico negativo vem acompanhado de outra atuação ruim da equipe palestrina. Mais uma vez, os comandados de Abel Ferreira precisarão de “cabeça fria e coração quente” nesta reta final de temporada, que ainda reserva uma final de Libertadores.

Primeiro tempo sonolento

O cenário do início da partida não foi nada surpreendente. Segundo melhor mandante do torneio, o Palmeiras controlou a posse de bola e jogou praticamente todo o tempo no campo de defesa do Vitória, o segundo pior visitante. Contando com alguns retornos após a Data-Fifa, Abel Ferreira escalou um time com três zagueiros (Murilo, Fuchs e Micael), mas numa formação ofensiva.

A ideia foi colocar Andreas Pereira na cabeça da área para dar melhor qualidade na saída de bola. Pelos lados, Allan e Jefté receberam a missão de alargar o campo. Por dentro, Veiga, Maurício, Bruno Rodrigues e Flaco López se movimentavam com a intenção de confundir a marcação baiana.

O problema é que a troca de passes do Alviverde eram lentas e previsíveis, sendo incapazes de desestabilizar o sistema de 5-4-1 armado por Jair Ventura. Para piorar a vida dos palmeirenses, o Vitória começou a ganhar confiança, saindo para o jogo e criando a primeira boa chance do confronto.

Aos 22 minutos, Renzo López recebeu cruzamento na medida de Ramon e, livre de marcação, testou por cima da meta de Carlos Miguel. Apesar do susto, o Verdão não ficou mais alerta no duelo, seguindo com uma intensidade baixa e perdendo diversos duelos individuais.

A resposta do Palmeiras ocorreu apenas aos 35 minutos, com uma jogada pessoal de Allan. Pela direita, o garoto bagunçou Ramon e Lucas Halter antes de deixar Bruno Rodrigues na cara do gol – o atacante furou, desperdiçando a melhor chance palestrina de inaugurar o placar.

Com poucas emoções, o primeiro tempo terminou com apenas duas finalizações dos donos da casa, contra três dos nordestinos. Sem apresentar um bom futebol, os comandados de Abel Ferreira desceram para o vestiário reclamando de um pênalti, numa bola que pegou no ombro do volante Willian.

Já o resistente Vitória saiu satisfeito com o resultado parcial, mas sabendo que poderia ter criado mais chances nas transições se não fosse o alto número de passes errados – foram apenas 75% de precisão no fundamento.

Desorganizado, Palmeiras tenta pressão no fim 

Insatisfeito com o rendimento do time, Abel Ferreira promoveu duas substituições ofensivas, com Felipe Anderson e Vitor Roque entrando nas vagas de Micael e Bruno Rodrigues. Assim, além de tentar aproveitar o bom momento do “Tigrinho”, recém-convocado para Seleção, o treinador também alterou o esquema tática, optando por um meia no lugar de um zagueiro.

Com disposição e uma formação mais próxima do ideal, o Palmeiras criou. Logos aos 4 minutos, Thiago Couto trabalhou pela primeira vez, defendendo arremates de Allan e Veiga. O lance perigoso, entretanto, não deu início à aguardada pressão palestrina.

Abel voltou a mexer, apostando em Aníbal Moreno e Facundo López nos postos de Veiga e Maurício. Mesmo com as alterações, o Vitória seguiu mais organizado, sofrendo pouco atrás e ficando muito perto de balançar as redes com Baralhas e Erick.

Com as duas equipes pressionadas na tabela e buscando o triunfo, a partida ficou aberta nos minutos finais. Aníbal e Felipe Anderson arriscaram de média distância, enquanto Allan virou uma bicicleta e tentou de cabeça – todos os arremates não acertaram o alvo.

Já na casa dos 40 minutos do segundo tempo, Gustavo Gómez, que também saiu do banco de reservas, virou centroavante. Na base do “chuveirinho”, Vitor Roque aproveitou cruzamento e testou nas mãos do goleiro. Thiago Couto, ainda no fim, fez milagre em chute de Felipe Anderson. Em suma: a blitz final não surtiu efeito.

Palmeiras e Vitória pressionado

O empate sem gols não muda a situação de Palmeiras e Vitória: ambos seguem pressionados nesta reta final de Brasileirão. Com apenas mais quatro jogos para disputar, o Alviverde precisa secar o Flamengo hoje para não ver a distância abrir ainda mais.

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Fora isso, o conjunto alviverde também precisa recuperar o bom futebol praticado na maior parte da temporada. No Allianz Parque, o Palmeiras voltou a ser um time com poucas ideias no momento ofensivo, apostando mais em individualidades e bolas jogadas na áreas.

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Já o Vitória até soma um ponto e vai aos 36, mas não consegue superar o Santos no critério de desempate – a equipe da Baixada Santista ainda enfrenta o Mirassol nesta quarta-feira. Desse modo, o Leão segue precisando jogar no limite para tentar escapar da degola.

No Allianz Parque, o time baiano foi valente, corajoso e bastante disciplinado taticamente. Ainda assim, voltou a apresentar dificuldades nas trocas de passes e nas conclusões. Se não for mais efetivo nas quatro rodadas restantes (Sport, Mirassol, Red Bull Bragantino e São Paulo), o “heroico” empate contra o Palmeiras pode não servir de nada.