Palmeiras 1 x 1 Santos, Brasileirão de 2026
Futebol Brasileirão

Palmeiras não traduz volume de jogo em gols mais uma vez, e eficiência ofensiva preocupa

O ponto conquistado no empate do Palmeiras por 1 x 1 contra o Santos, no Allianz Parque, nesse sábado (02), não foi comemorado pelo alviverde. Mesmo com o grande volume de jogo, o resultado pelo Campeonato Brasileiro foi encarado como negativo em função de atuar como mandante contra um adversário inferior, evidenciando a ineficiência ofensiva.

Ao contrário de jogos recentes no Allianz Parque, a parte inicial do jogo foi marcada pela superioridade tática do adversário e uma falta de objetividade do time treinado pelo auxiliar técnico João Martins. O Palmeiras abaixou as linhas durante a etapa, fechando espaços para evitar oportunidades do Santos. Porém, em um erro, o clube praiano abriu o placar e por pouco quase ampliou a vantagem.

O começo do segundo tempo teve o mesmo modelo de jogo da etapa anterior, surpreendendo Martins, que parecia perdido em certos momentos. Contudo, o Palmeiras passou a gostar mais da partida ainda nos minutos iniciais, criando volume de jogo, com uma grande quantidade de passes e participação coletiva, sobretudo dos jogadores ofensivos.

A pressão teve como consequência o gol de empate, marcado por Flaco López, e o segundo gol, de Jhon Árias, anulado por uma sinalização do VAR sobre um toque na mão do atleta colombiano.

A postura reativa do Palmeiras no primeiro tempo do clássico

A espera de um Palmeiras dominante contra o rival, que estava na zona de rebaixamento, era enorme para a torcida. A expectativa aumentou quando vinha o assunto da liderança, posto ocupado pelo time alviverde. Porém, a postura do técnico Cuca surpreendeu o clube mandante.

A ausência de Abel Ferreira no comando técnico afetou o rendimento do Palmeiras na etapa inicial. O modelo de jogo treinado nos dias anteriores não entrou em campo, mostrando uma equipe pouco envolvente e participativa no confronto. A partida foi marcada pelas constantes disputas e jogadas ríspidas em certas ocasiões.

O time jogou com as linhas recuadas em um momento, esperando um erro individual do Santos para criar jogadas. O Palmeiras possuía domínio na posse de bola, tendo porcentagem superior ao rival já na etapa. Contudo, o time mais perigoso do clássico era o Santos.

A vantagem ofensiva santista gerou o primeiro gol do clássico. Em um erro palmeirense, Igor Vinicius roubou a bola e tocou para Gabriel Bontempo. O jovem de 21 anos passou para Rollheiser, que recebeu a bola e finalizou no canto de Carlos Miguel, tirando qualquer chance de defesa do goleiro palmeirense.

O Palmeiras teve que mostrar maior efetividade, mas a quantidade era escassa. Mesmo assim, o goleiro Gabriel Brazão realizou uma grande defesa, salvando o gol de empate de Jhon Árias.

O primeiro tempo terminou com a ofensividade controlada pelo mandante do clássico e a defensividade como principal parte do jogo tático santista. Porém, a letalidade nas finalizações não se fez presente, exigindo uma diferente postura do Palmeiras na segunda etapa.

Com volume de jogo, Palmeiras não produz grandes chances

Palmeiras empata Santos
No segundo tempo, Palmeiras não criou muitas chances de gol contra o Santos. (Foto: César Greco/S.E.Palmeiras)

Surpreendentemente, o segundo tempo iniciou com a postura ofensiva do Santos. A busca pelo segundo gol parecia mais evidente que o empate alviverde, mas aos poucos, a partida começou a mudar.

O Palmeiras mostrou que as opções são superiores ao rival e não demonstrava cansaço ao decorrer do jogo. O time passou a criar mais volume de jogo, traduzido na maior posse de bola: de 54% a 46% contra o time alvinegro.

Porém, a intensidade palmeirense neste motivo não gerou grandes chances de gol. O Palmeiras teve 19 finalizações contra 13 do Santos, algo inesperado antes do começo do jogo.

Aos 18 minutos veio o gol de empate. Em um lance duvidoso, Barreal perdeu a bola para Allan, que tocou para Andreas Pereira. O meia recebeu e fez cruzamento para baixo e Flaco López apareceu livre no meio da área e empatou o jogo.

Entretanto, o jogo mostrou equilibrado depois do gol, com diversas disputas no meio e as tentativas dos times em propor o jogo. O grande volume de jogo do Palmeiras persistiu, mas sem trazer perigo ao sistema defensivo do Santos.

A intensidade ofensiva palmeirense gerou o segundo gol, nos acréscimos. Porém, o VAR anulou o lance, em virtude de um toque no braço de Árias. O jogo terminou com uma enorme quantidade de volume de jogo do Palmeiras, mas sem trazer letalidade ofensiva. Abel Ferreira e sua comissão técnica precisam treinar este fundamento para os próximos jogos.

Créditos da imagem da capa: César Greco/S.E. Palmeiras