Inegavelmente que o Palmeiras era o “azarão” na final da Libertadores diante de um Flamengo bem mais confiante e consistente na atual temporada, com o Verdão tendo rendido em altíssimo nível em somente três meses de 2025 (apesar da campanha 100% na fase de grupos da Libertadores). A goleada sofrida contra a LDU no jogo de ida por 3 a 0 já entregava sinais de desgaste da atual comissão técnica depois de uma nova forma adotada por Abel Ferreira criando uma solução criativa priorizando os ataques por dentro com dois centroavantes, mas a partir do momento que tivemos os adversários estudando mais o Verdão, a situação mudou totalmente.
Com este cenário tivemos um Palmeiras chegando à final da Libertadores com o título do Brasileirão entregue para o rival carioca depois de ter aberto uma vantagem de três pontos e duas vitórias na reta final, sem conseguir ostentar a confiança de outrora. Mas o que mais chamou atenção foi o estilo de jogo adotado para encarar o Flamengo, pois mesmo com R$ 700 milhões de investimentos e a promessa de que a Libertadores seria um jogo ‘diferente”, tivemos a repetição da mesma apatia e dos problemas vistos nos jogos que culminaram no grande fracasso do ano.
Flamengo não sofreu com o Palmeiras em nenhum momento
É certo reconhecer que o alto desgaste do elenco com a maratona de jogos também acabou sendo responsável pela queda no desempenho e por isso mesmo que a decisão de poupar todos os atletas titulares para o jogo decisivo da Libertadores foi acertada, mas a novidade tática com Bruno Fuchs sendo escalado para formar um trio de zagueiros ao lado de Gustavo Gómez e Murilo acabou dando um recado ao Flamengo de que adotaria estilo reativo no 3-5-2, relembrando o “velho Palmeiras” tão criticado pela torcida.
Esse esquema tático novamente apresentou problemas consideráveis para defender a bola no lado esquerdo principalmente e Piquerez sofreu muito com a presença de Varela, que abriu espaço para Carrascal e Bruno Henrique aparecerem em diversas oportunidades. E quando tinha a bola, o Verdão ficava pouco tempo com a posse por causa dos problemas em tentar atacar devido á necessidade de defender-se com muitos jogadores.
Depois de um sufoco nos primeiros 30 minutos do primeiro tempo e de uma estabilização em um jogo fraco que estava sendo a tônica até meados do segundo tempo, o Palmeiras sucumbiu de vez quando tivemos o erro decisivo em cobrança de escanteio, quando Danilo foi mais inteligente que o sistema de marcação de Abel Ferreira e subiu sem marcação numa cabeçada fulminante para dar o título ao Mengão.
Com a saída de Allan (o único jogador que poderia desequilibrar pelo talento individual naquele momento do jogo), o Palmeiras mostrou-se refém das bolas alçadas na área em uma desesperada busca pelo gol. Vitor Roque teve a única chance real, mas Danilo interceptou a bola de forma épica e deixou o Verdão sem a taça da Libertadores numa final com zero chutes no alvo.
Palmeiras fracassou em tudo no ano de 2025
Mesmo vivendo o seu primeiro ano sem a conquista de nenhuma taça (e dois anos sem títulos nacionais ou internacionais), o Palmeiras sinalizou que manterá Abel Ferreira até 2027. Porém, o clube precisa de uma séria reflexão em relação ao desgaste que o atual estilo de jogo que levou aos fracassos na atual temporada.
Imagem: Gazeta Press