Em reta final de contrato, Palmeiras e Crefisa vivem um momento de expectativa entre a renovação ou encerramento de parceria, e o Alviverde anunciou ter reduzido sua dívida com a da casa de R$ 10 milhões no começo do segundo semestre. Segundo o balancete de julho, o clube precisa pagar R$ 9,3 milhões a patrocinadora, com quem mantém acordo até dezembro.
A projeção é a de que a quantia seja paga até o final de 2024 – em julho, o Palmeiras devolveu a Crefisa um montante próximo de R$ 2 milhões. Neste momento, a dívida já está zerada no passivo não circulante (a longo prazo), sobrando apenas no circulante (a curto prazo).
Os valores da dívida alviverde com a instituição financeira e patrocinadora são referentes a contratações de atletas, como Luan, Guerra, Carlos Eduardo, Dudu e Borja, por exemplo. Na época, o ano de 2015, o Palmeiras firmou o compromisso de devolver o que foi investido.
Três anos depois, em 2018, foi documentado que o clube precisaria repor os valores com acréscimos de juros baseados na taxa de CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no seguinte acordo: caso algum dos jogadores contratados com o aporte da Crefisa fosse vendido, o Verdão teria de devolver o valor com juros ao ser pago pela transferência.
Caso a quantia fosse menor que a investida, porém, ou se o jogador saísse da equipe ao final do contrato, o Palmeiras teria dois anos para quitar seu débito. E um possível lucro ficaria com o clube.
Fora as negociações, o Alviverde tem utilizado também os bônus pagos pela empresa após os títulos conquistados pelo time para abater a dívida. Exemplos são os títulos brasileiros de 2022 e 2023, e no Paulistão de 2024, com a premiação de R$ 4 milhões da Crefisa. No Campeonato Brasileiro, são R$ 12 milhões de prêmio.
Ao final de 2019, a dívida do Palmeiras com a Crefisa chegou a atingir R$ 172,1 milhões e desde então apresentou queda. Além disso, a equipe também não utiliza mais aportes da empresa para a aquisição de reforços.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2024/L/4/bz60SxQeAfxx3OXJkzDg/51400163751-b522f68edf-h.jpg)
Relação entre Palmeiras e Crefisa vive momento decisivo
A três meses do fim do acordo com a Crefisa, o Palmeiras se aproxima da definição de quais empresas serão patrocinadoras do time masculino para a temporada 2025. O Alviverde tem conversado com instituições que já sinalizaram interesse em estampar sua marca no uniforme.
O atual contrato com a Crefisa engloba também a Faculdade das Américas, e na nova concorrência, ambas poderão igualar ofertas de concorrentes para permanecer no clube. Depois da avaliação do marketing palmeirense sobre as candidatas, a presidente Leila Pereira afirmou que iria submeter as ofertas ao Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), que possui como maioria conselheiros aliados da gestão.
O acordo atual tem rendido ao Palmeiras o valor de R$ 81 milhões fixos ao clube, e se aproxima dos R$ 120 milhões a depender dos bônus por conquistas do time. Desde 2015, Crefisa e FAM possuem exclusividade no uniforme do Verdão, e passaram a aplicar o valor mencionado acima em 2019, mantido sem reajuste na renovação de 2021.
Apesar de todo apoio e títulos, parte da torcida tem questionado a manutenção dos valores do contrato nos últimos anos, enquanto rivais estão conseguindo acordos melhores recentemente. A direção tem evitado falar em números, mas reforçou que a concorrência responderá se a camisa alviverde vale mais do que o acordo vigente.