Na comemoração do gol do Palmeiras, Paulinho foi abraçado por todos os companheiros. Foto: Franck Fife/AFP — Reprodução.
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Golaço de Paulinho! Palmeiras vence o Botafogo por 1 a 0 e avança para as quartas de final da Copa do Mundo de Clubes

Neste sábado (28), o Palmeiras venceu o Botafogo por 1 a 0, no jogo que abriu a fase de mata-mata da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Com o resultado, a equipe comandada por Abel Ferreira aguarda o vencedor do confronto entre Benfica e Chelsea, adversário que enfrentará nas quartas de final. O gol da vitória foi marcado por Paulinho, no primeiro tempo da prorrogação. A partida foi realizada na Filadélfia.

Abel Ferreira recebeu uma boa notícia na véspera do confronto: Aníbal Moreno se recuperou do edema na coxa direita e voltou a ser opção para o treinador. No entanto, por precaução, o ex-jogador do Racing começou no banco de reservas. O meio de campo foi formado por Allan, ‘Emi’ Martínez e Richard Ríos. Na defesa, Murilo sofreu uma lesão na coxa esquerda e não deve mais atuar no torneio. Com isso, Bruno Fuchs assumiu a vaga entre os titulares.

Pelo lado do Botafogo, Renato Paiva não pôde contar com o volante Gregore, suspenso após receber o segundo cartão amarelo no duelo contra o Atlético de Madrid. Na ausência do “cão de guarda”, o treinador apostou na entrada de Danilo Barbosa, volante de origem — contrariando a expectativa de que utilizaria uma dobra de laterais-esquerdos, com Alex Telles e Cuiabano. Havia ainda a dúvida sobre a presença de Jair, por conta de uma sobrecarga muscular, mas o jovem zagueiro começou entre os titulares.

Supremacia ofensiva do Palmeiras

Danilo Barbosa tenta interceptar o cruzamento de Estevão. O camisa 41 foi um dos destaques individuais do primeiro tempo. Foto: Franck Fife/AFP/Getty Images — Reprodução.
Danilo Barbosa tenta interceptar o cruzamento de Estevão. O camisa 41 do Palmeiras foi um dos destaques individuais do primeiro tempo. Foto: Franck Fife/AFP/Getty Images — Reprodução.

 

O Verdão começou a partida impondo o ritmo das investidas e logo conseguiu “amarelar” um adversário: Alexander Barboza. Para o azar dos botafoguenses, o zagueiro estava pendurado e terá que cumprir suspensão na próxima partida — caso o clube avance no torneio. No entanto, essa não era a principal preocupação de Renato Paiva no momento, e sim o desafio de manter um defensor advertido desde os três minutos de jogo.

O Botafogo sofreu com a predominância ofensiva do Palmeiras, especialmente pelo lado esquerdo do ataque alviverde, onde Estevão foi o grande destaque. Abel Ferreira percebeu que o adversário manteve o desenho tático mesmo com a entrada de Danilo Barbosa no meio-campo. Assim, Allan seguiu como o homem mais adiantado entre os três meias escalados por Paiva para pressionar por dentro.

Para encontrar espaços, o Alviverde construiu suas jogadas de maior perigo a partir de inversões de bola para a ponta esquerda. Foi assim que os paulistas conseguiram suas duas melhores chegadas antes dos 30 minutos da etapa inicial.

Do outro lado, o Alvinegro de General Severiano enfrentou dificuldades para sair jogando, mas conseguiu escapar da pressão com passes rápidos, acionando seus pontas — Artur e Savarino — como válvulas de escape. Ambos tiveram um bom desempenho no primeiro tempo, especialmente no trabalho de recomposição defensiva, essencial para conter as investidas de Piquerez e Estevão sobre Vitinho. No ataque, a melhor chance veio com Marlon Freitas, em um chute cruzado, mas a zaga alviverde conseguiu desviar o arremate do “Magic”.

Os últimos quinze minutos foram marcados por um equilíbrio maior, com o Palmeiras recuando suas linhas e o Botafogo conseguindo trocar passes com mais fluidez. As principais investidas vieram em finalizações de longa distância: uma de Savarino, pelo lado carioca, e outra de Richard Ríos, pelo lado paulista. Pela intensidade apresentada na maior parte do primeiro tempo, o Palmeiras merecia ter ido para o intervalo em vantagem, mas acabou parando no “quase”. O Glorioso escapou, com sorte, de terminar os 45 minutos iniciais atrás no marcador.

Palmeiras volta melhor, mas saída de Estevão equilibra ações

John voa para afastar o perigo da zaga do Botafogo. Foto: Charly Triballeau/AFP/Getty Images — Reprodução.
John voa para afastar o perigo da zaga do Botafogo. Foto: Charly Triballeau/AFP/Getty Images — Reprodução.

 

De início, a dinâmica de superioridade alviverde se manteve, com Vitor Roque e Estevão sendo bastante participativos nas tramas ofensivas. Foram três lances de perigo nos minutos iniciais, mas, para Abel Ferreira, isso não era suficiente. Então, o treinador decidiu realizar alterações — mesmo que elas fossem questionáveis. Roque saiu para a entrada de Paulinho, enquanto o camisa 41 cedeu lugar a Luighi.

Com essas mudanças, o treinador palmeirense foi alvo de críticas, especialmente pela saída de Estevão, até então o melhor da partida pelo lado alviverde. O objetivo da alteração era claro: confundir a zaga botafoguense com a alternância de Paulinho e Luighi na posição de “ponta de lança”. Dessa forma, o Palmeiras buscava encontrar espaços às costas dos defensores, caso estes saíssem para o combate.

O Botafogo, diante desse novo cenário, tentou remodelar sua tática em função das substituições feitas por Abel Ferreira. Renato Paiva respondeu com uma estratégia de escape, que funcionou para neutralizar os avanços pelo lado direito da sua defesa. Essa missão ficou a cargo de Cuiabano, que cumpriu bem a função.

Apesar da entrada do camisa 66, o Palmeiras passou a concentrar as investidas pelo outro lado e levou mais perigo por ali. Contudo, nenhuma dessas ações chegou perto da que partiu da esquerda: uma cabeçada de Maurício que exigiu uma intervenção espetacular do goleiro John.

A pressão continuava, mas não da forma como Abel Ferreira havia imaginado. O próprio treinador percebeu a necessidade de novos ajustes e, ainda no tempo regulamentar, promoveu mais duas alterações: Allan deu lugar a Mayke, e Facundo Torres entrou na vaga de Maurício. Enquanto isso, o Botafogo se defendia como podia, sem conseguir aproveitar os contra-ataques concedidos. A transição defensiva rápida do Palmeiras permitia recuperar a posse com eficiência.

Mais uma vez, o Botafogo escapou de sair em desvantagem e o placar permaneceu zerado. O árbitro François Letexier enfrentava uma verdadeira panela de pressão — uma experiência típica do futebol brasileiro, com direito a reclamações constantes e pedidos de pênalti. Com isso, a decisão sobre quem avançaria às quartas de final ficou para a prorrogação.

Golaço para “aliviar a dor”

Paulinho faz sua comemoração em menção a "Flecha de Oxóssi". Foto: Franck Fife/AFP/Getty Images — Reprodução.
Paulinho faz sua comemoração em menção a “Flecha de Oxóssi”. Foto: Franck Fife/AFP/Getty Images — Reprodução.

 

Para a felicidade do torcedor do Verdão, Paulinho apareceu para salvar a equipe e abrir o placar para o Palmeiras. Aos dez minutos da prorrogação, o camisa 10 passou entre dois marcadores e finalizou com categoria no canto direito de John. 1 a 0 para o time que foi superior durante toda a partida.

Vale um destaque especial: o jogador, que entrou apenas no segundo tempo, chegou ao “Porco” após sofrer uma grave lesão. Um tratamento eficaz e ágil o recuperou a tempo para disputar a Copa do Mundo de Clubes. No duelo de hoje, aquele que é a personificação do “Flecheiro de Oxóssi” decidiu a classificação para o Palmeiras — e isso foi suficiente para que deixasse o campo com um “legado” marcante na história do confronto.

Após o gol, o Botafogo tentou esboçar uma pressão, mas teve apenas uma chance real na busca pelo empate. E parou em uma grande defesa de Weverton, que consolidou uma atuação segura — ainda que pouco exigida durante os 120 minutos de partida. Fim de jogo: Palmeiras 1 x 0 Botafogo.

Palmeiras rumo às quartas

Na próxima fase do torneio, o Verdão espera o adversário — a ser decidido entre Benfica e Chelsea — para encarar nas quartas de final. O jogo será realizado na próxima sexta-feira (04), às 22h (de Brasília), também no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

Ficha técnica da partida

Palmeiras 1 x 0 Botafogo

Data: Sábado, 28 de junho de 2025
Horário: 13h (de Brasília)
Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)
Público: 33.657 presentes

Árbitro: François Letexier (FRA)
Assistentes: Cyril Mugnier (FRA) e Mehdi Rahmouni (FRA)
Quarto árbitro: Glenn Nyberg (SUE)
VAR: Jérôme Brisard (FRA)

Cartões amarelos:

  • Botafogo: Barboza (3’/1ºT), Alex Telles (34’/1ºT), Artur (20’/2ºT), Newton (49’/2ºT), Montoro (18’/1ºT da prorrogação)
  • Palmeiras: Gustavo Gómez (39’/1ºT e 11’/2ºT da prorrogação), Piquerez (41’/2ºT), Aníbal Moreno (32’/2ºT da prorrogação), Weverton (35’/2ºT da prorrogação)

Cartão vermelho:

  • Palmeiras: Gustavo Gómez (11’/2ºT da prorrogação — segundo amarelo)

Gol: Paulinho, 10’/1ºT da prorrogação (Palmeiras)

Palmeiras: Weverton; Giay, Gustavo Gómez, Bruno Fuchs e Piquerez; Allan Elias (Mayke, 26’/2ºT), Richard Ríos e ‘Emi’ Martínez (Aníbal Moreno, 1’/1ºT da prorrogação); Estêvão (Luighi, 19’/2ºT), Maurício (Facundo Torres, 40’/2ºT) e Vitor Roque (Paulinho, 19’/2ºT). Técnico: Abel Ferreira.

Botafogo: John; Vitinho, Jair (Kaio, 39’/2ºT), Barboza e Alex Telles (Cuiabano, 21’/2ºT); Allan (Montoro, 21’/2ºT), Danilo Barbosa (Newton, 38’/2ºT) e Marlon Freitas; Artur, Savarino (Joaquín Correa, 26’/2ºT) e Igor Jesus.
Técnico: Renato Paiva.

Créditos: Franck Fife/AFP/Getty Images — Reprodução