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Paulo Borrachinha provoca lutadores do topo, mas ainda precisa se provar

Por mais que Paulo Borrachinha esteja sempre em evidência, seja pelas provocações nas redes sociais ou pelas performances no octógono, o lutador brasileiro ainda tem um caminho a trilhar antes de se posicionar novamente entre os principais nomes do peso médio do UFC.

Apesar de já ter disputado o cinturão da categoria, é inegável que Paulo Costa precise de pelo menos mais uma vitória significativa antes de sonhar com uma luta contra nomes como Khamzat Chimaev ou Reinier de Ridder.

Paulo Borrachinha tem um forte confronto nas redes sociais com Chimaev, demonstrando uma animosidade muito intensa e perigosa entre os lutadores. Já em relação a de Ridder, o brasileiro vem perseguindo o holandês no X, buscando de qualquer forma promover uma luta entre eles.

Borrachinha atrai atenção por onde passa, mas vive uma fase irregular dentro do octógono. Desde a sua disputa de cinturão contra Israel Adesanya, em setembro de 2020, quando foi derrotado de forma contundente, ele só venceu duas das cinco lutas que fez.

Mesmo assim, Paulo segue com moral, principalmente após derrotar Roman Kopylov, voltando a ser um ativo considerável na categoria. Tecnicamente ele venceu o número 15 do ranking, mas “midiaticamente”, o brasileiro voltou para o jogo.

Paulo Borrachinha teve ótima performance na vitória sobre Roman Kopylov
Paulo Borrachinha teve ótima performance na vitória sobre Roman Kopylov (Imagem: Jonathan Bachman/AFP)

Borrachinha precisa avançar passo a passo

Se o objetivo real é retornar ao topo da divisão, Paulo Costa precisa reconstruir sua trilha dentro do octógono. E esse caminho passa por nomes que atualmente estão em uma posição mais realista dentro do ranking e da narrativa competitiva da categoria.

Dois adversários que fariam sentido para essa próxima etapa da carreira de Borrachinha são Roman Dolidze e Anthony Hernandez, que têm confronto marcado e vêm apresentando boas atuações. Enfrentar o vencedor desse duelo colocaria Paulo Costa novamente em posição de destaque dentro da categoria, especialmente se vier uma vitória dominante.

Os dois citados são atletas em ascensão e que representariam um verdadeiro teste técnico e físico para o brasileiro. Além disso, uma vitória contra qualquer um deles adicionaria legitimidade à sua campanha por lutas maiores.

Outra possibilidade viável seria uma revanche contra Robert Whittaker, ex-campeão dos médios e que já venceu Borrachinha por decisão unânime em uma luta bastante equilibrada no UFC 298. Um novo encontro entre os dois poderia esclarecer dúvidas que ficaram no ar e oferecer ao brasileiro a chance de mostrar evolução.

Em resumo, Paulo Costa precisa de mais uma vitória contundente contra um adversário acima dele no ranking antes de mirar os top 5 da divisão. Não se trata de negar o que ele já fez, mas de reconhecer que o esporte é momento.

E, neste momento, é necessário reconstruir o caminho até o topo com pés firmes, degrau por degrau. O potencial é inegável, a capacidade de vender lutas idem, mas a realidade competitiva do UFC exige mais uma comprovação dentro do octógono.

Com um bom planejamento e foco, é perfeitamente possível imaginar Borrachinha novamente lutando no topo no futuro. Mas, para isso, precisa ter paciência e superar desafios mais próximos para melhorar suas credenciais.

(Imagem de capa: Reprodução UFC)