Na noite da última quinta-feira, 1, o Pittsburgh Steelers perdeu para o Cleveland Browns fora de casa. A equipe foi dominada pelo adversário durante boa parte do jogo. Foi apenas no último quarto que os Steelers mostraram algum tipo de resiliência para tentar virar a partida, mas foram os Browns que ficaram com a vitória no estouro do relógio.
A atuação dos Steelers escancarou os vários problemas que a equipe nesta temporada, seja um ataque previsível que muitas vezes não sai do lugar ou uma defesa que consegue boas jogadas, mas que não consegue manter o nível durante todo o confronto.
O nível que o Pittsburgh Steelers mostra em campo nesta temporada é resultado dos muitos anos de campanhas medianas. Como bem sabemos, os Steelers estão há 22 anos sem saber o que é uma temporada negativa, e isso se tornou o maior problema da franquia hoje em dia.
Os Steelers se contentaram em ser medianos por muitos anos, sem ter a capacidade de ir muito longe nos playoffs ou ter uma das piores campanhas da liga, o que costuma resultar em escolhas de Draft. O Pittsburgh Steelers viveu no “limbo” da NFL por muitos anos, e isso começa a custar caro.

Principal problema
O Pittsburgh Steelers não termina uma temporada com aproveitamento abaixo de 50% desde 2003, e Mike Tomlin nunca teve uma temporada negativa em seus 19 anos como técnico. Em uma liga projetada para o equilíbrio, esse nível de consistência pode parecer algo positivo, mas não é.
Após vencer seus títulos em sua história, os Steelers parecem cansados de se contentar com temporadas “melhores que a média”, mesmo que a capacidade de Tomlin de extrair recordes positivos de times que muitas vezes não tinham motivos para ganhar mais do que perder continuasse impressionante.
A realidade era a seguinte: Pittsburgh não vencia um jogo de playoff desde a temporada de 2016, e outra temporada com oito ou nove vitórias não provava que os Steelers ainda estivessem perto de brigar pelo título. Começava a parecer que eles estavam estagnados.
A vitória na Semana 3 sobre Cincinnati deu ao Pittsburgh uma semana de falsa esperança, mas a partida de quinta-feira à noite em Cleveland trouxe um lembrete sóbrio de onde exatamente este time está. Os Steelers, após sua melhor atuação da temporada, apresentaram um desempenho apático e previsível.
E sejamos sinceros: esse é o Pittsburgh. Bom o suficiente para roubar algumas vitórias todo ano, mas não um time que você leva a sério em janeiro. O que nos leva a pergunta: o Pittsburgh Steelers precisa de uma temporada negativa, na qual é evitada há 22 anos, para voltar ao caminho certo?
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Realidade do Pittsburgh Steelers
O Pittsburgh começou a temporada como um dos times mais velhos da NFL e o mais velho da AFC, com um quarterback titular de 42 anos. Em outras palavras: tudo está chegando a um ponto crítico, provavelmente muito em breve. Aaron Rodgers tem um contrato de um ano, vários outros contratos terminam após a temporada, e veteranos como Cam Heyward deixaram claro que estão muito mais perto do fim do que do começo.
Há motivos para otimismo em relação ao futuro, o que significa que Pittsburgh não precisa reformular completamente o time. Nick Herbig e Keeanu Benton, Troy Fautanu, Zach Frazier e Mason McCormick oferecem a Pittsburgh peças jovens e promissoras em ambos os lados da bola. A equipe pode investir em 2027 construindo o time em torno desse núcleo jovem, em vez de remendar o elenco atual com soluções paliativas.
Essa é a diferença entre perder de propósito e reconhecer a verdadeira situação de uma equipe. Se o desempenho em dezembro confirmar o que todos vimos no primeiro mês, gastar recursos futuros ou priorizar veteranos simplesmente para garantir mais uma temporada sem derrotas trará mais prejuízos do que benefícios.
(Foto principal: AP Photo/Sue Ogrocki)



