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Vasco: PL do potencial construtivo da reforma de São Januário é aprovado na Câmara Municipal do Rio

O Vasco recebeu na última terça-feira da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro a segunda aprovação do projeto de lei que permite aumentar o potencial de construção do clube no estádio São Januário. Em decisão unânime do parlamento, os membros do legislativo apoiaram o PL com 44 votos favoráveis. Após a votação, o tema segue para o prefeito Eduardo Paes decidir se dá continuidade ou veta a intenção defendida por Pedrinho e pela diretoria vascaína.

A expectativa é de que a aprovação do chefe do executivo seja apenas uma questão de procedimento, pois o prefeito do Rio de Janeiro já expressou seu apoio ao projeto em várias ocasiões e ontem, celebrou a decisão da Câmara Municipal em suas redes sociais. Em entrevista coletiva após a votação no legislativo carioca, Pedrinho ressaltou o longo processo até a aprovação do PL e explicou os próximos passos da reforma de São Januário.

Eu sempre faço uma lembrança aos 10 mil torcedores que lá atrás construíram o estádio do Vasco, há 100 anos, sem nenhuma conexão na internet. Os torcedores vascaínos são representados por aqueles torcedores. A reforma terá um impacto econômico para o Vasco, para o estádio, para a Barreira. A sensação é de uma vitória. Estou separando o momento do campo desse momento especial. Nós desejamos começar as obras em dezembro. A venda do potencial está encaminhada”.

Antes da votação final, os vereadores introduziram emendas no projeto. Eles acrescentaram e modificaram partes do texto original apresentado pelo Executivo. Um dos principais pontos alterados, conforme reportado anteriormente pelo ge, diz respeito ao aumento do percentual do potencial construtivo que o Vasco poderá vender no início das obras — estima-se que o clube receberá cerca de R$ 500 milhões, valor destinado exclusivamente para a reforma do estádio. Por unanimidade, as emendas incluídas no projeto foram aceitas, com 44 votos.

Novo estádio com capacidade para 48 mil torcedores

O projeto de renovação segue o plano concebido durante a gestão do ex-presidente Alexandre Campello, em colaboração com o arquiteto Sérgio Dias. Prevê-se que o estádio tenha capacidade para aproximadamente 48 mil pessoas.

Com a autorização de Paes, o Vasco tem permissão para negociar o potencial construtivo com uma empresa e dar início às obras. A intenção da administração de Pedrinho é iniciar a renovação de São Januário em dezembro e concluí-la até 2027, coincidindo com o centenário do estádio do Vasco.

Projeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias
Projeto de reforma de São Januário, estádio do Vasco — Foto: Projeto: Sergio Moreira Dias, Felipe Nicolau, Willian Freixo, Clarissa Pereira e Ana Carolina Dias

Durante a obra, onde o Vasco vai jogar?

Com São Januário previsto para fechar por cerca de dois anos e meio, o Vasco está explorando opções alternativas para sediar seus jogos. Pedrinho declarou hoje que o clube está considerando estádios tanto dentro quanto fora do Rio de Janeiro.

Temos algumas possibilidades. Uma parceria com o Botafogo, alguns jogos no Maracanã, no estádio da Portuguesa da Ilha e alguns jogos em cidades em que o Vasco tem potencial muito grande de torcedor e de estrutura. A gente vai organizar isso de forma bem equilibrada, com mais calma, sem interferir, principalmente, na questão esportiva. Tem a questão da logística, isso tudo tem que ser pensado, mas a gente vai ter tempo para construir”.

O que é um potencial construtivo?

O potencial construtivo determina o volume máximo de construção permitido em um terreno de acordo com a zona urbana em que está situado. Cada cidade possui um plano diretor que define as especificidades de cada região, incluindo normas específicas para o desenvolvimento urbano.

O terreno onde São Januário está situado é bastante extenso e possui um alto potencial construtivo, porém um estádio não utiliza todo esse potencial. Segundo o projeto de lei aprovado na Câmara, o Vasco recebeu autorização para transferir esse excedente de capacidade construtiva para outro local. Neste caso, trata-se de um terreno na região da Barra da Tijuca.