Sem técnico há mais de um mês, o Botafogo agora vê o acordo com Vasco Matos ser desfeito. O português havia chegado em um acordo verbal com o clube. No entanto, o treinador escolheu permanecer no Santa Clara e já até anunciou renovação do contrato com o time, que agora vai até 2027.
Segundo o ge, Matos estava entusiasmado com a ideia de treinar uma equipe brasileira. Mas dois fatores teriam acabado com as chances de contratação. O primeiro é que o Botafogo não conseguiu garantir que o treinador poderia exercer o cargo em torneio de nível máximo, como a Libertadores.
Atualmente, Vasco possui licença A da UEFA, que está um nível abaixo da UEFA Pro. Esta última seria equivalente à Conmebol Pro, requisito para os técnicos que comandam equipes dos torneios da América do Sul. Além disso, também é uma exigência o mínimo de cinco anos de experiência, o que Matos não tem.
O segundo fator é que o Botafogo teria feito propostas de última hora para alterar o acordo que já havia sido firmado. Não houve a confirmação de quais seriam essas mudanças.
Motivos de incerteza no Botafogo
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No dia 3 de janeiro foi confirmado a saída de Artur Jorge do Botafogo. Desde então, o clube busca por um substituto para o cargo. Diversos nomes já foram vinculados ao time, enquanto John Textor, CEO da SAF, chegou a abrir conversas com outros.
Apesar das tentativas, o Glorioso ainda não tem um técnico definitivo escolhido. Nesse período, Carlos Leiria assumiu o time, mas não convenceu. No momento, a equipe vem sendo comandada por Cláudio Caçapa, que, após contratação de um treinador definitivo, irá ser auxiliar permanente.
Mas por que o clube campeão do Brasileirão e da Copa Libertadores em 2024 não consegue fechar com um técnico?
Problemas do Botafogo
Há algumas situações que chamam a atenção, mesmo tendo ocorrido no Lyon. John Textor é dono do clube francês, que não está vivendo seus melhores momentos. Na atual janela de transferência, o time está proibido de contratar jogadores, por estar passando por uma crise financeira.
Para piorar, ainda pode ser rebaixado por isso. O Lyon tem até o fim da temporada da Ligue 1 para resolver o problema. Caso contrário, a Direção Nacional de Controle e Gestão da Liga de Futebol Profissional da França já informou que irá rebaixar o clube.
O assunto não envolve o Botafogo de forma direta, mas coloca Textor no centro da polêmica. E, assim, não contribui para uma boa imagem do Fogão, já que o americano está diretamente ligado às decisões do time carioca.
Mas ainda há os problemas do próprio Botafogo. Nesta janela de transferências, alguns nomes importantes deixaram a equipe. Tchê Tchê, Luiz Henrique e Lucas Halter não ficaram para 2025, só que foram alguns dos jogadores mais utilizados no ano passado. E, na maioria das vezes, sendo titulares da equipe.
Além de suas saídas, as contratações que chegam não parecem estar à altura. Com poucas exceções, os reforços do Glorioso não tem agradado à torcida alvinegra. Para alguns, se tratam de apostas e um exemplo disso é Nathan Fernandes. Com 19 anos, o atacante era reserva no Grêmio, mas se mostra promissor.
Outra contratação que não deixou muitos torcedores felizes foi a de Arthur. Revelado pelo Palmeiras, voltou para o time em 2023 e não teve boa passagem pela equipe. Estava no Zenit e fez 35 jogos, com sete gols marcados e cinco assistências. Ainda, o time também contratou jogadores menos conhecidos, como Jair Cunha, Kauan Lindes e Rwan Cruz.
E tudo isso sem ainda ter um técnico definido para a temporada. Técnicos como Tite, André Jardine, Rafa Benítez, entre outros, já foram vinculados ao clube. As informações que saem é que todos recusaram as propostas.
Claro, não há a informação do porquê negaram. No entanto, os problemas de organização, ou má organização, do Botafogo chamam a atenção e podem ter sido um dos motivos.
Foto: Getty Images