Uma tendência crescente da Premier League são as caras contratações de jogadores que não fazem parte do seleto grupo “Big Six” (Arsenal, Manchester City, Liverpool, Chelsea, Manchester United e Tottenham). Neste verão europeu, City, Spurs e os Blues realizaram contratações por valores semelhantes ou superiores a £ 100 milhões, principalmente pelos seguintes jogadores: Elliot Anderson, Morgan Rogers e Sandro Tonali.
Desde o verão de 2016, os times que integram o Big Six gastaram aproximadamente £2,8 bilhões em jogadores de rivais da Premier League que não fazem parte do Big Six. A propensão cresceu exponencialmente: os £647 milhões gastos na temporada 2025/26 representaram o valor mais alto da história, e o total já chega a £420 milhões no atual verão.
Os clubes da Premier League estão realizando mais negócios internamente?
As equipes da Premier League estão cada vez mais contratando atletas de dentro da própria competição. O valor total com contratações entre clubes da Premier League atingiu £ 1,29 bilhões na temporada passada, considerado o maior valor da história, por uma larga margem.
Esta tendência ocorre porque os clubes estão cada vez mais buscando contratar jogadores com experiência e menores riscos comprovados. No entanto, essa segurança possui um preço elevado cada vez maior. Seria uma comparação mais legítima analisar a proporção do dinheiro gasto em jogadores que já atuam na Premier League.
Essa participação alcançou o mínimo histórico de 14% na temporada 2018/19, sendo que a maioria dos clubes gastou muito dinheiro com jogadores estrangeiros. Entretanto, de uma maneira geral, essa porcentagem apresentou uma tendência de alta desde então e atualmente está em 41%.
Quais são os clubes que dependem mais do mercado interno?
O clube que realizou as maiores quantias de transferências da Premier League é o Chelsea, que gastou um valor impressionante de £862 milhões em jogadores de outros clubes da competição a partir do salto de contratações em 2016. Grande parte dessa quantia foi investida desde a aquisição do clube pela empresa BlueCo em 2022.
O maior corredor de negociações dentro da Premier League segue sendo entre Brighton e Chelsea, com negócios que somam £263 milhões desde o verão de 2016. O Leicester é o segundo clube da lista, com aproximadamente £ 222 milhões e em seguida vem o Aston Villa por £ 156 milhões, com Alejandro Garnacho fazendo o trajeto contrário por empréstimo neste verão.
Contudo, o Big Six vende diversos jogadores para os demais clubes da Premier League. O Chelsea está em uma faixa à parte quando se trata de gastar (£ 862 milhões) e vender (£ 683 milhões) para os adversários do campeonato nacional desde a temporada 2016/17.
A janela de transferências da Premier League no verão está em alta
O mercado de negociações de alto nível segue em alta, sendo que o preço médio de uma contratação de elite alcança os £ 68 milhões. Com a exceção da transferência de Mateus Fernandes do rebaixado West Ham para o Tottenham pelo valor de £ 85 milhões, seis das dez grandes transferências foram entre clubes da Premier League neste verão europeu.
Até o momento, os Spurs lideram a lista de gastos de transferências, com £237 milhões investidos. Atrás dele, vêm o também londrino Chelsea (£203,5 milhões) e o Manchester City (£129 milhões).
Na época do Índice de Custo do Elenco (SCR, na sigla em inglês), os clubes que integram o Big Six demonstram acreditar cada vez mais que os jogadores da Premier League entregam um risco de contratação menor. Em paralelo, também aos outros clubes do torneio um dos caminhos mais rápidos para conseguir folga financeira.
O rumo é evidente: uma quantidade maior de dinheiro da Premier League está ficando dentro da competição, e o Big Six está cada vez mais procurando contratações de dentro da Inglaterra.
Créditos da foto da capa: Reprodução/Tottenham



