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PSG sofre com ferrolho do Arsenal, mas garante o Bi da Champions nos pênaltis 

A esperada final da UEFA Champions League em Budapeste chegou, com o Arsenal buscando a primeira orelhuda de sua história e o PSG querendo impor o início de uma dinastia na Europa. E o Paris Saint-Germain novamente fez história, enfrentando um ferrolho defensivo absurdo dos Gunners, mas conseguindo empatar em 1 a 1 e levar nos pênaltis por 4 a 3.

O PSG sofreu um gol logo no início e, mesmo estando longe do que pode produzir,  tentou empurrar o Arsenal para atrás, mas tinha muita dificuldade de finalizar, sendo totalmente encaixotado pelos Gunners.

Já no segundo tempo, o PSG martelou e igualou o jogo num pênalti. O time teve até chances de virar, porém, tinha uma defesa muito sólida do outro lado, que levou a partida para as penalidades máximas, onde  o Paris Saint-Germain foi mais competente e venceu com o erro de Gabriel Magalhães.

A vitória do PSG coroou o time que tinha mais recursos, jogou melhor, atacou mais e era claramente mais forte que o adversário. A conquista premia o trabalho fantástico de Luis Enrique, levando ao bicampeonato uma equipe que antes dele colecionava fracassos na Champions League. Parabéns ao Paris Saint-Germain, que provou claramente que é o melhor time da Europa e do mundo.

Confira em detalhes como foi a segunda conquista seguida do PSG na UEFA Champions League, fazendo história mais uma vez, merecidamente. Allez Paris!

Arsenal marca cedo e se defende bem

O Paris Saint-Germain tinha mais a bola no início do jogo, mas não era uma posse objetiva. E eis que aos cinco minutos, num bate e rebate no meio-campo, a redonda sobrou para Kai Havertz, que avançou em alta velocidade, entrou na área e fuzilou Safonov, no alto, sem chances para o goleiro do PSG, abrindo o placar, 1 a 0 para o Arsenal.

Após o gol, o PSG ficou ainda mais com a bola, colocando pressão em busca do empate com muita movimentação e troca de posições para avançar em trocas de passes. A primeira boa chance foi aos 12’, num belo lançamento de Doué para Fabián Ruiz, que partiu pela ponta esquerda e finalizou por baixo, cruzado, para fora.

Sem a bola, o Arsenal marcava com blocos sólidos e dobrava a marcação nos principais jogadores do PSG quando buscavam jogadas individuais. Desta forma, mesmo tendo poucas ações ofensivas, o time inglês pouco sofria na defesa, pois não permitia nem de longe finalizações do Paris Siant-Germain, que apresentava uma posse estéril.

E assim o Paris Saint-Germain empurrava o Arsenal para dentro da própria área, mas não conseguia chutar a gol. O time francês adiantava as linhas, girava a bola, tentava infiltrar, porém, nada acontecia, pois estava totalmente encaixotado pelo sistema defensivo dos Gunners, que contava com todos os atletas o tempo todo atrás da linha da bola.

Com esse verdadeiro ataque contra defesa, totalmente dominado pelos defensores, o Arsenal levou a vantagem de 1 a 0 para o intervalo, com o gol cedo de Havertz, que determinou como se desenvolveria essa morna primeira etapa de uma aula tática de Mikel Arteta na arte de se defender.

PSG martela, consegue pênalti e empata a partida

A segunda etapa começou como terminou a primeira. O Paris Saint-Germain empurrava o Arsenal para dentro da própria área sem conseguir finalizar. O time francês tocava, tentava e nada acontecia. De finalização, só aos 9 minutos, com Hakimi cobrando falta nas mãos de Raya. A situação do PSG era bem complicada, pois não via saída para furar esse ferrolho inglês.

Entretanto, de tanto martelar, aos 18 minutos, Dembélé tabelou com Kvaratskhelia, que foi derrubado por Mosquera na área, num pênalti claro. Depois de revisão do VAR, Dembélé foi para a bola e deslocou Raya para fazer o gol do empate do Paris Saint-Germain, 1 a 1 em Budapeste. A tendência era de um jogo totalmente diferente daí para a frente.

Dembélé comemora gol de empate do PSG, fundamental para o título da Champions League diante do Arsenal
Dembélé comemora gol de empate do PSG, fundamental para o título da Champions League diante do Arsenal (Imagem: Getty Images)

Mesmo sofrendo o gol do empate, o Arsenal seguiu inteiro no campo de defesa, deixando clara que seguiria jogando no contragolpe por uma bola. Só que apesar de estar melhor em campo, o PSG só finalizou de longe, com Vitinha.

Aos poucos o Arsenal foi tentando sair mais ao ataque, mas quando estava pegando confiança, permitiu um contra-ataque ao Paris Saint-Germain que ficou perto de ser mortal. Aos 32 minutos, Kvaratskhelia arrancou desde o meio-campo pela esquerda e foi parar na área, finalizando com o desvio de Lewis-Skelly, para depois a bola ainda bater na trave de Raya. Que oportunidade do PSG!

Na reta final o jogo ficou aberto e frenético, com os dois times tendo mais espaço e tentando explorar em velocidade. A sensação que estava pairando era de que um gol sairia a qualquer momento. E aos 43 minutos ele quase saiu, Nuno Mendes lançou no pé de Doué, que partiu para cima e passou para Vitinha, o português bateu de primeira e a bola passou com muito perigo.

Nos acréscimos, o PSG tentou ainda virar o jogo, tocando bola no campo de ataque para achar espaços, mas a oportunidade aconteceu só no último lance e quando o Arsenal saiu um pouco mais e permitiu um contragolpe bem veloz de Barcola, que saiu na cara de Raya, porém, chutou para fora. E assim, a final da Champions League foi para a prorrogação, depois desse amarrado 1 a 1.

Tempo extra amarrado e jogadores exaustos

A prorrogação começou diferente do que foi o jogo. O Arsenal aumentou um pouco sua posse de bola e tentou atacar mais, canalizando suas jogadas ofensivas pelo lado direito com Madueke sendo muito acionado. Apesar disso, os ingleses não tinham vida fácil para finalizar.

O tempo foi passando e o PSG voltou a ficar mais com a bola, porém, sem conseguir finalizar e nem criar chances claras de gol. Parecia mais cansado e sem força física e mental para provocar uma finalização. Desta forma, nada de importante aconteceu na primeira etapa da prorrogação.

Já no segundo tempo da prorrogação, o PSG foi mais ofensivo, alugou o campo de ataque e tentou acabar o jogo antes dos pênaltis. Mas, apesar do maior volume, o time francês não conseguia finalizar, sendo encaixotado pelas linhas defensivas do Arsenal, que marcava de forma eficiente e bem disciplinada.

O Paris Saint-Germain seguia empurrando o Arsenal para atrás, girando a bola de um lado para o outro, mas sem conseguir penetrar na forte defesa inglesa. O máximo que o PSG conseguiu foi um chute mascado de Doué, enquanto os Gunners não fizeram quase nada, a não ser uma tentativa de Timber para fora e um chute desviado de Gyokeres, numa pressão nos minutos finais. Com esse roteiro, a final da Champions League foi para as penalidades máximas.

Os pênaltis começaram com o PSG batendo. Gonçalo Ramos bateu forte e no ângulo, abrindo o placar. Gyokeres foi o primeiro pelo Arsenal e deslocou Safonov, empatando o duelo. Doué chutou muito bem também e recolocou o Paris Saint-Germain na frente. Mas, pelo lado dos Gunners, Eze chutou para fora a segunda cobrança do time de Londres.

Com o erro do adversário, o Paris Saint-Germain poderia abrir vantagem com Nuno Mendes, mas o goleiro Raya foi muito bem para defender. Enquanto isso, na sequência, Declan Rice igualou o placar das penalidades em 2 a 2. Hakimi foi para a bola e anotou o terceiro do PSG. Com isso, Gabriel Martinelli tinha que bater para empatar e chutou forte no ângulo, deixando tudo igual em 3 a 3.

Lucas Beraldo era o último do PSG e bateu muito bem, na bochecha da rede, deslocando Raya. E o pênalti derradeiro do Arsenal estava nos pés de Gabriel Magalhães, mas o brasileiro chutou por cima da trave, deixando o título com o Paris Saint-Germain.

Final: PSG 1 (4)x(3) 1 Arsenal

(Imagem de capa: Ina Fassbender/AFP)