A 32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro foi bastante intensa e promoveu uma verdadeira dança das cadeiras entre os treinadores. A rodada, que começou na quarta-feira (16) e terminou neste domingo (20), fez com que três técnicos perdessem seus cargos por conta de resultados negativos das suas equipes. Saíram: Nelsinho Baptista (Ponte Preta); Luizinho Lopes (Vila Nova) e Alberto Valentim (Ituano).
Com isso, a segunda divisão nacional chegou ao número de 28 trocas de técnicos, de acordo com levantamento feito pelo ‘ge’. Apenas quatro clubes da Série B ainda não mexeram em seus comandantes. Eduardo Baptista (Novorizontino), Fábio Carille (Santos), Mozart (Mirassol) e Rafael Guanaes (Operário-PR) são os únicos que ocupam o cargo desde o início da competição.
Por coincidência, três destes clubes estão entre os quatro primeiros colocados da Série B. O Santos (1°), o Novorizontino (2°) e o Mirassol (4°). Vale destacar que Carille vive um ano de altos e baixos no Peixe e já chegou, inclusive, a ser sondada uma troca de comando, algo que não se concretizou até o momento. Enquanto isso, Eduardo e Mozart seguem seus trabalhos longevos, que vão desde 2022 e 2023, respectivamente.
Times que mais demitiram na Série B
Na contramão das equipes acima, algumas equipes da segunda divisão não hesitaram em demitir seus treinadores nos momentos de instabilidade na competição. O Coritiba é o campeão de trocas, com quatro. O time paranaense começou com Guto Ferreira, e teve ainda Guilherme Bossle, Fábio Matias e James Freitas até a chegada de Jorginho, atual comandante da equipe.
Logo depois, vem o Guarani que, ao contrário do Coxa, luta de todas as formas para deixar a zona de rebaixamento. O time de Campinas já teve quatro técnicos em seu comando e promoveu três trocas, até chegar a Allan Aal. Avaí, Brusque, CRB, Chapecoense, Ponte Preta, Sport e Vila Nova aparecem na lista de clubes que promoveram duas trocas. América-MG, Ceará, Botafogo-SP, Ituano e Paysandu trocaram de técnico uma vez.
O que chama atenção é que alguns técnicos estão em seu segundo trabalho na atual Série B. Gilmar Dal Pozzo, por exemplo, fez uma troca de rivais: saiu do Avaí e foi para a Chapecoense. O Vila Nova começou o campeonato com Márcio Fernandes, que foi para o Paysandu ocupar a vaga do demitido Hélio dos Anjos, que comanda o CRB desde a saída de Daniel Paulista.
Léo Condé chegou ao Ceará para substituir Vágner Mancini, que agora treina o Goiás. O time goiano era comandado por Márcio Zanardi, que agora é técnico do Botafogo-SP. Isso prova que a rotatividade dos técnicos no futebol brasileiro é algo impressionante.
(Foto: M Schincariol/Ituano)