Thiago Wild
Tenis

Queda de Thiago Wild: é o fim da era do tenista representando o Brasil?

Thiago Wild vive péssimo momento em sua carreira. Com 25 anos, o tenista brasileiro está em uma grande queda e perdeu seis jogos seguidos. Após alcançar seu melhor ranking em 2024, o paranaense não manteve o mesmo desempenho e, agora, não está mais nem no top 100.

Com apenas duas vitórias na atual temporada, Thiago também já não disputa mais no Circuito da ATP. Jogando em Challengers, tem perdido para tenistas muito abaixo no ranking. Como Mili Poljicak, que era 276º, em Monza, ou Max Hans Rehberg, 240º, em Nápoles.

Por conta de suas derrotas, Wild viu João Fonseca se tornar o número 1 do Brasil. Mas não só isso, como também foi ultrapassado por Thiago Monteiro. Agora, vê Felipe Meligeni se aproximar também após título conquistado no Challenger da Cidade do México.

Os dois estão separados por apenas seis posições na última atualização do ranking, com Meligeni sendo o 119º. A queda de Thiago Wild acaba trazendo à tona uma questão já muito discutida: o brasileiro deve continuar representando o Brasil em torneios de nações?

Thiago Seyboth Wild quebra raquete. Foto: Benjamín Villela/Chile Open
Thiago Seyboth Wild quebra raquete após derrota. Foto: Benjamín Villela/Chile Open

Thiago Wild e o Brasil

Na Copa Davis, em fevereiro, Thiago Wild já não estava em bom momento. Mas ainda foi chamado para integrar a equipe brasileira e perdeu sua única partida, para Arthur Fils. Um dos argumentos para que o paranaense fosse chamado era o seu ranking. Na época, ainda estava na frente de Thiago Monteiro e dentro do top 100.

Mas e agora? Wild não só está fora do top 100 e vive uma fase péssima, como também está perto de passar a ser o número 4 do Brasil. Há argumentos para defender o tenista com a equipe brasileira?

Thiago pode, é claro, se recuperar e voltar a ter resultados. Mas suas últimas derrotas mostram um declínio complicado. Não perdeu para jogadores do top 100 e sim para atletas até mesmo fora do top 200. Ainda, não possui uma grande carreira, com ótimas marcas conquistadas.

Wild tem apenas um título no Circuito da ATP, conquistado em março de 2020, no ATP 250 de Santiago, disputado no saibro. Até mesmo em Challengers, o tenista não tem sucesso e foi campeão pela última vez em setembro de 2023.

Sem nunca ter entregado aquilo que era esperado de si em quadra, Thiago Wild sempre foi questionado por diversos fãs brasileiros. Além disso, tem o costume de se irritar, o que não é uma boa imagem para o tenista. Agora, sem resultados e sem ranking, talvez finalmente tenha chegado a hora de deixar o atleta longe das competições de nações.

Thiago Wild perdeu para Arthur Fils na Copa Davis
Thiago Wild esteve envolvido em discussão em jogo da Copa Davis. Foto: Lairys Laurent/ABACA/Shutterstock Editorial/Profimedia

Quem assume o lugar?

Thiago Monteiro tem seus altos e baixos, mas é uma boa opção. Além disso, não há dúvidas que João Fonseca é quem irá liderar pelos próximos anos. O jovem de 18 anos tem os resultados, o ranking e, além disso, mostra o talento e mental para isso.

Ainda, Felipe Meligeni pode conseguir se firmar no top 100. Ainda não entrou e, quando entrar, será seu melhor ranking na carreira. Mas está perto o suficiente para que todos possam acreditar que o tenista pode entrar e se firmar. Se conseguir, é mais um bom nome para ser convocado pelo Brasil.

Nos próximos anos, uma nova geração de tenistas brasileiros irá começar a aparecer também. Há uma grande expectativa com o futuro de alguns nomes, como Guto Miguel, muito conhecido como Gutão. Caso o jovem consiga fazer o que é esperado, pode se juntar a Fonseca nessa liderança.

O que não dá mais é para chamar tenistas que não estão rendendo, como Thiago Wild, apenas por conta do que já apresentou ou do que era esperado. Hoje, temos outros nomes a serem convocados e que podem representar melhor o país.

E, se quiser recuperar a confiança da torcida brasileira, o paranaense precisa mostrar grande reação em quadra. O que está cada vez mais difícil de acreditar que pode acontecer em breve.

Foto: Álvaro Isidoro/FPT