Rashford
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Rashford tem volta por cima ameaçada com retorno de Raphinha no Barcelona; Confira

O atacante Marcus Rashford vem chamando atenção em La Liga, graças à sua ótima fase com a camisa do Barcelona. Titular desde a lesão de Raphinha, o inglês é um dos jogadores mais utilizados por Hansi Flick — só Eric García atuou mais — e vive seu melhor momento no clube, acumulando seis gols e sete assistências. Enquanto o brasileiro segue em recuperação, Rashford assumiu papel fundamental no sistema ofensivo do treinador alemão. No entanto, com a expectativa de que Raphinha receba alta médica e volte ao time no sábado, contra o Athletic Club, existe a possibilidade de seus minutos diminuírem à medida que o capitão recuperar o posto.

Em sua melhor forma, Rashford é decisivo: explosivo, direto e dono de um chute de elite. Porém, ainda depende excessivamente de jogadas pontuais em vez de uma regularidade sustentável. Pode encantar e decepcionar em instantes. Seu status de estrela é indiscutível; o questionamento está no tamanho da influência que o inglês consegue exercer ao longo da temporada. Flick montou uma engrenagem ofensiva feroz em seu primeiro ano, mas essa máquina começa a apresentar falhas.

A derrota por 2 a 1 para o PSG marcou o início da queda de rendimento de Rashford. Depois vieram o vexame por 4 a 1 diante do Sevilla, o revés contra o Real Madrid e o empate por 3 a 3 com o Club Brugge. Os indicadores mostram declínio, ainda que leve: o time passou de 2,90 gols por jogo na última temporada para 2,75 nesta; os xG caíram de 2,42 para 2,10; e as grandes chances criadas diminuíram de 4,2 para 3,6 por partida. São diferenças pequenas, mas suficientes para mostrar que o Barça atual é menos produtivo do que no primeiro ano de Flick. A irregularidade de Rashford é uma das explicações.

À primeira vista, os números de Rashford parecem positivos no Barcelona: 13 participações diretas em gols em 16 jogos é excelente. Ele também participa muito mais da construção, com 60,2 toques por 90 minutos — a maior marca de sua carreira — e finaliza com frequência, cerca de 4,5 vezes por partida. Contudo, seu xG por chute caiu para 0,07, o menor da carreira, indicando que boa parte das tentativas parte de posições ruins ou situações forçadas. O técnico Hansi Flick reforça que o atacante é importante, e de fato ele é, mas talvez não seja um jogador de produção constante.

Se a equipe suportar decisões equivocadas e oportunidades desperdiçadas, ainda assim terá alguém capaz de definir jogos. A queda do Barcelona não passa apenas por ele: há impacto das lesões, da perda de intensidade e do desgaste emocional que surge quando elenco e adversários identificam fragilidades. Esses fatores, combinados, podem comprometer toda uma campanha. Comparando com Raphinha, Rashford registra 1,03 gols + assistências por 90 minutos nesta temporada, contra 1,08 do brasileiro antes da lesão. Entre as cinco grandes ligas, apenas Mbappé (5,0) finaliza mais do que ele (4,4) entre atacantes com ao menos 720 minutos.

A disputa, porém, é dura: Raphinha viveu a melhor fase da carreira em 2024/25, ficou em quinto na Bola de Ouro e era peça complementar que rendia como superestrela. Rashford, por sua vez, tem status de estrela, mas entrega um pouco menos. E isso sem considerar o que o clube mais precisa neste momento. Atualmente, o Barcelona ocupa a vice-liderança de La Liga com 28 pontos, três atrás do Real Madrid. O próximo compromisso será contra o Athletic Bilbao, neste sábado (22), às 12h30 (horário de Brasília), no Camp Nou.

Foto: Getty Images

Rashford intensifica disputa por vaga no time titular do Barcelona, enquanto Raphinha se aproxima do retorno

Desde que chegou ao Barcelona, Marcus Rashford demonstra ambição para assegurar sua posição entre os titulares, mesmo reconhecendo que o retorno de Raphinha ameaça sua sequência. Segundo o The Analyst, ele se consolidou como uma peça de peso para Flick: soma seis gols e sete assistências e vive seu momento mais participativo, com média de 60,2 toques por 90 minutos — recorde na carreira.

Mas o cenário não é totalmente favorável. Apesar do volume ofensivo, suas finalizações nem sempre ocorrem em condições ideais. Chuta bastante (aprox. 4,5 vezes por jogo), porém seu xG por tentativa é baixo (0,07). Em tom diplomático, Flick resumiu após uma partida: “quando você vê as chances que ele tem, um ou dois gols a mais fariam diferença”.

Para permanecer relevante, Rashford adota um discurso de evolução: “meu foco não está só no resultado — se eu fizer as coisas certas, sei que posso marcar ou dar assistências”, afirmou ao The Analyst. A declaração reflete o desejo de criar conexões dentro do grupo e se adaptar ao estilo catalão.

Outro ponto crítico é a contribuição defensiva. No sistema de Flick, intensidade na pressão é obrigação — especialmente nas transições. Porém, Rashford registra apenas 0,6 desarmes + interceptações por 90 minutos, muito abaixo de perfis mais agressivos. Raphinha, antes da lesão, se destacava justamente nessa área.

Mesmo assim, o inglês mostra disposição para se reinventar. O The Analyst aponta que ele pode atuar de forma mais centralizada, abrindo espaço para coexistir com Raphinha. Essa versatilidade pode ser fundamental para manter minutos à medida que o brasileiro retome o ritmo.

Externamente, ele também tem respaldo. Rio Ferdinand, por exemplo, afirma que Rashford entrega elementos únicos ao ataque — talvez não como titular absoluto, mas como peça valiosa dentro do elenco.

Em resumo, Rashford sabe que a concorrência é feroz, mas tenta provar que pode contribuir em diferentes funções e ser mais do que apenas gols e assistências. Os próximos meses indicarão se a curva ascendente que ele iniciou no Camp Nou se sustenta.

Foto: Getty Images

Rashford tenta acelerar adaptação para se firmar em La Liga em sua primeira experiência fora da Inglaterra

No Barcelona, Marcus Rashford vive um processo de reinvenção. Pela primeira vez longe da Inglaterra, ele enfrenta o desafio de se adaptar a um campeonato com ritmos, espaços e dinâmicas bem diferentes da Premier League. Sua missão é transformar potencial em constância e se consolidar como peça indispensável no projeto catalão.

Contratado por seu valor técnico e de mercado, Rashford chegou sob o olhar de Flick, que enxergava no inglês profundidade, potência e velocidade — qualidades essenciais para o modelo que busca implementar. No entanto, a transição para o futebol espanhol requer ajustes.

Em La Liga, onde o jogo é mais paciente e o espaço entre linhas mais restrito, Rashford trabalha para ampliar sua participação ofensiva, se oferecendo mais ao jogo e aprendendo a atuar tanto por dentro quanto recebendo de costas. Ele busca aprimorar o jogo associativo e tomar decisões mais qualificadas no terço final, reduzindo ações impulsivas típicas de uma liga mais vertical como a inglesa.

A intensidade sem a bola também é crucial. A filosofia do Barcelona exige pressão constante, algo ainda em processo de internalização por parte do atacante. Internamente, a evolução defensiva é vista como etapa decisiva para que ele se firme como titular num elenco altamente competitivo.

No entanto, o inglês demonstra personalidade e vontade de aprender. É elogiado pela dedicação nos treinos, entrega bons números e vem desenvolvendo sintonia tanto com jovens como Lamine Yamal quanto com veteranos como Lewandowski.

A adaptação cultural também pesa: nova língua, rotina e ambiente tático. Pessoas ligadas ao clube comentam que Rashford tem buscado integração fora de campo, reconhecendo que seu bem-estar influencia diretamente o rendimento.

Com o retorno de Raphinha e a ascensão de outros atletas, a pressão por minutos aumenta — mas isso se transforma em estímulo para sua evolução. Para se impor na liga espanhola, ele precisa ir além da explosão e dos gols: deve provar regularidade, entendimento tático e competitividade semana após semana.

Ainda em processo de adaptação, Rashford vive seu primeiro grande teste fora da Inglaterra. O talento é evidente — resta saber se ele conseguirá transformar essa etapa em afirmação definitiva no futebol espanhol.

(Foto: Getty Images)