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Real Madrid sofre derrota surpreendente para o Betis e deixa alerta para Mourinho; veja

Poucos imaginavam o resultado que aconteceu no Estadio de La Cartuja. Na noite anterior, o Real Madrid sofreu uma surpreendente derrota por 1 a 0 para o Real Betis, em uma partida na qual a equipe de José Mourinho dominou boa parte das ações, mas não conseguiu transformar as oportunidades em gols.

O treinador português promoveu algumas mudanças na escalação, mas colocou em campo uma de suas formações mais fortes, reconhecendo a dificuldade do confronto diante do Betis. Mesmo fora de casa, o Real Madrid assumiu o controle da partida desde os primeiros minutos.

O primeiro tempo terminou sem gols, apesar do amplo domínio dos visitantes. O cenário não mudou depois do intervalo. O time de Mourinho aumentou a pressão, adiantou suas linhas e continuou procurando o gol que poderia abrir o caminho para a vitória.

Real Madrid domina, mas sofre primeira derrota

Quando o gol parecia estar mais próximo para o Real Madrid, foi o Betis quem encontrou o caminho das redes. Troy Parrott aproveitou uma jogada de bola parada e finalizou de muito perto para colocar os donos da casa em vantagem.

A partir daí, o Real Madrid teve apenas dez minutos para buscar uma reação. A equipe ainda teve uma oportunidade clara para empatar, mas um gol foi anulado e, posteriormente, Kylian Mbappé desperdiçou uma cobrança de pênalti.

O apito final confirmou a primeira derrota do Real Madrid na temporada sob o comando de Mourinho. O resultado também voltou a expor uma dificuldade que já havia aparecido na estreia fora de casa contra o Espanyol: a equipe ainda encontra problemas para repetir longe de seus domínios o mesmo nível apresentado em casa.

A derrota pode ser considerada um resultado duro diante do que aconteceu em campo, mas também deixa uma questão importante. Um elenco com o talento ofensivo do Real Madrid não pode criar tantas oportunidades e terminar uma partida sem balançar as redes.

Os comandados de Mourinho tiveram diversas chances. Mbappé viveu uma noite abaixo do habitual, enquanto Jude Bellingham também não conseguiu aproveitar suas oportunidades, apesar de ter finalizado três vezes. Vinicius Jr., Arda Guler, Yan Diomande e Carlos Espi também tiveram chances, mas ninguém conseguiu marcar.

No fim, é possível falar em falta de sorte. Ainda assim, o Real Madrid precisa analisar como conseguiu terminar a partida sem gols depois de registrar um xG de 3,46 e ainda desperdiçar um pênalti. A equipe não fez uma partida ruim, mas a falta de eficiência na finalização acabou sendo decisiva.

O pênalti controverso de Mbappé

O Real Madrid teve uma enorme oportunidade de evitar a derrota já aos 94 minutos. O árbitro marcou pênalti para os visitantes, criando a possibilidade de a equipe voltar para casa ao menos com um ponto.

Mbappé assumiu a responsabilidade. A expectativa era de que o francês convertesse a cobrança, mas o atacante acabou parando no goleiro Álvaro Vallés.

É importante destacar que o Real Madrid não pode colocar a derrota exclusivamente na arbitragem. A equipe teve oportunidades suficientes para vencer ou, pelo menos, garantir um resultado positivo durante os 90 minutos.

Ainda assim, a cobrança de pênalti gerou uma discussão. No momento exato em que Mbappé bateu na bola, um jogador do Betis estava parcialmente dentro da área, com um dos pés no ar.

A situação criou uma zona cinzenta. Se o pé do jogador estivesse apoiado no gramado dentro da área, o pênalti certamente teria que ser repetido. Se estivesse completamente fora da área, a defesa seria considerada válida. O fato de o pé estar dentro da área, mas no ar, tornou a interpretação mais complexa.

O árbitro entendeu que a posição do pé não justificava uma nova cobrança e confirmou a defesa. Dessa forma, o Real Madrid perdeu uma das últimas chances de evitar a derrota.

Existe, porém, um argumento de que o pênalti deveria ter sido repetido, já que o pé do jogador estava dentro da área no momento da cobrança, independentemente de estar apoiado ou não no chão.

Caso a decisão tivesse sido diferente, Mbappé teria uma nova oportunidade para cobrar e o Real Madrid poderia ter conseguido o empate. Ainda assim, a discussão sobre a arbitragem não apaga os problemas de eficiência apresentados pela equipe durante a partida.

Álvaro Vallés merece todos os elogios

Se o Real Madrid terminou o jogo sem marcar, grande parte do mérito precisa ser atribuída a Álvaro Vallés. O goleiro do Betis teve uma atuação decisiva e foi o principal responsável por impedir que o domínio dos visitantes se transformasse em gols.

Os números ajudam a dimensionar a atuação. O Real Madrid criou sete grandes chances, finalizou 20 vezes e terminou com um xG de 3,46. Mesmo assim, não conseguiu marcar nenhuma vez.

Vallés fez seis defesas ao longo dos 90 minutos, todas em finalizações realizadas de dentro da área. Além disso, impediu um xG direto de 2,98, mostrando o tamanho das oportunidades que conseguiu neutralizar.

Em outras palavras, a qualidade das chances criadas pelo Real Madrid indicava que a equipe poderia ter marcado aproximadamente três gols. Vallés, porém, apareceu justamente nos momentos em que os atacantes adversários tiveram as melhores oportunidades.

A defesa do pênalti cobrado por Mbappé, já nos minutos finais, foi o ponto alto de uma noite que dificilmente será esquecida pelo goleiro do Betis.

Em outra partida, com outro goleiro e a mesma quantidade de oportunidades, o resultado poderia ter sido completamente diferente. Desta vez, porém, Vallés conseguiu impedir que o Real Madrid encontrasse o caminho das redes.

Por isso, mesmo com a frustração pela derrota, o goleiro merece os elogios pela atuação. Durante 90 minutos, Álvaro Vallés foi decisivo para sustentar o resultado do Real Betis e transformar uma partida em que o Real Madrid criou inúmeras oportunidades em uma vitória por 1 a 0 para os donos da casa.

Para o time de Mourinho, fica o alerta: dominar, criar chances e controlar a partida não é suficiente quando a equipe não consegue ser eficiente na frente do gol. A derrota para o Betis mostrou exatamente isso.

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