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Real Madrid de Xabi Alonso e seus problemas com o lado direito; entenda

O Real Madrid vive um momento caótico na temporada. Sob o comando de Xabi Alonso, o time tem oscilado bastante: em alguns jogos mostra solidez e controle, em outros, especialmente nos grandes confrontos da campanha 2025/26, cai de produção. Enquanto o lado esquerdo é sinônimo de confiança, com Vinicius Júnior, Carreras e até Mbappé brilhando, o lado direito segue como uma dúvida persistente, uma questão que o treinador ainda tenta resolver.

O clube merengue de Xabi Alonso apresenta ideias claras, posse dominante e intensidade. No entanto, falta um jogador capaz de dar equilíbrio à direita, e esse tem sido um dos maiores desafios da era do técnico basco no Santiago Bernabéu. As mudanças têm ocorrido, mas nenhuma das peças parece se encaixar plenamente até agora.

Camavinga no Real Madrid: o teste que funcionou e depois desandou

Em meio à busca por soluções, Eduardo Camavinga se tornou um dos principais experimentos de Xabi Alonso. No El Clásico, o francês foi deslocado para a direita, abrindo espaço para Bellingham atuar mais centralizado, e o plano deu certo naquela ocasião.

Animado com o sucesso, o treinador manteve a ideia no duelo seguinte, em Anfield. Só que o Real Madrid não rendeu, e Camavinga acabou sendo um dos símbolos da queda de desempenho. Preso, impreciso e sem ritmo, o meio-campista não conseguiu dar profundidade ao time e foi substituído no segundo tempo. O que já não funcionava bem na etapa inicial não melhorou depois, resultando na derrota para o Liverpool na Inglaterra.

A entrada de Rodrygo também não resolveu. O brasileiro, que no início da temporada era visto como uma sombra de Vinicius, vive um período irregular e ainda não reencontrou a confiança. No duelo contra o Liverpool, passou novamente despercebido, aumentando a preocupação da torcida do Real Madrid.

Lesões e improvisações: a dor de cabeça de Xabi Alonso no Real Madrid

O problema do lado direito no Real Madrid vai além da parte tática. As lesões transformaram o setor em um verdadeiro quebra-cabeça. Tudo começou com Trent Alexander-Arnold, titular no Mundial de Clubes, mas que acabou perdendo espaço para Dani Carvajal.

Quando Carvajal parecia se consolidar, uma nova lesão o tirou de ação por três meses. Para piorar, o próprio Trent também se machucou. Em sua recente reaparição em Anfield, ficou evidente que ainda está longe do ritmo ideal, entrou apenas por alguns minutos na segunda etapa. É provável que volte a ganhar espaço nas próximas partidas, mas ainda não há garantias.

Diante desse cenário, Xabi Alonso teve de improvisar. Federico Valverde passou a atuar como lateral-direito emergencial. O uruguaio cumpre a função, mas é um jogador que pode oferecer muito mais ao time do que o papel de lateral. Além disso, não domina totalmente as exigências da posição, o que limita seu rendimento e o potencial ofensivo do Real Madrid.

Mastantuono e Endrick: as jovens apostas do Real Madrid

Entre tantas tentativas, Franco Mastantuono surgiu como uma grata surpresa nos primeiros meses do Real Madrid na temporada. O argentino ganhou minutos logo de início e agradou ao treinador com seu comprometimento tático e disposição defensiva.

O bom momento, porém, foi interrompido. Além da pubalgia que o tirou do confronto contra o Liverpool pela Champions League, Mastantuono também teve uma leve queda de rendimento após um início promissor em Madri.

Brahim Díaz teve oportunidades, mas não convenceu. Já Endrick, em seu primeiro jogo na temporada, diante do Valencia, deixou uma boa impressão. O brasileiro mostrou personalidade e pode ser uma opção interessante para Xabi Alonso enquanto o elenco se recupera das lesões. Ainda assim, é difícil imaginá-lo conquistando espaço imediato, considerando a concorrência pesada no setor ofensivo.

O desafio de Xabi Alonso: encontrar equilíbrio no Real Madrid

Entre improvisações, jovens promessas e jogadores fora de posição, o Real Madrid de Xabi Alonso ainda busca estabilidade pelo lado direito. O treinador tem sido criativo nas soluções, mas o setor segue como o calcanhar de Aquiles de um time que almeja títulos em todas as competições.

Camavinga, Rodrygo, Valverde, Mastantuono, Brahim e Endrick já tiveram oportunidades. Nenhum, porém, conseguiu se firmar de forma definitiva.

Resolver esse desequilíbrio é essencial. Com um elenco tão talentoso e profundo, o Real Madrid não pode se dar ao luxo de manter um ponto fraco evidente. Xabi Alonso sabe que, para competir em alto nível na Europa, precisa encontrar um dono para aquele corredor, alguém que ofereça consistência, intensidade e confiança.

Enquanto a esquerda brilha com naturalidade, a direita segue como o grande mistério do Real Madrid nesta temporada. E Xabi Alonso entende: descobrir a solução pode ser o passo decisivo para transformar um bom time em um time verdadeiramente campeão.

Foto: Getty Images