O Real Madrid avançou para a semifinal da Copa do Mundo de Clubes após vencer o Borussia Dortmund por 3 a 2, em Nova Jersey, e enfrentará o PSG na próxima fase. A equipe de Xabi Alonso é uma das únicas invictas da competição, ao lado do Fluminense, e chega ao confronto mais difícil do torneio ainda com o trabalho do treinador em seus primeiros passos.
Nesses primeiros cinco jogos sob o comando de Alonso, um aspecto tem se destacado bastante: o meio-campo. Os quatro meias — Tchouaméni, Bellingham, Valverde e Arda Güler — têm sido o coração deste início da “era Xabi Alonso”. Com Mbappé ausente por um período e Vinícius Jr. sem o mesmo brilho, os meias do Madrid foram os principais responsáveis pelo desempenho sólido da equipe.
O quadrado mágico de Xabi Alonso
Tchouaméni, Valverde, Bellingham e Arda Güler formam o setor mais forte do Real Madrid na Copa do Mundo de Clubes, ao lado do jovem atacante Gonzalo García, que também já foi tema de análise aqui na Playmaker Brasil.
Cada um dos quatro meias tem contribuído de maneira distinta. O volante francês Tchouaméni vem fazendo uma Copa do Mundo de altíssimo nível e é, sem dúvida, um dos melhores da posição no torneio. Ele tem dado ao meio-campo do Madrid a intensidade física e o equilíbrio que a equipe tanto sentiu falta na temporada passada, sendo o pilar defensivo e o responsável pela marcação.
Federico Valverde e Jude Bellingham são os motores desse meio. Vale destacar especialmente o desempenho do uruguaio, que vive um torneio espetacular. Valverde, atual capitão e camisa 8, marca, aparece no ataque, finaliza de longe e ainda cai pelos lados quando necessário. É um dos melhores jogadores da competição e foi o grande destaque do Madrid na vitória contra a Juventus, consolidando-se como líder do grupo.
Bellingham, por sua vez, voltou a atuar mais recuado após a chegada de Mbappé. Após uma primeira temporada no Bernabéu como artilheiro e jogando mais adiantado, o inglês retomou a posição de meia central, mais próxima do estilo que consagrou no Borussia Dortmund. Sua evolução como organizador tem sido notável neste início sob o comando de Alonso.
Arda Güler, por fim, é o grande nome do meio-campo do Real Madrid neste começo de ciclo. O jovem turco tem sido, para Xabi Alonso, uma espécie de “novo Florian Wirtz” — o meia criativo, leve, inteligente, que flutua entre os setores e dita o ritmo ofensivo. Contra o Borussia Dortmund, Güler brilhou com duas assistências e uma atuação de alto nível.
Aos 19 anos, o talento de Güler já vinha sendo notado no final da passagem de Carlo Ancelotti, quando ganhou espaço como titular em várias partidas do encerramento da La Liga. Agora, com Xabi Alonso, ele se consolidou como o camisa 10 da equipe, jogando à frente dos volantes e atrás dos atacantes. Desde que entrou no segundo tempo da estreia contra o Al Hilal, não saiu mais do time. Hoje, é um dos melhores meias desta Copa do Mundo de Clubes.
O que esperar para a temporada?
Xabi Alonso ainda conta com outras opções para o meio-campo, como Camavinga e o próprio Trent Alexander-Arnold, que, embora lateral de origem, já atuou no setor central tanto pelo Liverpool quanto pela seleção inglesa. Além disso, o meia argentino Franco Mastantuono, promessa do River Plate, chegará ao Real Madrid em julho para disputar espaço.
Com Alonso, a tendência é que o meio-campo do Real Madrid ganhe cada vez mais protagonismo, com um estilo compacto, de muita posse e aproximação. Esse setor será peça-chave tanto na construção ofensiva quanto na organização tática da equipe.
O Real Madrid enfrenta o Paris Saint-Germain na semifinal da Copa do Mundo de Clubes, na próxima quarta-feira (9). O duelo no MetLife Stadium decidirá um dos finalistas da competição.