Tijjani Reijnders, Manchester City, Premier League
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Reijnders: o novo tesouro de Guardiola no Manchester City

A chegada de Tijjani Reijnders ao Manchester City, foi um movimento bem interessante da última janela de transferências: “bom jogador, mas será que vai dar conta da Premier League?”. Esse pensamento é válido porque, ele já havia mostrado muito talento na Série A, onde se destacou pelo Milan na temporada passada com atuações de alto nível. Enquanto estava na Itália, se impôs com uma leitura de jogo impressionante, ótima condução de bola e intensidade na marcação, um meio-campista completo.

Pelo fato do Campeonato Inglês ser uma prova de fogo diferente, existiam muitas dúvidas sobre qual seria o resultado do holandês. E no final das contas, foi capaz de encantar a todos ao seu redor.

Sem perde tempo, Reijnders se adaptou rápido ao estilo de jogo do City, e ao que Guardiola sempre pediu de seus profissionais. Hoje, já é uma peça valiosa no meio-campo, mesmo cercado por nomes pesados como Rodri, Foden e Bernardo Silva. Cheguei badalado na Inglaterra, e como muitos já esperavam, tomou conta da posição sem precisar se exceder em campo, ou sequer inventar.

A engrenagem perfeita no sistema de Pep

O treinador catalão não escondeu a empolgação, quando o City conseguiu o reforço que tanto sonhava. Reijnders virou uma espécie de “coringa tático” no meio de campo. Não tinha problemas em jogar mais recuado, avançar como interior ou até flutuar entre linhas. Em campo, ele é a engrenagem que simplesmente faz o time andar. Não é um jogador que vai aparecer com números chamativos de gols ou assistências, mas é o tipo de peça que deixa o coletivo mais fluido, e Guardiola adora esse tipo de peça em seu quebra-cabeça.

A atuação recente pela seleção holandesa, na vitória contra Malta, mostra isso com clareza. Ele balançou as redes numa oportunidade, acertou 95% dos passes que tentou, recuperou 9 bolas e finalizou com perigo três vezes. Além disso, venceu oito duelos e apareceu cinco vezes na área adversária. Estatísticas que traduzem exatamente o que ele entrega: qualidade, consistência e presença em todas as fases do jogo.

Seria Reijnders um novo De Bruyne? Não exatamente, mas…

Comparar Reijnders com Kevin De Bruyne pode parecer precipitado e talvez até injusto, ninguém merece ter essa comparação em sua primeira temporada. Os dois atuam em zonas parecidas, mas têm estilos bem diferentes. O belga é mais vertical e incisivo, capaz de mudar o jogo com um passe genial ou uma finalização poderosa. Já Reijnders é mais ritmado, dá um formato as jogadas com paciência, aproxima, toca, gira e acelera quando precisa. Se De Bruyne é explosão, Reijnders é controle e cadência.

Guardiola não quer uma cópia do De Bruyne, ele quer soluções diferentes para situações distintas. E Reijnders entrega isso: equilíbrio, inteligência e presença em campo. Mais que substituir, ele complementa. Na temporada passada, o City sofreu bastante com a falta de material bruto, por conta da séria lesão de Rodri, e agora, já conta com peças interessantes neste setor do gramado, o que justifica as melhores atuações em 2025/26.

Guardiola sorri, e a concorrência coça a cabeça

Com as saídas de Gündogan e De Bruyne, o Manchester City começou a dar força a ideia de renovar o setor, com isso contratou Cherki, Nico Gonzalez, Reijnders e entre outros profissionais, na intençã de deixar para trás esses problemas, ou melhor, a geração que parecia ter dado o tempo. Com Kovacic ajudando na rotação, Foden crescendo e o meio-campista holandês encaixando como uma luva, Guardiola transformou um momento de transição em mais uma arma tática.

E o mais curioso é que, mesmo sem ser o mais midiático, Reijnders está conquistando o torcedor e se firmando como um nome confiável. Em um time recheado de estrelas, o holandês chama atenção pelo futebol simples e eficiente.

Holanda de olho, e o futuro bem encaminhado

Na seleção, o técnico Ronald Koeman já percebeu o momento do camisa 21. Cada vez mais frequente nas convocações, Reijnders tem tudo para ser um dos pilares da Copa do Mundo de 2026, sendo uma certeza no meio de campo da Laranja Mecânica. Seu estilo de jogo se encaixa perfeitamente no que a Holanda tenta reconstruir: uma equipe técnica, rápida e inteligente.

Pep Guardiola tem um histórico de transformar jogadores “bons” em peças fundamentais, como fez com Lahm, Kimmich e até Zinchenko. Com Reijnders, parece estar acontecendo o mesmo. De promessa sólida na Itália para tesouro lapidado na Inglaterra, o meio-campista holandês é mais um exemplo de como Guardiola enxerga futebol de forma diferente.

A verdade é que poucos acreditavam que Reijnders se tornaria esse nome tão importante tão rápido. Mas Guardiola viu. E quando ele vê, o mundo do futebol costuma seguir logo atrás.

(Foto: Divulgação)