DETROIT, MICHIGAN - SEPTEMBER 30: Aidan Hutchinson #97 of the Detroit Lions takes the field prior to an NFL football game against the Seattle Seahawks at Ford Field on September 30, 2024 in Detroit, Michigan. (Photo by Michael Owens/Getty Images)Michael Owens/Getty Images
NFL Notícias

Retorno de Aidan Hutchinson é trunfo que os Lions precisavam para disputar o Super Bowl?

Um dos favoritos a conquistar o Super Bowl na atualidade, o Detroit Lions recebeu uma boa notícia nessa semana com o retorno de seu principal jogador de defesa, o EDGE Aidan Hutchinson, aos treinos após quebrar a fíbula e a tíbia na partida da semana 6 de 2024 diante do Dallas Cowboys.

Nas quatro partidas anteriores a lesão, a segunda escolha do draft de 2022 estava fazendo jus ao status de elite: 6.5 sacks, 16 tackles (6 TFL – tackles para perda de jardas) e 14 QB Hits em 248 snaps defensivos (90,2%). Mesmo após a sua lesão, os Lions mantiveram a sua toada de vitórias (11 triunfos nos últimos 12 jogos de temporada regular) para assegurar a melhor campanha da NFC. Porém, a derrota para o Washington Commanders na rodada divisional levantou muitas dúvidas sobre a equipe.

Uma máxima do esporte é que um pass rush efetivo facilita a vida da secundária. Pois quanto mais pressão gerada no quarterback adversário, mais propenso a erros ele se torna e dificulta operar o ataqueo. Seja sofrendo sacks, cometendo faltas de segurada, false starts e quebrando as jogadas para uma interceptação. É um casamento que precisa estar em dia.

No caso de Hutchinson os Lions, mesmo com uma campanha absurda na temporada regular, sofreram em algumas ocasiões. Nas partidas sem o produto de Michigan, o time sofreu pelo menos 20 pontos em 7 das 13 partidas que disputou (incluindo os playoffs). Os times que conseguiram passar dessa marca: Minnesota Vikings, Houston Texans, Chicago Bears, Green Bay Packers, Buffalo Bills, San Francisco 49ers e Washington Commanders. Para Bills e Commanders, foram mais de 40 pontos cedidos.

Nas cinco partidas que Hutchinson atuou, em todas a defesa forçou pelo menos um turnover. Na partida contra os Cowboys, foram 5 ao todo. Sem ele, em cinco jogos a defesa não forçou um erro do adversário. Porém, com partidas de grande volume de erros forçados, o Lions foi o top 10 no quesito (24). Por mais que tenha sido uma defesa que sofreu poucos touchdowns por passe (18 – 2º), foi uma defesa que ficou no top 5 em interceptações muito em conta do grande ano do safety Kerby Joseph (9 – líder da NFL). Se tirar os números dele da equação, Detroit teria apenas 7 e ficando a frente apenas de Jacksonville Jaguars, New York Giants e Cleveland Browns.

No que diz respeito aos sacks, Hutchinson liderou o time mesmo com apenas cinco partidas disputadas. O segundo colocado, Za’Darius Smith, terminou com 4. Apenas de ter 18 jogadores considerados com pelo menos 0.5 sack, o time terminou somente com 37. As lesões tiveram um fator, fazendo com o que o antigo coordenador de defesa, Aaron Glenn, utilizasse jogadores pouco aproveitados para cobrir as lacunas deixadas não só pelo camisa 97 como também com outro pilar da defesa, o DT Alim McNeill.

Se o interior da linha defensiva tendo muita profundidade, o mesmo não pode dizer da posição de defensive end. A escolha do EDGE Ahmed Hassanein, se não casada com um a vinda de um veterano antes do kickoff da temporada, pode sobrecarregar Aidan ainda mais.

Ter um ataque poderoso (565 pontos – melhor da NFL) pode ter ajudado a cobrir alguns dos problemas relacionados a defesa do time de Motor City. Já o jogo terrestre, um pilar dos Lions com a sua dupla ‘Sonic & Knucles’, Jamhyr Gibbs e David Montgomery, não performou tão bem (18ª em TDs terrestres cedidos com 18 e 22ª em jardas terrestres cedidas por jogada com 4.5).

Outro fator a levar em conta para a temporada 2025 é que Detroit estará sob nova direção entre os coordenadores. Saem Ben Johnson (HC dos Bears) e Glenn (HC do New York Jets) para as chegadas de John Morton (ex-coordenador de jogo aéreo do Denver Broncos) e a promoção de Kelvin Sheppard. Como a defesa não será comandada por alguém externo, a tendência é que pouca coisa mude nesse setor. Já no ataque é onde a preocupação é maior, pois substituir Ben Johnson será uma tarefa ingrata e se a produção ofensiva não cobrir os problemas defensivos, mais questionamentos começarão a ser feitos em Detroit.

Conclusão: Hutchinson será um reforço muito bem-vindo para Motor City. Se tratando de um jogador de elite, faz com que todos joguem melhor ao seu lado na linha defensiva. Só resta saber se as lesões darão uma trégua em Detroit e se o ataque vai manter o ritmo quando comandando por Ben Johnson. Se alguma dessas partes falhar ou performar abaixo do que se espera, uma janela promissora pode fechar mais cedo do que muita gente pensa.

Estatísticas retiradas do Pro Football Reference