O atacante Rodrigo Muniz se encaixou muito bem no futebol europeu, mesmo sem ter garantido vaga como titular absoluto no Fulham. Entre idas ao banco e boas atuações no time principal, o ex-Flamengo acabou se consolidando como o famoso “12º jogador” nas mãos de Marco Silva. Agora, quem apareceu na área foi a Atalanta, da Itália, interessada em dar a ele um protagonismo maior do que o que tem tido no time londrino. Uma possível movimentação pode significar uma nova aventura, e talvez um salto na carreira do centroavante.
Muniz nunca teve vida fácil na Premier League. Quando chegou, trombou logo com Mitrovic pela vaga no ataque e, convenhamos, o sérvio era dono do setor. Mas o brasileiro teve paciência (e personalidade), e soube esperar sua hora. Quando entrava, fazia por merecer. Não à toa, a Dea e outros clubes europeus, já colocaram propostas na mesa.
Se a gente recortar a temporada passada, dá pra ver por que ele está tão valorizado: desde fevereiro de 2024, Rodrigo Muniz precisou de apenas 128 minutos por gol, ou seja, nem dois jogos inteiros para balançar as redes. Esses números não só impressionam, como superaram o próprio Salah, do Liverpool, em determinado momento da campanha. Tá bom ou quer mais?
E tem mais: o ex-Flamengo teve um brilho especial nos jogos grandes. Em 16 partidas contra os gigantes da Premier League, ele participou de 9 gols, com destaque para atuações contra Arsenal, Chelsea e Liverpool. Detalhe: com média de apenas 72 minutos por participação direta em gol nesses jogos. O famoso “jogaço? Deixa comigo.”

Rodrigo Muniz: o 9 ideal para a Atalanta?
A escolha da Atalanta por Rodrigo Muniz faz todo sentido, mesmo que ele seja um perfil bem diferente de Matteo Retegui, o jogador que deixaria a vaga. O ítalo-argentino é mais baixo, mas entrega intensidade e aquele faro de gol afiado. Muniz também entrega isso, mas com um bônus: 1,85m de altura e muito jogo aéreo.
Aliás, a bola pelo alto é uma das maiores armas do centroavante criado no Ninho do Urubu, tanto ofensiva quanto defensivamente. Ele ajuda na zaga, nos escanteios, nas faltas… é quase um zagueiro reserva em bola parada. E com a Atalanta disputando Série A e Champions League, ter um jogador com esse perfil versátil é ouro puro.
Com a ida de Gasperini para a Roma, a Dea ainda está se reorganizando, e Rodrigo Muniz pode chegar como uma peça importante num novo esquema. Na Itália, ele tem tudo pra ser mais que uma opção no elenco: pode ser o camisa 9 titular.
Fulham quer grana; Flamengo esfrega as mãos
O contrato de Muniz com o Fulham vai até 2026, mas tem cláusula para renovar até 2027. E o clube inglês já deixou claro: ele é um ativo estratégico. Por isso, já recusaram propostas tentadoras.
O Leeds chegou com 40 milhões de euros + 7,1 milhões em bônus e levou um “não” ao perguntar sobre Rodrigo Muniz. O Tottenham apareceu com 32 milhões de libras e também saiu sem o atacante. Agora, as conversas com a Atalanta estão pegando fogo, e os valores giram em torno dos 40 milhões de euros.
Para o Flamengo, isso significa grana alta entrando em breve. Como ainda tem 25% dos direitos econômicos do jogador, o Rubro-Negro pode faturar pesado. Se Muniz tivesse ido para os Spurs, o clube carioca teria embolsado até R$ 95 milhões. Com o Leeds, seriam cerca de R$ 59 milhões. E com a Atalanta? As projeções indicam mais de R$ 100 milhões no total, contando a parte fixa e bônus. Isso sem contar os R$ 50 milhões já recebidos em 2021, quando o atacante foi vendido à Inglaterra.
Rodrigo Muniz está longe de ser só uma promessa. Hoje, é um nome consolidado no mercado europeu e pode estar prestes a vestir uma nova camisa de peso. Deixou de ser apenas “aquele garoto do Flamengo” e virou um dos atacantes mais eficientes da Premier League.
Se o destino for mesmo a Itália, a Atalanta ganha um reforço de respeito, e o Flamengo, um pix generoso.
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