Diante do seu pior início de temporada na Fórmula 1 em dez anos, a Red Bull agora busca meios de retornar ao pelotão da frente em 2026. Para o GP de Miami, que será realizado em 3 de maio, a equipe austríaca deve trazer um pacote de atualizações no RB22 para corrigir alguns dos problemas.
O conjunto não tem sofrido apenas com uma performance limitada, mas também com uma dirigibilidade ruim, algo que Max Verstappen já reclamou publicamente. Nas primeiras três etapas do ano, a equipe não conseguiu mais que um sexto lugar como melhor resultado, alcançado no GP da Austrália.
Mecânica, aerodinâmica e peso: os desafios da Red Bull em 2026

Segundo o portal Racing News 365, um dos problemas críticos do RB22 está na forma como a suspensão reage às variações de carga. Na prática, isso tem tornado o carro imprevisível nas curvas.
Esse comportamento levou Verstappen a chamar, por duas vezes, o conjunto da Red Bull de “inguiável”.
Uma das metas da escuderia de Milton Keynes é, portanto, melhorar a eficiência da integração entre a aerodinâmica e o comportamento mecânico, por meio de uma reformulação da distribuição de carga aerodinâmica.
Além disso, o time também busca reduzir o peso do bólido, que supostamente está cerca de 10 kg acima do ideal.
Em Miami, onde se espera que todas as equipes tragam atualizações, isso não deve gerar mudanças visuais drásticas no carro. Mas, se os planos da Red Bull se concretizarem, Verstappen e Isack Hadjar terão maior estabilidade e previsibilidade.
Apesar dos pesares, RB22 tem um ponto forte

Por outro lado, o motor RBPT-Ford é um dos poucos componentes que aparenta ser confiável na Red Bull. Já na pré-temporada, o carro desenhado por Craig Skinner era visto com bons olhos pelo paddock por ter um motor bom em armazenar e distribuir energia para a bateria.
Na pista, isso ainda não rendeu resultados para a equipe, sobretudo pelos problemas estruturais anteriormente citados, mas serve de alento diante de tantos contratempos dentro e fora da pista.
Se a Red Bull for capaz de tornar o carro mais dócil aos pilotos e, principalmente, reduzir o sobrepeso, é possível que uma recuperação gradual aconteça.
Todavia, a desvantagem para Mercedes, Ferrari e McLaren é muito grande para prever uma virada de chave completa, em que o time chefiado por Laurent Mekies brigasse por vitórias em condições naturais.
O foco, então, deve ser retornar ao pódio para evitar o vexame que seria terminar uma temporada inteira fora do top 3, algo que não acontece desde a temporada inaugural da Red Bull, em 2005.
(Foto principal: Reprodução/Motorsport Week)


