O Santos teve a oportunidade de se distanciar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, porém não conseguiu vencer o Mirassol nesta noite de domingo (23), na Vila Belmiro. O empate em 1 a 1 manteve o Peixe na 14ª posição, enquanto o Leão Caipira segue como o primeiro do Z4, mas tem um jogo a menos.
O Santos jogou melhor, pressionando o Mirassol desde o primeiro minuto da partida. Entretanto, o time de Rafael Guanaes teve eficiência ao abrir o placar com gol de Eduardo. No segundo tempo, o alvinegro praiano voltou com a mesma postura, empatou com gol de Barreal e pressionou até os últimos minutos, mas sem criatividade.
Santos começa melhor, mas Mirassol sai na frente
O Santos começou impondo sua estratégia desde os primeiros minutos da partida. Jogando em casa, o alvinegro praiano acelerou as jogadas ofensivas, explorando pelos lados.
Logo aos sete minutos, a equipe mandante já tinha três chances claras de gol. A melhor oportunidade aconteceu aos dois minutos, quando Neymar serviu Gustavo Henrique, que mandou um forte chute para a defesa do goleiro Walter.
Por sua vez, o Mirassol atuava em linhas baixas, preenchendo os espaços pelo meio e fazendo com que o Santos utilizasse as extremas para atacar. Depois da metade da etapa inicial, o Mirassol passou a propor mais o jogo, atuando com maior volume no campo adversário.
Ao contrário do Peixe, o Leão teve eficiência ofensiva e, dessa forma, marcou o único gol do primeiro tempo. Aproveitando um erro de passe de Escobar, Bruno Santos avançou pela direita e passou para Eduardo, que dominou e chutou colocado para o fundo do gol de Gabriel Brazão.
O gol mudou a postura do Santos, que teve mais erros no campo ofensivo e mostrou nervosismo nas jogadas finais da primeira etapa. O exemplo que melhor define este momento do Peixe ocorreu aos 45 minutos, quando Schmidt encontrou Neymar, que tocou para Gabigol, porém, não conseguiu dar sequência ao lance.
Santos empata e pressiona até o final
O Santos voltou do intervalo com o mesmo ímpeto do começo da etapa inicial, buscando mais o ataque, enquanto o Mirassol se fechava no sistema ofensivo e marcava constantemente o alvinegro praiano.
Por mais que estivesse melhor ofensivamente, a primeira chance do clube só veio aos nove minutos, quando Neymar conduziu a bola na frente da área do Leão e tocou para Gabigol, mas Schmidt apareceu antes e chutou para fora. A partir deste lance, o Santos realmente realizou uma maior pressão ofensiva, com criação de oportunidades mais perigosas.
As tentativas ofensivas do Peixe fizeram efeito aos 22 minutos. Barreal recebeu um passe de Neymar, que dominou na meia-lua, ajeitou para a esquerda e finalizou sem chances para Walter defender. Santos empatou o jogo no seu melhor momento da partida.
Três minutos depois, houve outro motivo que manteve a superioridade santista no ataque: a expulsão de Wallisson. O volante foi desarmado por Neymar, que conduziu a bola pela esquerda, mas sofreu falta de Wallisson. Inicialmente, Edina mostrou cartão amarelo para o jogador do Mirassol, mas depois da revisão do VAR, ele resolveu expulsá-lo.
Entretanto, o Santos demonstrou cansaço e não impôs da mesma maneira. A equipe trocava passes com frequência no campo do Mirassol, mas o time treinado por Rafael Guanaes se fechou bem e não deixava tantos espaços.
Em sua primeira investida ao ataque, o Mirassol teve uma boa oportunidade. Recém em campo, o atacante Fernandinho tirou Igor Vinícius e Rollheiser da marcação. Ao cruzar para a área, Carlos Eduardo se antecipou e, de primeira, chutou de esquerda para a defesa de Brazão.
O Peixe pressionou até o final do jogo, mas sem apresentar perigo para Walter. Neymar (duas vezes) e Rollheiser tiveram a oportunidade da virada, mas finalizaram por cima do gol.
Créditos da foto da capa: Raul Baretta/Santos F.C.



