Na tarde deste sábado (11), o Santos recebeu o Fortaleza na Vila Belmiro em duelo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em um dos confrontos mais importantes para ambas as equipes na temporada, o Peixe de Vojvoda, reencontrando a equipe onde fez história no futebol brasileiro, buscava uma vitória para enfim conseguir um respiro do Z4, enquanto o Leão de Martín Palermo tentava dar continuidade à boa fase e ficar mais próximo de deixar a zona de rebaixamento.
O Fortaleza fez um bom primeiro tempo e conseguiu abriu o placar, mas as mudanças de Vojvoda no intervalo mudaram o panorama da partida e o Peixe conseguiu chegar ao empate em um gol de “sorte”, mas que refletiu o volume de jogo da equipe mandante no segundo tempo.
O Santos segue na 16ª colocação da tabela, mantendo a diferença de cinco pontos para o Fortaleza e dois do Vitória, que é a primeira equipe no Z4. Na próxima rodada, o Peixe tem tarefa dura contra o Palmeiras no Allianz Parque. Já o Fortaleza continua na 18ª posição, com 28 pontos, e enfrenta o Ceará como visitante na próxima rodada, em clássico que pode ser decisivo para a reta final da competição.
Santos ineficiente e Fortaleza faz primeiro tempo melhor
O Santos fez um primeiro tempo abaixo do esperado, muito por conta de uma fraquíssima atuação dos homens de frente da equipe. No meio-campo, Zé Rafael foi um dos poucos que conseguiam articular e ligar a defesa com o ataque, mas foi justamente nesta sequência da construção que o Peixe foi muito mal. Rollheiser até tinha qualidade para tentar, mas tomava muitas decisões erradas e tinha pouco apoio de Barreal e Victor Hugo pelos lados.
Quando a bola chegava em Lautaro Diaz, o argentino foi extremamente infeliz em praticamente todas suas ações com bola. Lento, pouco incisivo e com dificuldades até mesmo no domínio, o jogador mais avançado do time de Vojvoda auxiliou bastante na capacidade de recuperação de bola do Fortaleza na primeira etapa.

O time de Palermo estava tranquilo na saída de bola, já que o Santos pressionava com um bloco médio, e encontrou certa tranquilidade em chegar ao último terço do ataque, explorando principalmente os lados do campo. E isso foi possível principalmente graças às boas atuações de Pierre e Pochettino na primeira etapa – apesar de não terem tido muitas ações com a bola, os volantes foram excelentes para auxiliar na construção ofensiva, mesmo que “numéricamente”, como também na capacidade física para acompanhar o meio-campo do Peixe.
E melhor em campo, o Fortaleza inaugurou o placar na Vila Belmiro. Breno Lopes recebeu na esquerda e fez um excelente cruzamento, que encontrou Adam Bareiro na pequena área. Subindo mais alto que Luan Peres, o paraguaio colocou a bola no canto esquerdo de Gabriel Brazão. Pouco depois, o Leão ampliou em mais uma ótima jogada de Breno Lopes, vencendo Luan Peres no corpo e cruzando rasteiro para Bareiro marcar novamente. No entanto, o tento foi anulado por impedimento de Breno no início da jogada.
Mudanças melhoram o Peixe e Fortaleza aposta no contra-ataque
O jogo só foi ficar mais favorável para o time de Vojvoda na volta do intervalo. As entradas de Robinho Jr., William Arão e Tiquinho nos lugares respectivamente de Barreal, João Schmidt e Rollheiser deram uma qualidade muito maior para o Peixe conseguir aplicar o estilo de jogo que seu elenco pede: de mais posse, mais bola trabalhada e de mais atletas chegando ao último terço.
Enquanto William Arão qualificou muito a saída de bola, Robinho lateralizou bastante o jogo, e com muita qualidade no 1 contra 1, passou a criar chances para o time da casa com cruzamentos em direção à grande área. No entanto, destaque negativo para a atuação de Tiquinho Soares. Apesar da qualidade de conseguir “reter” a bola no ataque, o camisa 9 do Santos, assim como Lautaro Díaz, errou praticamente tudo que tentou.
Apesar da equipe mandante ainda esbarrar muito na questão técnica, pelo menos, chegava com muito mais frequência ao ataque. O Fortaleza se defendia bem, com uma boa atuação da dupla Ávila e Britez, que juntos, somaram para 14 alívios de bola. E com o Santos mais ofensivo, o Leão buscava levar perigo nas transições rápidas, explorando o espaço deixado no meio-campo pela equipe adversária. O time de Palermo até chegou com perigo algumas vezes, mas os erros de decisão acabaram sendo definitivos para o resultado final do confronto.
“Efeito Neymar” é decisivo para o empate santista
Isso porque, após a entrada de Neymar no lugar de Vitor Hugo, o gol parecia ser questão de tempo para o Santos. Apenas com sua presença em campo, o Peixe conseguiu “abrir” a defesa adversária e encontrar mais espaços, tanto com toques pelo meio quanto nas investidas com os laterais ou com Robinho Jr. nas alas. E foi justamente pelo lado que saiu o gol de empate, aos 30 minutos.

Adonis Frías chegou na linha de fundo e recebeu o passe de Neymar – o zagueiro cruzou e a bola desviou em Bruno Pacheco, enganando o goleiro Breno e morrendo no fundo do gol. Ambas as equipes ainda tiveram chances claras de gol nos minutos finais do confronto: o Santos, em cobrança de falta de Neymar na entrada da área, com Breno espalmando para fora.
Já o Fortaleza teve um chance clara de sair com os três pontos, em uma jogada espetacular de Moisés pela esquerda, tirando a defesa adversária em duas ocasiões; porém, em um movimento de muita inteligência, o goleiro Brazão saiu do gol logo após a última finta do atacante do Leão, fechando o espaço e salvando o Peixe da derrota.
Resultado: Santos 1 – 1 Fortaleza
Foto Principal: Jota Erre/AGIF