O São Paulo entra no mês de maio vivendo o período mais crítico e decisivo de seu calendário no primeiro semestre. Com a equipe dividida entre a disputa do Brasileirão, a busca pela classificação na Copa Sul-Americana e o início da fase aguda na Copa do Brasil, o técnico e sua comissão terão seis partidas em um intervalo de apenas 20 dias. Esta sequência é vista internamente como o “termômetro” que definirá se o Tricolor brigará por títulos ou se precisará recalcular a rota para evitar um ano de frustrações.
Após um início de Brasileirão, incluindo uma goleada por 4 a 1 sobre o Cruzeiro, o time agora enfrenta o desafio da logística e do desgaste físico, sob comando do instável Roger Machado. O objetivo é manter o aproveitamento acima dos 60% para se consolidar no G-4 da Série A e garantir a liderança em seu grupo continental.
São Paulo não poderá contar com Morumbis em sequência decisiva
O São Paulo jogará quatro dessas seis partidas em casa, mas a torcida não poderá contar com o MorumBIS como um “caldeirão” para somar os pontos necessários, devido à realização de shows no local. Diante do Bahia (03/05), o Tricolor Paulista utilizará o Estádio Cícero de Souza Marques, com o retorno à “casa” ocorrendo somente no dia 19, diante do Millonarios, pela Sul-Americana.
Com a intensidade das partidas, nomes como Jonathan Calleri deva passar por um rodízio planejado, além do planejamento em torno do retorno de Lucas após lesão na costela, sendo que a fisiologia do clube sinaliza que o risco de lesões musculares é alto neste período.
A falta de peças de reposição à altura, somada às críticas sobre o comportamento extracampo de jogadores como Arboleda, coloca o elenco em xeque, com a solução tendo sido buscar “reforços internos”, como o jovem Igor Felisberto e a improvisação de Moreira no meio-campo. Em contrapartida, a torcida vive a expectativa de ver mais minutos de jovens promessas como Ryan Francisco, que tem pedido passagem com gols nas oportunidades em que entra no segundo tempo.
Embora o Brasileirão seja a prioridade de tabela, o jogo contra o Juventude também será essencial para a manutenção de uma estabilidade, com a “obrigação” para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil. Devido à diferença técnica entre os elencos, o São Paulo não admite tropeço contra equipes de menor investimento, visando a premiação milionária da CBF, vital para o fluxo de caixa do clube em 2026.
Roger Machado corre maior risco de demissão desde que assumiu o São Paulo
Embora o São Paulo tenha figurado no topo da tabela nas rodadas iniciais do Brasileirão, a irregularidade recente ligou o sinal de alerta. O objetivo da diretoria é manter-se no G-4 para garantir estabilidade política em um ano que também reserva movimentações de bastidores para as próximas eleições do clube.
Se sair ileso desta sequência, com a classificação encaminhada na Sul-Americana e pontos somados no Brasileirão, o São Paulo ganha fôlego para o segundo semestre. Caso contrário, a crise financeira e técnica pode forçar uma reestruturação drástica (com a demissão de Rogério Ceni) antes mesmo da abertura da próxima janela de transferências.
Imagem: Divulgação


