Futebol Copa do Brasil

São Paulo joga bem, mas vence Juventude pelo placar mínimo no Morumbis

O São Paulo fez praticamente tudo certo no Morumbi, mas saiu de campo com uma sensação agridoce. Dominante do início ao fim, o Tricolor venceu o Juventude por apenas 1 a 0 e deixou aberta a disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. O placar magro não traduziu o que foi o jogo, muito por conta da grande atuação do goleiro Pedro Rocha.

Agora, os dois times vão ter que esperar quase um mês para o segundo jogo, no perigoso Alfredo Jaconi, e o confronto está completamente aberto. A partida de volta ocorre no dia 13 de maio.

O jogo

Desde os primeiros minutos, o São Paulo mostrou qual seria o roteiro da partida. Com posse de bola, intensidade e pressão alta, a equipe empurrou o Juventude para o campo de defesa. As primeiras chegadas levaram perigo principalmente em bolas paradas, com escanteios bem cobrados por Artur e uma cabeçada perigosa de Alan Franco após falta lateral.

Com o passar do tempo, o domínio tricolor deixou de ser apenas territorial e passou a se traduzir em chances claras. A equipe começou a encontrar espaços também pelo chão, com boa troca de passes e infiltrações. Em uma dessas jogadas, Cauly arriscou de fora da área e obrigou Pedro Rocha a fazer uma defesa importante.

O gol parecia questão de tempo, e de fato veio ainda no primeiro tempo. Aos 30 minutos, Artur fez grande jogada pela direita, venceu a marcação e cruzou na medida para Luciano, que se antecipou à defesa e cabeceou para o fundo das redes. O 1 a 0 era justo, mas ainda tímido diante do volume de jogo apresentado.

Antes do intervalo, o São Paulo teve oportunidades claras para ampliar. A mais evidente veio com Cauly, que ficou cara a cara com o goleiro, mas novamente parou em Pedro Rocha, que já começava a se destacar como o principal nome da partida.

Se a situação já era complicada para o Juventude, ficou ainda pior no início do segundo tempo. Diogo Barbosa foi expulso após falta dura em Luciano, deixando o time gaúcho com um a menos. A partir daí, o jogo virou praticamente ataque contra defesa.

O São Paulo aumentou ainda mais a pressão e empilhou chances. Em cobrança de escanteio, Artur acertou o poste. No rebote, Jonathan Calleri finalizou forte, mas Pedro Rocha apareceu novamente com uma defesa impressionante. O goleiro do Juventude parecia intransponível.

Calleri ainda teve outra grande oportunidade pouco depois. Após bela assistência de calcanhar de Luciano, o argentino saiu livre na frente do gol, mas finalizou por cima, desperdiçando uma chance clara de ampliar o placar. Era um daqueles jogos em que a bola simplesmente não queria entrar.

Nos minutos finais, o roteiro seguiu o mesmo: pressão intensa do São Paulo e resistência do Juventude. A chance definitiva para “matar” o confronto veio já aos 45 minutos. Após revisão do VAR, o árbitro marcou pênalti por toque de mão de Léo Índio. A responsabilidade ficou com Calleri, mas mais uma vez Pedro Rocha brilhou, defendendo a cobrança e garantindo que o placar permanecesse mínimo.

O apito final confirmou a vitória tricolor, mas também deixou um alerta importante. O Juventude, mesmo dominado e com um jogador a menos, sai vivo para o jogo de volta, que será disputado em Caxias do Sul.

São Paulo joga bem, mas peca nas finalizações e deixa confronto bem aberto

O São Paulo apresentou um desempenho coletivo muito sólido, especialmente na construção ofensiva e na pressão pós-perda. O time criou volume, controlou o ritmo e praticamente não sofreu defensivamente. O problema foi claro: falta de eficiência.

Em jogos de mata-mata, desperdiçar tantas oportunidades costuma cobrar um preço alto. O Tricolor teve chances suficientes para transformar o confronto em algo praticamente resolvido, mas esbarrou em dois fatores: a grande atuação de Pedro Rocha e a própria falta de precisão nas finalizações.

Individualmente, Luciano foi decisivo mais uma vez, participando ativamente das jogadas ofensivas. Já Jonathan Calleri viveu uma noite abaixo do esperado, perdendo chances importantes, incluindo um pênalti que poderia mudar completamente o cenário da eliminatória.

Para o jogo de volta, o alerta está ligado. O Juventude mostrou pouca capacidade ofensiva, mas chega em casa com um resultado totalmente reversível. Se o São Paulo repetir o nível de atuação, a tendência é avançar. Mas, se mantiver o baixo aproveitamento, pode transformar um confronto controlado em um problema real.

(Foto: Fernando Alves/Juventude)