O empate em 0 a 0 contra o Olimpia pela Copa Sul-Americana poderia ter se transformado em uma vitória para o Vasco, caso tivesse a presença de um goleador. Mesmo com a boa atuação do clube carioca na noite dessa quinta-feira (13), ficou nítido que a ausência de um definidor de jogadas ainda faz falta e pode trazer um impacto negativo em São Januário. A possível solução é o argentino Facundo Colidio, contratado para assumir a titularidade do ataque neste mês, mas não foi regularizado a tempo.
O técnico Pedro Emanuel escalou Brian Romero e Romeo Benítez para o começo da partida, porém ambos tiveram atuações discretas. Centroavante titular, Romero não produziu finalizações perigosas, teve um jogo discreto e foi substituído por Tiago Caballero. Enquanto Benítez jogou mais recuado, teve um rendimento semelhante e saiu para a entrada de Rubén Lezcano aos 20 minutos do primeiro tempo. Por mais que tenha contratado um jogador de maior qualidade, o clube ainda necessita encontrar mais uma opção.
A necessidade de monitorar o mercado segue ativa
O Vasco sentiu a ausência de Brenner para o duelo decisivo. O atacante de 26 anos, autor de dois gols na classificação sobre o Fluminense pela Copa do Brasil, sofreu uma lesão ligamentar no pé esquerdo no jogo anterior contra o Bahia. Devido a isto, a equipe carioca optou por um tratamento tradicional, estimulando o tempo de recuperação de 45 dias.
Brenner não é a esperança de gols do Vasco porque marcou apenas cinco gols nesta temporada. Isto evidencia que a diretoria vascaína deve manter a busca por reforços no setor ofensivo, visto que a equipe necessita de um goleador desde a saída de Pablo Vegetti para o Cerro Porteño.
Facundo Colídio tem como característica a facilidade para se infiltrar entre as linhas da área adversária. Já, tecnicamente, ele possui um bom toque de bola e uma maior movimentação para o jogo coletivo. Isto vira fundamental para um ataque que apresenta dificuldades e baixa produtividade em 2026. Os números representam esta deficiência porque os jogadores do setor ofensivo marcaram apenas 22 dos 54 gols em 42 jogos realizados.
A baixa marca de gols faz com que até jogadores da defesa e do meio-campo estejam próximos nesta estatística. Um claro exemplo é o lateral Puma Rodríguez, artilheiro do Vasco no ano com seis gols, empatado com o atacante Spinelli e o meia Thiago Mendes.
Adaptação tática do elenco atual do Vasco
Contratado no lugar de Renato Gaúcho, o treinador português Pedro Emanuel está mudando taticamente o Vasco, com o objetivo de encontrar alternativas antes que Colídio estreie pelo cruzmaltino e depois da lesão de Brenner. A ausência de um centroavante de ofício faz com que o técnico abdique de um centroavante fixo e aposte em um ataque mais móvel.
A mudança ordenou que os meio-campistas de infiltração e os pontas aumentassem drasticamente a presença na área do Olimpia. Além disso, eles ocuparam o espaço vazio deixado pela equipe paraguaia para buscar os gols e um volume de jogo já realizado anteriormente. Entretanto, as ineficientes atuações de Braian Romero e Romeo Benítez prejudicaram um melhor rendimento do Vasco da Gama.
A partida de ontem trouxe uma resposta tática para o time: o Vasco precisa adotar um esquema de jogo baseado no “falso 9” ou priorizar a rotação constante de posições no último terço do campo. Ao escalar jogadores com maior criatividade no meio-campo, Pedro Emanuel compensaria a ausência de um centroavante fixo para poder ter sucesso nas finalizações.
Para o jogo da volta contra o Olimpia na semana seguinte, esta solução provisória estancaria a crise de pontaria demonstrada no empate. Enquanto há dificuldade para encontrar novas alternativas, esta deve ser a melhor forma de se classificar para as quartas de final da Copa Sul-Americana.
Créditos da foto da capa: Matheus Lima/Vasco



